sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Por que ainda existe censura no Brasil?

Apesar de ser um país democrático, o Brasil ainda vive os desafios da liberdade de expressão

No dicionário, censura é o uso pelo estado ou grupo de poder, no sentido de controlar ou impedir a liberdade de expressão. No Brasil, ela está presente desde o período colonial, conforme explica o professor de História do Brasil Contemporâneo, Rodrigo Perla Martins. “Até a chegada da Família Real Portuguesa, em 1808, não poderiam ser criados jornais aqui no Brasil. É por isso que, nessa época, já podemos considerar que havia censura aqui no nosso país,” lembrou.
Dois grandes momentos em que houve a quebra da liberdade de expressão foram quando o Brasil vivia sob o regime de ditaduras, como no Estado Novo da era Getúlio Vargas (de 1937 a 1945), e no Regime Militar (de 1964 a 1985). Hoje vivemos em um país democrático, onde podemos escolher pelo voto nossos representantes, e temos liberdade de expressão, garantida pela Constituição Federal de 1988. Apesar desses direitos, ainda, assim, há alguns casos recentes de censura em nosso país.
Em setembro, por decisão da justiça, o Grupo RBS foi impedido, por 12 dias, de divulgar imagens ou sequer citar o nome do vereador Adenir Weber, da cidade de Dom Pedro de Alcântara, no litoral gaúcho. O político fora flagrado, em agosto de 2010, viajando com dinheiro público, em uma reportagem de grande repercussão nacional. Outro exemplo recente, em setembro último também e o do comediante do programa CQC, da Band, Rafinha Bastos, que disse ao vivo que se relacionaria sexualmente com a cantora Wanessa Camargo e com o bebê dela. Rafinha foi afastado do programa pela cúpula da emissora e ainda permanece sem apresentar o programa.

A censura na imprensa

Sobre os recentes casos envolvendo a imprensa, o professor da Feevale de Ética na Filosofia, Gabriel Grabowski, analisa que “para o caso de censura ao Grupo RBS, o vereador se aproveitou de preceitos legais que ferem o direito de imagem dele, para se proteger de práticas que ele cometeu. Ele usou um artifício de desespero para usufruir dos direitos que a sociedade criou. Mesmo assim, o que ele estava fazendo era algo ilícito, por isso que este caso de censura foi tão repudiado.” Para o professor Rodrigo Perla Martins, a censura à RBS foi dada mais pelo argumento do vereador do que pela tentativa de acabar com a liberdade de imprensa. “Todo mundo viu o vereador cometendo o crime de usar dinheiro público em viagens, mas o argumento dele perante a justiça pode ter sido tão bom que seria impossível o juiz não dar a ordem judicial em favor dele,” lembrou. Sobre esse episódio ainda, o professor de Sociologia da Comunicação da Feevale, Henrique Keske, comenta a vitória judicial da RBS: “Houve um abuso sobre a censura da RBS e considero uma vitória não só da RBS mas também da mídia livre.”
Já no caso de Rafinha Bastos, o seu afastamento do programa e o processo que está recebendo por causa de sua declaração polêmica, o professor Rodrigo lembra que isso só aconteceu por não haver limites para a liberdade de expressão no nosso país. “Considerando pela liberdade de imprensa, acho que o Rafinha não errou. Mas, se no Brasil existisse o mesmo modelo de liberdade de imprensa como nos Estados Unidos e na Europa, isso poderia ser diferente. Lá, o humorista não pode falar qualquer bobagem. Essa poderia ser uma solução. Não é censurar, mas sim parametrizar, em definir o que pode ou não ser dito ao público,” explicou. O professor Gabriel critica Rafinha, devido à gravidade do comentário feito ao vivo para milhões de pessoas. “A atitude dele foi irresponsável, grosseira e preconceituosa. Ele deveria entender que ele é um formador de opinião, por estar vinculado à mídia, e deveria guardar esse comentário com ele,” recriminou. O professor Henrique completa, considerando que “Rafinha não poderia ter dito aquilo num veículo de comunicação de massa e nem num programa tão popular quanto o CQC. Nesse caso, eu defendo a censura a ele.”
Quando há o interesse de determinados grupos da sociedade, a mídia evita divulgar certos conteúdos. É o que defende o professor Henrique. “O que determina a censura no Brasil, é o que chamam de ‘ditadura do anunciante’, ou seja, o poder econômico limita a atuação do jornalista e da mídia no momento em que determinadas denúncias de fundo econômico, contra certas empresas, se são veiculadas, elas aparecem uma vez e desaparecem do sistema. Existem mecanismos que os meios capitalistas usam para impedir a liberdade de imprensa,” analisa.
O professor Rodrigo lembra os problemas para definir o que é censura ou não. O principal deles é a ausência da Lei de Imprensa, que vigorou no Brasil de 1967 a 2009, quando foi revogada pelo Supremo Tribunal Federal, pois era a única lei criada no regime militar que ainda regia no nosso país. O professor defende que a regulamentação dessa lei em padrões atuais. “Seria importante haver uma regulamentação da Lei de Imprensa para definir o que é censura ou não. O problema maior para acontecer isso é que as grandes empresas de comunicação se assustam quando algum deputado quer rever essa lei, pois elas já acham que é uma tentativa de ressurgimento da ditadura, mas não é o que parece,” argumentou.

E quando a censura é em uma propaganda?

Recentemente vieram à tona casos de censura também na publicidade. Em outubro, a marca de lingerie Hope não pôde divulgar um anúncio em que a modelo Gisele Bündchen vestia peças da marca e convencia o marido a fazer tarefas desinteressantes. A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), mas foi revogada dias depois. A professora da Feevale de Ética e Legislação em Publicidade, Marta Oliveira dos Santos, comenta que “o Conar fiscaliza toda a publicidade vigente no país. Sua missão é impedir que a publicidade enganosa e abusiva cause constrangimentos ao consumidor.”
A professora concorda com a decisão, embora tenha lembrado de outras propagandas que não foram censuradas e que também são bastante polêmicas. “Existem comerciais mais apelativos. Porém, muitas pessoas denunciaram a forma como a Hope publicou sua marca, por isso que o Conar julgou e avaliou para que a campanha fosse tirada do ar, mas depois reverteram a decisão porque os estereótipos desta são comuns à sociedade de hoje em dia,” frisa.
Para finalizar, a professora Marta dá um conselho para que seja evitado o uso de campanhas abusivas e polêmicas. “Os publicitários precisam ser mais criativos. Para isso, é preciso evitar usar de apelos que vão de encontro às questões morais e éticas da sociedade em que vivem,” encerra.

*Reportagem que escrevi para o jornal TRI. Matéria de capa da última edição de 2011.
Fotos: Divulgação.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Reflexões para o próximo Brasileirão

