sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Será Felipão o nosso salvador da