Passadas as 38 rodadas do Campeonato Brasileiro, que encerrou no último domingo, o que podemos analisar é que este foi o melhor Brasileirão da era dos pontos corridos. A decisão da CBF de colocar todos os clássicos na última rodada foi espetacular, não só por acabar com o corpo mole de algumas equipes, que, jogando apenas para cumprir tabela, perdiam para que o maior rival fosse prejudicado. Desta vez um rival pode acabar com o outro rival. E foi isto o que aconteceu em vários clássicos.
Mas, de todos eles, minha visão crítica vai para o Gre-nal. Afinal de contas, como gaúcho, tenho que dar meu foco para os dois principais times do Sul do Brasil. A classificação do Internacional para a Libertadores foi mais do que merecida. O colorado foi melhor que o Grêmio durante todos os 90 minutos de partida, e foi o único com a ambição de vencer, como também opina o comentarista da Rádio Gaúcha Nando Gross. Ontem, o Inter finalmente conseguiu se aproveitar das chances que os adversários deixaram, para vencer e garantir a classificação para a Libertadores, principal competição da América do Sul.
O porém da dupla Gre-nal, é que ambas as equipes, pelo elenco que têm, poderiam brigar por posições melhores. Mesmo com a vaga para a Libertadores, o Inter deixou a desejar em muitas rodadas, perdendo pontos importantes em casa, como no empate contra o Santos por 3 a 3, sendo que vencia por 1 a 0, e na derrota para o Ceará (este último foi rebaixado para a segunda divisão), por 1 a 0, ainda nas rodadas iniciais. Se não perdessem pontos em partidas fáceis, onde era a obrigação vencer, o Inter poderia ter ficado em uma posição melhor, ou até mesmo ter brigado por título.
Já o Grêmio esteve numa situação muito pior. O tricolor gaúcho ficou metade do campeonato ameaçado a cair para a segunda divisão, quando perdia jogos fáceis para times que estavam em situação pior no campeonato. A salvação veio quando chegou o técnico Celso Roth, mas o erro do treinador foi fazer o time frear em sua arrancada, quando o Grêmio finalmente havia perdido o risco de cair. Mas não vejo motivos para o tricolor comemorar o décimo segundo lugar na tabela, pois o Grêmio não sabe o que é vencer um campeonato nacional há 10 anos. É muito tempo. O tricolor, com a grandeza que tem, não pode se alegrar com tão pouco.
Que o Brasileirão de 2012 seja muito melhor que este para a dupla Gre-nal. Que os dois times possam brigar por título até o final, sem depender de outros resultados e sem comemorar vagas para competições inexpressivas. Vale lembrar que o Inter não vence o Brasileirão desde 1979, e o Grêmio desde 1996, ou seja, como também concorda Nando Gross, faz muito tempo.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Informação e segurança: uma faca de dois gumes


Foto: Reprodução TV Globo
 Texto escrito para um trabalho da disciplina de Texto Jornalístico.

Foi lamentável a morte do repórter cinematográfico da TV Bandeirantes Gelson Domingos. Ele foi assassinado no exercício da profissão, ao ser atingido por um tiro de fuzil, na eterna guerra entre traficantes e policiais no Rio de Janeiro. Detalhe: ele estava com colete à prova de balas. Mesmo assim a bala atravessou o seu corpo na região do tórax. O colete que Gelson usava, era para balas de revólveres calibres 38 e pistolas, que são nada resistentes contra tiros de fuzil.
Uma coisa totalmente absurda fornecer um colete para pequenas armas, se na assombrosa guerra no estado do Rio de Janeiro só acontecem tiroteios de guerra entre a polícia e os traficantes das favelas cariocas. Isso demonstra o total desrespeito contra os profissionais de imprensa que arriscam suas vidas com a obrigação de mostrar a realidade brasileira para a sociedade como um todo.
Nos debates que vi ontem e hoje, muitas pessoas dizem que foi de responsabilidade do próprio jornalista ao se arriscar demais e ser morto no exercício da profissão. Minha opinião é diferente. Em uma profissão que o objetivo é mostrar as histórias de grande importância para uma grande massa, e se tratando do veículo ao qual Gelson Domingos estava trabalhando (uma emissora de TV), se em vez de ir para o combate, ele resolvesse ficar e gravar de longe, suas imagens não seriam boas. Televisão vive de imagens, e aí está o verdadeiro problema. Caso o cinegrafista da Band não fosse para a troca de tiros, o canal poderia ter inúmeros prejuízos, pois não iria mostrar as imagens do combate e, por sua vez, perderia algo muito importante para as redes de televisão em qualquer lugar do mundo. A audiência e, perdendo ela, vem menos investimento e ainda a Band perderia a sua credibilidade com o público e com as emissoras concorrentes. Não acredito que Gelson estava desprotegido. Ele estava no mesmo lugar que os outros cinegrafistas e que a própria polícia. Qualquer um poderia ter sido atingido. A diferença é que se trata de um profissional que não está em nenhum dos dois lados desta guerra sangrenta que assola o Rio de Janeiro. Agora que esta tragédia aconteceu na imprensa nacional que falam em segurança.
Ainda assim, as emissoras de TV que vivem mostrando os combates armados deveriam determinar limites para tais coberturas, para evitar novas mortes. Exclusividade pode até ser bom, mas o preço que se paga pode ser muito grande.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Brasil vence a primeira e se classifica para as quartas-de-final

Em uma partida eletrizante, a Seleção Brasileira venceu o Equador por 4 a 2, garantindo não só a classificação, mas também a primeira colocação do grupo B da Copa América. Os gols brasileiros foram marcados por Alexandre Pato e Neymar, ambos duas vezes. Os gols equatorianos sairam dos pés de Caicedo. Na próxima fase, a Seleção encara o Paraguai, no próximo domingo, às 16 horas.

O jogo começou com a pressão da Seleção Brasileira. Neymar, aos dois minutos, e Pato, aos 11, tiveram suas chances de gol, porém, nenhuma delas causou perigo algum ao goleiro Elizaga. Nos minutos seguintes, o Brasil passou a ter mais dificuldades para invadir a área equatoriana. A Seleção não conseguia mais chegar forte para o ataque, enquanto os adversários tentavam explorar os contra-ataques.

A dificuldade acabou aos 28 minutos, quando o gol finalmente saiu. Alexandre Pato marcou, de cabeça, após receber cruzamento de André Santos, para alívio dos torcedores e do técnico Mano Menezes. A partida parecia sob controle, quando o Equador empatou com Caicedo. O jogador recebeu um passe pelo meio, e chutou fraco. O goleiro Júlio César parecia defender, mas falhou e sofreu o gol. Após o empate, os adversários brasileiros começaram a pressionar pela virada, que daria a classificação para o Equador – e seria a eliminação brasileira. O primeiro tempo terminou com o placar em 1 a 1.

Se no primeiro tempo faltou emoções, no segundo, muitos gols surgiram para agitar a partida. Logo aos três minutos, Neymar fez o gol da Seleção. A jogada começou depois de uma tentativa de afastar a bola do campo de defesa equatoriano, mas Paulo Henrique Ganso conseguiu roubar a bola e tocar para o atacante brasileiro bater, de primeira, para o gol.

Não deu para o Brasil comemorar muito o gol, pois o Equador empatou denovo, aos 13 minutos, novamente com Caicedo. O jogador cortou para o pé direito e bateu fraco, com nova falha do goleiro brasileiro Júlio César.

O Equador nem conseguiu se acostumar com o empate, pois dois minutos depois o Brasil marcou o terceiro, com Alexandre Pato. Neymar chutou em cima do goleiro, que defendeu mas não conseguiu segurar, sobrando para o atacante do Milan marcar o gol.

E o quarto gol logo saiu, com Neymar. Ele recebeu um cruzamento de Maicon, e mandou, de primeira, para o fundo das redes. Após o quarto gol, o técnico Mano Menezes aproveitou para tirar poupar os principais jogadores. Neymar saiu para a entrada de Lucas, e Pato saiu para o lugar de Fred. O jogo terminou com a vitória brasileira por 4 a 2 , que garantiu o primeiro lugar do grupo B.


Brasil 4X2 Equador

Brasil: Julio César; Maicon, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires, Paulo Henrique Ganso (Elias); Robinho, Neymar (Lucas) e Alexandre Pato (Fred). Técnico: Mano Menezes

Equador: Elizaga; Reasco (Achilier), Araujo e Erazo e Ayoví; Noboa (Montaño), Minda, Arroyo e Mendez (Mina); Benitez e Caicedo. Técnico: Reinaldo Rueda

Gols: Pato (BRA) e Caicedo (EQU) no primeiro tempo; Pato, Neymar (2) (BRA) e Caicedo (EQU) no segundo tempo.

Cartões: Noboa (EQU).

Árbitro: Roberto Silveira (URU), auxiliado por: Miguel Nieves (URU) e Hernan Maidana (ARG)

Local: Estádio Mario Kempes, Córdoba, Argentina.

Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

domingo, 10 de julho de 2011

Em jogo dramático, Brasil empata com o Paraguai

Foi por pouco. A Seleção Brasileira empatou com o Paraguai em 2 a 2 pela segunda rodada do grupo B da Copa América. O Brasil ganhava com gol de Jadson – surpresa de Mano Menezes na escalação, no lugar de Robinho – mas perdeu a vantagem com gols de Santa Cruz e Valdez. Somente aos 45 do segundo tempo, Fred salvou a Seleção de um vexame marcando o gol do empate brasileiro.

O Paraguai iniciou jogando de igual para igual com a Seleção. Logo aos dois minutos, Santa Cruz recebeu um lançamento de Barrios, que dominou e chutou perigosamente ao gol de Júlio César. Nos primeiros minutos, a Seleção esteve bastante apagada em campo, jogando no campo de defesa sob forte pressão adversária.

Somente aos 11 minutos que o Brasil teve o primeiro bom lance. Thiago Silva lançou para Alexandre Pato, que chutou em cima de Villar. Pato teve outra boa oportunidade aos 19 minutos, após receber um belo passe de Jadson. Ele cortou o goleiro e tentou encobrir, mas a bola saiu por cima da meta adversária.

Demorou 38 minutos para o gol brasileiro sair, com Jadson, até então contestado pela torcida. A jogada iniciou com Ramires, que fez o passe para Paulo Henrique Ganso, que mandou para o meia do Shaktar Donetsk bater cruzado para o fundo das redes. No primeiro tempo, o placar terminou 1 a 0 para a Seleção.

Se no final do primeiro tempo era alegria, na segunda etapa eram as barbeiragens que atingiam a Seleção. Em um apagão da defesa brasileira, o Paraguai fez o gol de empate com Roque Santa Cruz, aos 11 do segundo tempo. Ele apareceu livre em um cruzamento rasteiro pela ponta esquerda de ataque, roque santa cruz apenas deslocou na saída de Júlio César.

E a virada aconteceu aos 21 minutos com Valdez. A defesa brasileira falhou feio com Daniel Alves, que perdeu a bola dentro da área. Depois de uma série de lances, a bola sobrou para o atacante que havia acabado de entrar em campo, fazer o segundo gol da partida.

A torcida paraguaia já entoava gritos de “olé”, devido a péssima qualidade da Seleção no jogo, errando passes e desperdiçando ataques. Para evitar o drama, o gol de empate saiu apenas nos últimos instantes da partida. Fred, outro jogador contestado pela torcida, marcou o gol que evitou uma vergonha maior para o time de Mano Menezes. A defesa paraguaia falhou por completo, nem o goleito Villar foi na bola, e o atacante não desperdiçou a oportunidade de marcar.

Brasil e Paraguai tem agora 2 pontos, e permanecem empatadas na classificação do grupo B. O próximo confronto brasileiro será contra o Equador, na quarta-feira, às 21h45min.

Brasil 2x2 Paraguai

Brasil: Julio César, Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires (Lucas), Jadson (Elano) e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Fred) e Alexandre Pato. Técnico: Mano Menezes.

Paraguai: Villar; Verón, Alcaráz, Da Silva e Torres; Vera, Riveros (Cáceres), Ortigoza e Estigarribia (Martínez); Santa Cruz e Barrios (Valdez). Técnico: Gerardo Martino.

Gols: Jadson (BRA) no primeiro tempo; Santa Cruz, Valdez (PAR) e Fred (BRA) no segundo tempo.

Cartões amarelos: Jadson, Alexandre Pato, Lucas (BRA), Barrios e Cáceres (PAR)

Árbitro: Wilmar Roldán (COL). Auxiliares: Humberto Clavijo (COL) e Francisco Mondría (CHI)

Local: Estádio Mario Kempes, Córdoba, Argentina.

domingo, 3 de julho de 2011

Brasil surpreende e empata com a Venezuela

Em tarde sem inspiração, a Seleção Brasileira empata em 0 a 0

Foi-se o tempo em que viamos o Brasil golear a Venezuela por cinco, seis e , até, sete gols. O time de Mano Menezes enfrentou a equipe venezuelana na estreia da Copa América e empatou por 0 a 0, o que mostra que este time evoluiu a ponto de, pela terceira vez seguida, não perder mais para a Seleção Brasileira. O próximo confronto do Brasil será contra o Paraguai, pela segunda rodada do grupo B, no próximo sábado, às 16 horas.

O jogo começou com oito minutos de atraso, devido a demora dos venezuelanos para sair do vestiário, o que culminou com a não-execução dos hinos nacionais. Nos instantes iniciais, a Seleção já demonstrava ofensividade, pois o técnico Mano Menezes escalou três atacantes. Nos primeiros dez minutos, a posse de bola brasileira beirava os 70%, com o Brasil pressionando com algumas oportunidades de gol. O time da Venezuela parecia acuado no início do jogo, apenas desferindo chutões para frente para evitar tomar um gol, e marcando em cima os brasileiros.

Aos 20 minutos, o jogo já começou a esfriar. A Seleção permanecia dominando a posse de bola, mas as tentativas de gol diminuiram. O Brasil jogava mais preso no meio campo, sob uma forte marcação venezuelana.

O jogo começava a ficar interessante depois dos 26 minutos. Daniel Alves, atacando pela ponta direita, passou para Alexandre Pato, que dominou de pé esquerdo e mandou uma pancada no travessão com o pé direito. Aos 31, o mesmo jogador teve outra chance de gol, chutando em cima do goleiro Vega. O gol quase saiu numa grande jogada brasileira aos 37 minutos. Neymar, em um contra-ataque rápido, passou para Robinho que aplicou o chute no ombro do zagueiro Vizcarrondo. Faltou mais ataques para o Brasil, e o primeiro tempo encerrou sem gols, com o placar em 0 a 0.

No segundo tempo o jogo, que já estava frio, congelou de vez. Pato, que foi o melhor em campo, aos 10 minutos, mais uma vez, após receber um bom passe de Daniel Alves, girou para o chute, mas houve uma fácil defesa do goleiro adversário, sendo a melhor chance da Seleção no segundo tempo.

A Seleção tentava para chegar no gol, mas sequer invadia a área. Os venezuelanos se fecharam mais ainda, não abriam espaços para possíveis ataques. O time adversário já começava a gostar do jogo, investindo com chances fracas de gol.
O técnico Mano Menezes modificou bastante o Brasil no segundo tempo, talvez até de forma equivocada. Pato foi substituido para a entrada de Lucas, ou seja, mudou o time do 4-3-3 para o 4-4-2. Foi em uma tentativa de melhorar o rendimento da Seleção que estava muito abaixo do primeiro tempo. Não deu certo. O resultado não poderia ser outro, um 0 a 0 sem emoção e que serve de alerta para o Brasil nos próximos jogos.

Era para ser a estreia para ganhar bem e encaminhar a primeira posição, mas não foi bem assim. Agora, o Brasil precisa vencer os dois próximos jogos, contra equipes muito mais fortes que a Venezuela, que são Paraguai e Equador. A zebra está à solta na Copa América, depois do empate da Argentina com a Bolívia, o Brasil também empata com a Venezuela. Do jeito que está a competição até agora, não será surpreendente se alguma destas equipes avançar até às semifinais.


Brasil 0X0 Venezuela

Brasil: Júlio César. Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Ramires (Ramires), Lucas Leiva, Paulo Henrique Ganso; Robinho (Fred), Neymar e Alexandre Pato (Lucas). Técnico: Mano Menezes

Venezuela: Vega, Rosales, Perozo, Vizcarrondo e Cichero; Rincón, Lucena, González (Di Giorgi) e Arango; Rondón (Moreno) e Fedor (Maldonado). Técnico: Cesar Farías

Árbitro: Raúl Orosco (BOL)
Auxiliares: Efraín Castro (BOL) e Marvin Torrente (BOL)

Local: Estádio Ciudad de La Plata- La Plata, Argentina

Cartões amarelos: Thiago Silva (BRA); Rondón, González e Moreno (VEN)

sábado, 2 de julho de 2011

Copa América começa com grandes surpresas e poucas emoções

Ontem à noite começou a 43ª edição da Copa América, que está sendo sediada na Argentina. Mas a competição começou morna, pelo menos nesses dois jogos que se passaram. Na abertura, os donos da casa conseguiram um empate sofrível com a seleção da Bolívia, em 1 a 1, e nesta tarde, a equipe da Colômbia ganhou de 1 a 0 da Costa Rica, em um jogo sem grandes emoções. O que será que está acontecendo no principal campeonato de seleções do nosso continente?

A grande surpresa destas duas primeiras partidas é a Bolívia. Esta seleção é a pior colocada no ranking da FIFA, entre os 12 países que participam do torneio, e conseguiu um empate com a Argentina por 1 a 1. Os bolivianos não jogaram bem, essa é a verdade, mas se fecharam de uma forma que nem Lionel Messi (foto dir.) conseguia passar pelos marcadores adversários. É até compreensível a situação do melhor jogador do mundo que se irritou muito durante e após a partida, pois a seleção argentina não tem um bom elenco, em comparação com a equipe do Barcelona, onde o camisa 10 dos hermanos joga. Enquanto na equipe espanhola, Messi tem companheiros como Xavi, Iniesta e David Villa, na seleção de seu país ele tem que se contentar com Lavezzi, Banega e Rojo. Resultado, a terrível falha da zaga argentina no gol de Edivaldo Rojas (foto esq), sendo amenizada com o gol de Aguero, evitando o vexame de perder, em casa, para o pior time do campeonato.
Na outra partida do grupo A, mais um jogo sem emoções, porém sem zebras. A Colômbia venceu a Costa Rica por 1 a 0, com gol marcado por Falcão García. O time colombiano tinha capacidade de aplicar mais gols, possui um nível técnico superior aos costarriquenhos que estavam com um jogador a menos mais da metade da partida, mas não aproveitou as poucas chances que teve. Foi um jogo modesto, que pelo menos serviu apenas para definir quem seria o líder deste grupo.

É verdade que só quatro seleções jogaram, talvez o nível da competição aumente a partir de amanhã, pois a Seleção Brasileira fará a sua estreia contra a Venezuela. Espero que o time de Mano Menezes vença o jogo, para evitar que mais uma zebra apareça, já que ela já deu suas caras ontem. Também torço para que as próximas partidas que estão por vir tenham um pouco mais de emoção, pois se não tiver, esta Copa América tem tudo para ser um desastre, não importando quem vencer.

Próximos jogos da primeira rodada da Copa América:

Domingo 3/7
16h- Brasil X Venezuela
18h30min- Paraguai X Equador

Segunda 4/7
19h15min- Uruguai X Perú
21h45min- Chile X México

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Resenha Esportiva do dia 27/06

27-06 Tamara, Bruno, Luis, Ruan e Jorge by @resenhaESP

Aqui mais uma edição do Resenha Esportiva. Houve outras duas edições anteriormente, mas acabei não publicando. Neste programa, falamos da dupla Gre-nal, do título do Santos na Taça Libertadores, e também fizemos nossos palpites sobre a Copa América, que começa nesta sexta-feira. A equipe do programa é composta por mim, Bruno Colombo, Luis Sperb, Tamara Knewitz e Jorge Boruszewsky. Confiram a íntegra do Resenha Esportiva desta segunda.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O ressurgimento do futebol uruguaio

Por muito tempo, me acostumei a ver a seleção uruguaia de futebol, e os times deste país, a fracassar em competições internacionais. Na Libertadores, os times do Uruguai sequer chegavam à final nos últimos anos da competição em que o país conquistou oito vezes. Nas Copas do Mundo, a seleção nacional sequer passava da fase de grupos, isso quando conseguia a classificação para o torneio. Mas isso tudo mudou depois do dia 2 de julho do ano passado, no momento em que Luis Suárez (foto) fez a salvadora “defesa”, que culminou com sua expulsão, no último minuto da prorrogação de Uruguai e Gana, garantindo a classificação posteriormente, nos pênaltis, para a semifinal da Copa do Mundo. A partir dali, a maré de azar dos nossos vizinhos do Sul foi embora. Vejam as incríveis façanhas realizadas pelo futebol uruguaio desde aquele fatídico jogo no Soccer City, na África do Sul.

Após a classificação improvável (a grande maioria dos jornalistas opinava que o Uruguai sequer passaria da primeira fase), o seleção uruguaia jogou contra a Holanda pelas semifinais. Tiveram a oportunidade de vingar a eliminação brasileira para a Laranja Mecânica, mas foram derrotados pelo placar de 3 a 2. No final da Copa, os uruguaios alcançaram a quarta posição, mas para uma nação bicampeã mundial era como um título, já que a grande maioria da população não viu seu país conquistar a principal competição do futebol por duas vezes (ganharam em 1930 e 1950), e também o Uruguai não disputava as semifinais de uma Copa havia 40 anos.

Essa raça do futebol uruguaio ganhou força também nas categorias de base. No início do ano, o Uruguai foi vice-campeão do Campeonato Sul-Americano Sub-20. A importância do feito não foi o fato de que o título não veio, mas sim que o vice-campeonato da categoria garantiu. A vaga para disputar os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Essa classificação não vinha desde 1928, quando ganharam o segundo título olímpico, e ganharam o apelido de Celeste Olímpica.

E depois de tudo isso, agora o Uruguai tem a grande chance de vencer a principal competição sul-americana depois de 23 anos. O Peñarol, que já conquistou a América cinco vezes, garantiu ontem (na foto a comemoração de Mier, autor do gol da classificação) a vaga para a final, em um jogo dramático contra o Vélez Sarsfield, da Argentina. “Los Carboneros”, como são chamados, perderam por 2 a 1, mas por terem vencido em casa por 1 a 0 garantiram a classificação para a final. Ninguém dava o Peñarol como favorito na Libertadores, pois nos últimos anos a equipe passou por uma séria crise. Já eliminaram o Independiente, que é o maior campeão da Libertadores, com sete triunfos, o Internacional, atual campeão, vencendo a equipe colorada com o Estádio Beira-Rio lotado, Universidad Católica e agora o Vélez. Na final vão encarar o Santos, que tem um bom elenco, mas o Peñarol tem a raça uruguaia que cresceu no último ano, e isso pode fazer a diferença na decisão.

O Uruguai está com tudo, não só a seleção nacional, mas os times do país estão mostrando que podem voltar a ser grandes como eram antigamente. Já estão na final da Libertadores com o Peñarol, e em julho tem a Copa América na Argentina. O ressurgimento começou há um ano, e tem muita coisa por vir ainda. Os uruguaios poderão ter mais motivos para comemorar, e deixar de vez de ser apenas um país coadjuvante neste esporte tão apaixonante como é o futebol.

Fotos: Globoesporte.com

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Vai começar o Brasileirão: o campeonato mais acirrado do mundo

A 52ª edição do Campeonato Brasileiro inicia neste sábado. Desde 2003 a competição é disputada no sistema de pontos corridos, o que permite que a disputa pelo título seja grande até o final. Vinte times vão participar do Brasileirão, considerado por vários jornalistas brasileiros e estrangeiros como o campeonato nacional mais difícil do mundo, já que nas ligas de países europeus, apenas dois ou três times brigam pelo título desde os primeiros jogos, fazendo com que os campeonatos de lá sejam monótonos e, às vezes, sem graça. Pode-se dizer que o Brasileirão é o único campeonato em que quase todos os times se equivalem, fazendo haver uma disputa emocionante pelo título até a última rodada.

O atual campeão nacional é o Fluminense (foto), porém, a campanha ruim na Libertadores não dá o favoritismo para o bicampeonato neste ano. Na minha visão, os principais candidatos ao título são o Santos e o Cruzeiro. O Santos é o único sobrevivente na competição continental e está nas semifinais. Possuem um bom elenco somado ao técnico Muricy Ramalho, que ganhou quatro das últimas cinco edições do Brasileirão. O Cruzeiro vive um bom momento também. Mesmo eliminado na Libertadores nas oitavas de final, o time mineiro conseguiu a melhor campanha da fase de grupos, e também garantiu o título estadual. Talvez esse seja um fator que faça com que o Cruzeiro se sobreponha aos adversários. O Coritiba é outro time que tem chances de título, embora ainda corre por fora nesta disputa de favoritismo antes de o campeonato começar. A equipe paranaense manteve uma série de 24 vitórias seguidas, e está nas semifinais da Copa do Brasil, com direito até a uma goleada de 6 a 0 em cima do Palmeiras.

Quanto a dupla Gre-nal, ambas as equipes têm chances de título no Brasileirão, só acho que precisam contratar reforços o mais rápido possível para que estas chances não se tornem nulas futuramente. O Grêmio precisa melhorar o meio-campo, e também é importante o time ter um atacante para poder acompanhar André Lima, que está se recuperando de uma lesão. Além disso, o tricolor precisa urgentemente de um lateral-esquerdo, e assim terá um bom substituto de Lúcio, que voltará a lateral para esta primeira rodada, depois de jogar mais de seis meses como meia improvisado. O Inter deve contratar um lateral-direito, pois o atual titular, Nei, está deixando a desejar há um bom tempo. Talvez seja necessário para o colorado a contratação de mais um atacante para acompanhar Leandro Damião, já que Rafael Sobis pode estar de saída, e Cavenaghi é pouco aproveitado no time comandado por Paulo Roberto Falcão.

Não dá para ter uma certeza de que estes times citados anteriormente irão fazer uma boa campanha. Pois como disse, o Brasileirão é uma competição muito imprevisível. Às vezes um time que ninguém achava que pudesse fazer algo interessante na competição aparece do nada e briga como time grande pela liderança. O que todos devemos fazer é torcer muito para que este campeonato seja tão imprevisível como outros, para que haja emoções até o final.

Confira as datas e jogos da 1ª rodada:
Sábado:
18h30min
Flamengo X Avaí
Ceará X Vasco
Atlético- PR X Atlético- MG
21h
Santos X Internacional

Domingo:
16h
Palmeiras X Botafogo
Grêmio X Corinthians
Coritiba X Atlético- GO
Figueirense X Cruzeiro

18h30min
Fluminense X São Paulo
América-MG X Bahia

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Programa Resenha Esportiva do dia 16-05



Aqui o programa Resenha Esportiva que fiz junto com Bruno Colombo, Luis Sperb, Tamara Knewitz e Jorge Boruszewsky. É a mesma equipe que trabalhava comigo no À Espera da Sala, porém, resolvemos mudar o nome e deixar o programa mais com a nossa cara. O tema da edição de segunda foi o Gre-nal que definiu o título do Gauchão ao Internacional.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Em final espetacular, Inter vence e conquista o Gauchão

Foi uma final fantástica. No último domingo, Grêmio e Internacional jogaram a última partida da final do Campeonato Gaúcho. O Grêmio era favorito, venceu o Inter fora de casa na primeira partida por 3 a 2, mas o colorado reagiu, e superou o rival pelo mesmo placar na segunda partida, garantindo o título nos pênaltis.

O jogo começou com o tricolor partindo para cima. A vantagem já era do Grêmio, e foi ampliada com um gol de Lúcio, aos 16 minutos, após receber um lançamento totalmente livre para abrir o placar e aumentar a festa da torcida do time da casa.

Até os colorados já achavam que não ia ter reviravolta, pois dois minutos depois, Júnior Viçosa, herói no primeiro Gre-nal da final marcando dois gols, quase ampliou, mas desperdiçou a chance chutando para fora. Mas para surpresa de todos, o Inter reagiu. O técnico colorado Paulo Roberto Falcão escalou errado o Inter no início do jogo, mas melhorou o esquema tático ao colocar Zé Roberto, que foi o destaque da partida, no lugar de Juan. E a reação começou com o próprio Zé Roberto, aos 30 minutos, quando em jogada pela esquerda, tocou para Leandro Damião, que girou e bateu praticamente sem ângulo para empatar a partida. A virada saiu no final do primeiro tempo, aos 45, com Andrezinho, após a zaga gremista afastar a bola em um escanteio, o meia colorado mandou de primeira um chute rasteiro.

O segundo tempo começou com o placar em 2 a 1 para os colorados. Porém, a vantagem ainda era gremista, pelo gol marcado fora de casa. O jogo já estava emocionante, já não dava para dizer qual dos dois times que poderia ser campeão, embora o Inter fosse superior na partida. A superioridade colorada cresceu mais ainda aos 29 minutos, quando Zé Roberto foi derrubado pelo goleiro Victor na área, e o árbitro Leandro Vuaden assinalou o pênalti. D’Alessandro fez a cobrança e marcou o terceiro gol colorado, tirando a vantagem que o Grêmio mantinha.

Depois do gol do Inter, o jogo ganhou ares dramáticos. Para ficar mais brava a peleia, o Grêmio marcou seu segundo gol aos 35 minutos, com Borges. Na jogada, Douglas tentou um cruzamento pela esquerda, sendo interceptado pelo goleiro Renan, que em seguida soltou a bola, e o centroavante gremista não desperdiçou a chance.

Os minutos se passavam, e ambas as equipes queriam garantir o título nos 90 minutos. Leandro Damião quase marcou para o Inter. Segundos depois, Lins, que entrou no segundo tempo, teve sua chance clara desperdiçada pelo Grêmio. Não tinha jeito, o jogo iria para os pênaltis.

Nas penalidades houve a eficiência. Tanto da parte dos goleiros, quanto da parte dos jogadores. Victor e Renan fizeram duas defesas cada, nas cinco cobranças iniciais. O título mesmo foi decidido na sétima cobrança. Adilson bateu para os tricolores e Renan fez uma bela defesa, se consagrando na final, e se redimindo após a falha no segundo gol do Grêmio. Para acabar de vez, Zé Roberto decidiu marcando o último gol da decisão de pênaltis, garantindo o título ao Inter, o 40° Gauchão de sua história.

Foi uma das melhores finais de todos os tempos. O Internacional está de parabéns pelo título, pois ressurgiu das cinzas após a eliminação da Libertadores e conseguiu reverter a vantagem que o Grêmio tinha feito no jogo anterior. Espero que as próximas edições do Gauchão sejam emocionantes como esta. Agora vem aí o campeonato nacional mais fantástico de todos, o Brasileirão. Se o Grêmio e o Inter jogarem seus jogos como jogaram no domingo, ambos tem boas chances de ir bem na competição.

Grêmio 2 (4) x 3 (5)Internacional

Grêmio: Victor; Mário Fernandes, Vilson, Rodolfo e Gilson (Willian Magrão); Fábio Rochemback, Adilson, Lúcio e Douglas; Leandro (Lins) e Júnior Viçosa (Borges). Técnico: Renato Portaluppi.

Internacional: Renan; Nei, Bolívar, Índio e Juan (Zé Roberto); Guiñazu, Bolatti, Kleber, Andrezinho (Oscar) e D’Alessandro; Leandro Damião. Técnico: Paulo Roberto Falcão.

Data: 15/05/2011. Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre.
Árbitro: Leandro Vuaden, auxiliado por Altemir Hausman e Júlio César Santos.

Gols: Lúcio (G), Leandro Damião e Andrezinho (I) no primeiro tempo. D'Alessandro (I), e Borges (G) no segundo tempo. Nos pênaltis: Douglas, Willian Magrão (salvo), Fábio Rochemback, Lúcio (salvo), Lins, Rodolfo e Adílson (salvo) para o Grêmio; D’Alessandro, Leandro Damião (salvo), Kleber (salvo), Oscar, Bollati, Nei e Zé Roberto para o Internacional.

Foto: Globoesporte.com

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Programa "À espera da sala" do dia 09-05

Programa "À espera da sala" do dia 09-05 by RuanNascimento

Este aqui foi o programa feito na última segunda-feira. O principal tema foi o clássico Gre-nal, o primeiro da final do Gauchão.

Programa "À espera da sala" do dia 02-05

Programa "À espera da sala" do dia 02-05 by RuanNascimento

Com bastante atraso mostro à vocês a edição do dia 2 de maio do programa "À espera da sala". Lembrando sempre que faço este programa junto com Bruno Colombo, Luis Sperb, Tamara Knewitz e Jorge Boruszewsky.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Gre-nal: Grêmio vence fora de casa e fica próximo do título

Na tarde nublada deste domingo houve o maior clássico do Brasil, o Gre-nal, o primeiro jogo da final do Campeonato Gaúcho de 2011. O jogo também valia o ressurgimento das cinzas para as duas equipes, já que na última quarta-feira, Grêmio e Internacional foram derrotados e eliminados da Taça Libertadores da América. O Grêmio foi quem saiu na frente nesta decisão, vencendo o clássico por 3 a 2 em pleno estádio Beira-Rio, casa do Internacional.

O jogo começou acirrado, típico de um Gre-nal. O Grêmio teve a primeira boa chance com o jovem atacante Leandro, de 17 anos, que mandou uma cabeçada para o gol, fazendo com que o goleiro colorado Renan salvasse espalmando a bola. O Inter então resolveu contra-atacar. Logo aos oito minutos, D’Alessandro cruza para a área, Rafael Sobis escora para Andrezinho, de pé esquerdo, marcar o primeiro gol da equipe colorada.

Depois do gol, uma série de lances perdidos aconteceram no jogo. Júnior Viçosa, que começou a partida no lugar de Borges por preferência do técnico Renato Gaúcho, perdeu duas chances claras de empatar a partida. O Inter também perdeu gols com Kléber e Andrezinho. Gol mesmo só aconteceu de novo aos 38 minutos, quando Júnior Viçosa cabeceou a bola, na saída errada de Renan, encobrindo o goleiro colorado e empatando a partida.

O segundo tempo iniciou com o Grêmio a todo vapor. Com apenas 40 segundos jogados, Leandro tabelou com Júnior Viçosa, e virou o placar para o tricolor. Depois do segundo gol gremista, o Inter ficou apático em campo, fazendo poucas jogadas, sem ânimo para tentar o empate. O técnico Paulo Roberto Falcão até tentou modificar a equipe, colocando Oscar em campo, que teve alguns lances regulares.

Parecia que o Inter não iria empatar, mas conseguiu aos 36 minutos, com Leandro Damião. Após um cruzamento feito por Kléber, o artilheiro do Gauchão meteu a cabeça na bola, que foi desviada na defesa, ficando impossível para goleiro Marcelo Grohe defender.

Cinco minutos bastaram para que o Grêmio voltasse a vencer. Júnior Viçosa recebeu um lançamento livre de Douglas, e cabeceou por cima de Renan, fechando o placar em 3 a 2 para os tricolores. Outra falha do goleiro colorado, outro gol do atacante gremista.

Os Gre-nais do Gauchão passariam despercebidos, já que ambas as equipes estavam na Libertadores. Com a eliminação da dupla, e o adiamento da possibilidade de haver um Gre-nal na principal competição sul-americana, os dois times resolveram dar tudo de si no Gauchão. O Grêmio levou a melhor e está com uma boa vantagem para o próximo confronto, domingo que vem, no Estádio Olímpico. O Inter vai precisar jogar como não jogou ontem para tentar a virada. Vale o título e a salvação do semestre para o vencedor. Talvez seja o único troféu que o campeão ganhará neste ano, por isso que vem a importância gigantesca de vencer o próximo Gre-nal.

Internacional 2X3 Grêmio

Internacional: Renan, Nei, Bolívar, Rodrigo e Kléber; Bollati, Tinga, Andrezinho e D'Alessandro (Oscar); Rafael Sobis (Cavenaghi) e Leandro Damião. Técnico: Paulo Roberto Falcão

Grêmio: Marcelo Grohe, Mário Fernandes, Vilson, Rodolfo (Neuton) e Gilson; Fábio Rochemback, Fernando, Douglas (Lúcio) e Escudero; Leandro (Lins) e Júnior Viçosa. Técnico: Renato Gaúcho

Árbitro: Jean Pierre de Lima. Auxiliado por: Marcelo Barison e José Silveira.

Local: Estádio Beira-Rio, Porto Alegre (RS).

Data: 08/05/2011

Gols: Andrezinho (Inter) e Júnior Viçosa (Grêmio) no primeiro tempo; Leandro (Grêmio), Leandro Damião (Inter) e Júnior Viçosa (Grêmio) no segundo tempo.

Cartões amarelos: Rodrigo, Bolívar, Bolatti, Nei e Tinga (Inter); Fernando e Neuton (Grêmio). Cartão Vermelho: Escudero (Grêmio).

Foto: ClicRBS

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Quarta-feira de terror na Libertadores

Foi assustadora esta noite de quarta-feira para os times que jogavam a Libertadores. Grêmio, Fluminense, Internacional e Cruzeiro (até o Cruzeiro, de melhor campanha na fase de grupos) perderam seus jogos e estão eliminados da principal competição do nosso continente. Eu imaginava que alguém ia ficar destes quatro, mas não pensei que todos eles iriam perder. Só o Santos se salvou, porque jogou na terça. Se jogasse ontem, o time paulista também estaria eliminado nesta quarta-feira dos horrores do futebol brasileiro.

Das eliminações, a mais previsível era a do Grêmio. O time de Renato Gaúcho perdeu em casa, na semana passada, para o Universidad Católica por 2 a 1. No Chile, a tarefa era muito complicada, o tricolor precisava vencer por dois gols de diferença, e não conseguiu. Jogaram muito mal, chutaram ao gol poucas vezes, parecia que o time do Grêmio estava desinteressado da partida, e perdeu por 1 a 0. O tricolor gaúcho, que tem o apelido de "Imortal Tricolor", não valorizou este nome, e o imortal morreu.


O Fluminense foi mais um brasileiro que abandonou a Libertadores. O "Time de guerreiros" hoje voltou a ser aquele time fraco que morre na praia como conhecemos. O Flu perdeu de 3 a 0 para o Libertad de forma inimaginável. Pensei que depois da heróica classificação para as oitavas de final (a qual ninguém acreditava), e da vitória em casa por 3 a 1 semana passada, que o time iria engrenar e fazer uma boa campanha, repetindo a belíssima façanha de 2008, quando chegou às finais, mas não fez. O Flu só enganou seu torcedor, denovo.

Agora o atual campeão. A segunda eliminação mais horrível destas oitavas-de-final. O Internacional perdeu em casa para o lendário Peñarol, time de três Mundiais e cinco Libertadores. O Inter fazia uma boa partida, vencia o jogo por 1 a 0, mas a eliminação veio em apenas cinco minutos, tempo de intervalo entre os dois gols do Peñarol, que venceu por 2 a 1, com o Beira-Rio lotado. Os jogadores colorados até tentaram marcar no final, pressionando a defesa adversária, mas não adiantou nada. O Inter também decepcionou, pois era o atual campeão, e o Peñarol só tinha tradição, o elenco atual do time uruguaio era bem inferior ao colorado.

Das eliminações brasileiras da noite, a pior de todas foi a do Cruzeiro. O time mineiro estava invicto até ontem. Fez a melhor campanha da fase de grupos e ganhou do Once Caldas fora de casa por 2 a 1, e mesmo assim perderam. O Cruzeiro só me fez confirmar a tese de que um time que faz a melhor campanha na primeira fase da Libertadores, morre cedo. A raposa só teve uma derrota na Libertadores, justamente quanto não poderia perder. Foram derrotados em casa por 2 a 0. Decepção total.

Só sobrou o Santos. A única esperança de que um time brasileiro vença a Libertadores. Embora não confio muito, o time de Muricy Ramalho passou um sufoco para eliminar o América, do México, na terça-feira. É só uma opinião minha, mas acho que este ano, não teremos um brasileiro na final do mais importante campeonato da América do Sul.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Programa À Espera da Sala do dia 25-04

Programa à espera da sala do dia 25-04 by RuanNascimento

A segunda edição do "À Espera da Sala" foi na última segunda-feira, dia 25. Participação minha incluindo os colegas Bruno Colombo, Tamara Knewitz, Jorge Boruszewsky e Luis Sperb. Confiram!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Programa à espera da Sala, dia 18/04

Programa "À espera da Sala" dia 18/04 by user7479922

Este foi um programa que fiz junto com Bruno Colombo, Tamara Knewitz, Jorge Boruszewsky e Luís Sperb. Ele foi feito ao vivo diretamente do Núcleo de Rádio da Universidade Feevale.

domingo, 10 de abril de 2011

Em duas corridas, o mesmo vencedor: Vettel cada vez mais líder

O alemão Sebastian Vettel venceu mais uma. No GP da Malásia, na madrugada deste domingo, foi vencido pelo atual campeão mundial da categoria. O piloto da RBR segue com 100% de aproveitamento, e já conta com uma série de 4 vitórias consecutivas (considerando os GP's do Brasil e dos Emirados Árabes do ano passado).

Entre os brasileiros, Felipe Massa terminou na quinta colocação, fazendo uma boa corrida. Já Rubens Barrichello abandonou a prova, por problemas de câmbio. A próxima etapa será na China, em Xangai, no próximo domingo, 17.

Confira abaixo a classificação final do GP da Malásia:

1 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 56 voltas em 1h37m39s832
2 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - a 3s261
3 - Nick Heidfeld (ALE/Renault) - a 25s075
4 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 26s384
5 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 36s958
6 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 57s248 (punido em 20 segundos)
7 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 1m07s239
8 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 1m09s957 (punido em 20 segundos)
9 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 1m24s896
10 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 1m31s563
11 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a 1m45s000
12 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 1 volta
13 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - a 1 volta
14 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - a 1 volta
15 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) - a 1 volta
16 - Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) - a 2 voltas
17 - Vitaly Petrov (RUS/Renault) - a 4 voltas/acidente

Não completaram:

Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) - a 10 voltas/mecânico
Jerome D'Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) - a 14 voltas/mecânico
Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) - a 25 voltas/embreagem
Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari) - a 33 voltas/mecânico
Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - a 34 voltas/câmbio
Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth) - a 42 voltas/mecânico
Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) - a 48 voltas/mecânico


Melhor volta: Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m40s571 na 46ª volta

Foto: Globoesporte.com

terça-feira, 5 de abril de 2011

Jogadores VS fãs: o Twitter encurtando este tipo de relação

Uma das vantagens da existência do Twitter é a possibilidade de aproximação entre fãs e ídolos. Recentemente, essa ferramenta tornou-se bastante comum também no meio esportivo, especialmente no futebol. Alguns jogadores da dupla Gre-nal já aderiram à rede social, como o volante Adilson (na foto ao lado), do Grêmio, e o atacante Rafael Sobis (foto abaixo), do Internacional, que podem ser encontrados no Twitter como @adilson_warken e @rafaelsobis, respectivamente. Adilson possui mais de 25 mil seguidores, enquanto Sobis já é visto por quase 50 mil pessoas.

Ambos os jogadores criaram suas contas na rede social pelo mesmo motivo: estreitar a relação deles com os seus fãs. Adilson, conta que “foi uma ideia que veio conjunta ao meu site e assim criar uma relação mais próxima com os torcedores”. Rafael Sobis também resolveu se aproximar dos fãs pelo Twitter, ressaltando um momento complicado na carreira. “Resolvi ficar mais próximo dos fãs, pois era uma época que eu estava em recuperação da minha lesão. Gostava de falar muitas coisas minhas, como a vida em Abu Dhabi, algo dos meus filhos e futebol, que é minha profissão”, diz.

Os assuntos abordados por eles são os mais diversos, destacando não só o trabalho feito dentro de campo, mas também falando a respeito de suas vidas particulares. “Eu falo da minha profissão, mas também tento contar coisas da minha vida que, às vezes, as pessoas não têm acesso”, conta o jogador do Inter. Já o atleta do Grêmio costuma dar ênfase a temas diferenciados, explicando que, “no início era apenas para ser algo bem profissional, onde passaria minhas matérias e comentários sobre os jogos. Quando percebi já estava expondo meus gostos por músicas, leitura, filmes e outras coisas pessoais”.

Os dois atletas ressaltam os valores da rede social. Sobis destaca sobre sua relação com os fãs. “Caso você saiba usar bem o Twitter é bem legal. Acho que é uma ferramenta que você pode se aproximar dos fãs e ter a verdadeira noção da sua importância pra eles”, afirma. Adilson explica sobre os cuidados para postar na rede social, para evitar alguma polêmica. “Para o jogador de futebol é muito mais difícil, porque está sempre como alvo dependendo da atuação do seu time e do próprio”, diz.

Para os fãs, essa aproximação também é significativa. A estudante de Psicologia Ana Carolina Rios, que é gremista, diz que “é importante essa interação, porque cria mais um clima de empatia entre torcedores e jogadores. O torcedor fica sabendo desde a rotina até o sentimento do jogador com relação ao clube. E o jogador, ao mesmo tempo, pode saber a opinião do torcedor, o que pode lhe servir de estímulo para ele manter o bom desempenho em campo”.

Confira abaixo a lista com alguns jogadores do Grêmio que possuem conta no Twitter:

Carlos Alberto: @calberto19

Gabriel: @gabrielimortal

Rodolfo: @rodo_25_imortal

Douglas: @10doga

Alguns jogadores do Inter que têm Twitter:

Leandro Damião: @leandrodamiao

D’Alessandro: @dale10oficial

Lauro: @goleirolauro

Tinga: @paulocesartinga

Jogadores de outras equipes que estão presentes na rede social:

Ronaldo (ex jogador do Corinthians): @ClaroRonaldo

Luis Fabiano (atacante do São Paulo): @luis_fabuloso

Kaká (meia do Real Madrid-ESP): @KAKA

Neymar (atacante do Santos): @njr92

Fotos: Divulgação Twitter


Obs: Texto meu publicado no site Refúgio da Foca, sendo a 3ª reportagem da série "As 1000 faces do Twitter".

segunda-feira, 28 de março de 2011

Brasil vence amistoso sem sustos

Na cidade de Londres, a Seleção Brasileira bateu a Escócia por 2 a 0 no final da manhã deste domingo, 27 (tarde na capital inglesa). Neymar, marcando duas vezes, quebrou o jejum de duas partidas sem vitórias da nossa Seleção. Os próximos confrontos da equipe do técnico Mano Menezes serão nos dias 4 e 8 de junho, contra Holanda e Romênia, respectivamente.

O Emirates Stadium, palco da partida, estava lotado. A torcida brasileira esperava um show de Neymar, mas foi um estreante quem chamou a atenção no inicio da partida. Leandro Damião, atacante do Internacional, foi o destaque na primeira metade da etapa inicial, inclusive acertando a trave, após receber cruzamento de Elano. Só faltou o gol, mas foi um dos melhores em campo na partida.

O Brasil finalmente abriu o placar somente aos 41 minutos da primeira etapa. Neymar recebeu um passe de André Santos, dentro da área, e chutou cruzado de pé direito, marcando 1 a 0. No segundo tempo, a Seleção continuou pressionando, disposta a matar o jogo logo. Ramires recebeu um cruzamento forte pela direita de Daniel Alves, chutando por cima do goleiro escocês McGreghor.

Aos 26 minutos, Lucas, meio-campo do São Paulo, substituiu Jadson. Era a estreia do jovem jogador que foi destaque no Sul-Americano sub-20, no inicio do ano. O jogador são-paulino foi muito bem, distribuindo passes e armando jogadas claras de gol. Inclusive o segundo gol brasileiro teve a participação da mais nova promessa do nosso futebol. Aos 31 minutos, o jogador fez um passe para Neymar, que foi derrubado na área e o árbitro assinalou pênalti, bem marcado. O jogador do Santos fez a cobrança acertando o canto esquerdo do goleiro adversário, definindo o placar em 2 a 0.

O melhor em campo foi o Neymar, fez os dois gols da partida, consolidando cada vez mais a titularidade no time brasileiro. Outros destaques visíveis são os estreantes Leandro Damião e Lucas, que aproveitaram muito bem a oportunidade de vestir a camisa da Seleção. Quem sabe estes dois não consigam a tão sonhada vaga na lista de convocados para a Copa América, que será na Argentina, em julho. Se continuarem jogando no mesmo nível que estão jogando até agora, não será surpresa se estiverem incluídos na principal competição do ano.

Brasil 2X0 Escócia

Brasil: Julio César, Daniel Alves, Thiago Silva, Lucio e André Santos; Lucas Leiva (Sandro), Ramires, Elano (Elias) e Jadson (Lucas); Neymar (Renato Augusto) e Leandro Damião (Jonas). Técnico: Mano Menezes

Escócia: McGregor, Hutton, Crainey, Berra (Danny Wilson) e Whittaker (Commons); Caldwell, Brown, Adam (Snodgrass) e Morrison; McArthur (Bannan) e Kenny Miller (Mackail-Smith). Técnico: Craig Levein

Gols: Neymar, aos 41 minutos do primeiro tempo; Neymar, aos 31 minutos do segundo tempo.

Estádio: Emirates Stadium, em Londres (Inglaterra). Data: 26/03/2011. Árbitro: Howard Webb (ING)

Foto: Getty Images

Começou como terminou, Vettel vence o GP da Austrália

Assim como na última corrida do ano passado em Abu Dhabi, o primeiro Grande Prêmio da temporada 2011 da Fórmula 1 teve Sebastian Vettel como vencedor. O piloto alemão, que largou na pole position, liderou de ponta a ponta e já mostrou que nesta temporada lutará pelo bicampeonato mundial. Além do piloto da RBR, completaram o pódio Lewis Hamilton da McLaren, e Vitaly Petrov da Renault-Lotus, que chegou ao pódio pela primeira vez na carreira.

A corrida iniciou de forma empolgante. Logo nas primeiras voltas, o brasileiro Felipe Massa e o inglês Jenson Button, protagonizaram uma excelente briga pela 5ª posição. O piloto da McLaren só conseguiu a ultrapassagem 9 voltas após o inicio da aproximação. Porém, Button cometeu a irregularidade de encurtar o caminho para conseguir a posição de Massa, e acabou punido com um drive through, que é uma passagem pelos boxes.

O regulamento deste ano foi modificado bastante. Agora, a asa traseira dos carros é móvel, de forma que o piloto possa ganhar velocidade para ultrapassar quem está à sua frente. Porém, é muito esquisita a forma de aplicação da peça na competição, já que o piloto só pode usar a asa móvel se está a menos de um segundo do piloto à frente, e em um determinado ponto da pista. O piloto que está à frente não pode fazer nada a não ser torcer para que não perca a posição atual.

Para os brasileiros a prova não foi boa. Felipe Massa da Ferrari largou na oitava colocação, chegando a ficar em quinto (como citado anteriormente) mas ao final da prova terminou em sétimo. Rubens Barrichello largou na 17ª posição e fazia uma boa corrida de recuperação, até tentar ultrapassar o piloto alemão Nico Rosberg, onde acabou batendo o seu carro no adversário. O brasileiro, que corre pela Williams, acabou punido pelo acidente também com uma passagem pelos boxes.

Quem não foi prejudicado em nenhum momento foi Sebastian Vettel, que venceu com a vantagem de 22 segundos sobre o segundo colocado. Lewis Hamilton, o segundo na etapa, levou seu carro na raça, já que estava com o assoalho do carro totalmente danificado, inclusive correndo o risco de não completar a prova. Já deu pra ver que emoção não faltará para a temporada 2011 da Fórmula 1.

Resultado final do GP da Austrália:

1 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 58 voltas em 1h29m30s259
2 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 22s297
3 - Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) - a 30s560
4 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 31s772
5 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 38s171
6 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - a 54s300
7 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 1m25s100
8 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - a 1 volta
9 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a 1 volta
10 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 1 volta
11 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - a 1 volta
12 - Nick Heidfeld (ALE/Renault-Lotus) - a 1 volta
13 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) - a 2 voltas
14 - Jerome D'Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) - a 3 voltas

Não completaram a prova:

Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) - a 8 voltas/mecânico
Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - a 9 voltas/câmbio
Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 36 voltas/acidente
Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) - a 39 voltas/mecânico
Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 39 voltas/mecânico
Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) - a 48 voltas/pane mecânica
Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari) - desclassificado
Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – desclassificado

Melhor volta: Felipe Massa (BRA/Ferrari)- 1m28s947 na 55ª volta

Foto: Reuters

quinta-feira, 24 de março de 2011

Formula 1 2011 começará em alta

Demorou, mas finalmente vai começar o melhor campeonato de automobilismo do mundo. A temporada 2011 da Formula 1 vai começar neste domingo, 27, embora já deveria ter iniciado, já que a etapa do Bahrein que seria no dia 13 foi cancelada, devido a protestos contra o governo local.

Para o calendário de provas de 2011, a grande novidade é o Grande Prêmio da Índia, que pela primeira vez sediará uma corrida de Fórmula 1. Outra grande novidade com relação aos GP’s, é que o Brasil voltará a fechar a temporada no dia 27/11. Desde 2008 que a última etapa do campeonato não era disputada no nosso país.

Por isso desde já informo a você que acessa o meu blog, e que curte também a Fórmula 1, para dar uma passada por aqui, pois após das corridas sempre haverá algum texto meu sobre o que de mais importante aconteceu na principal categoria do automobilismo mundial, destacando as participações dos brasileiros Felipe Massa (foto) e Rubens Barrichello.
Confira abaixo o calendário com as datas e horários das provas da Fórmula 1 2011*:

Data:    Hora:     Local:
27/03   3h         Austrália (Melbourne);
10/04   5h         Malásia (Sepang);
07/04   4h         China (Xangai);
08/05   9h         Turquia (Istambul);
22/05   9h         Espanha (Barcelona);
29/05   9h         Mônaco (Monte Carlo);
12/06  14h        Canadá (Montreal);
26/06   9h         Europa (Valência);
10/07   9h         Inglaterra (Silverstone);
24/07   9h         Alemanha (Nürburgring);
31/07   9h         Hungria (Budapeste);
28/08   9h         Bélgica (Spa-Francochamps);
11/09   9h         Itália (Monza);
25/09   9h         Cingapura (Cingapura);
09/10   3h         Japão (Suzuka);
16/10   4h         Coreia do Sul (Yeongam);
30/10   a definir Índia (Nova Dheli);
13/11   11h       Emirados Árabes (Abu Dhabi);
27/11   14h       Brasil (São Paulo);
Fonte: Globoesporte.com

*O calendário poderá sofrer alterações, pois a data do GP do Bahrein permanece indefinida.

Foto: Globoesporte.com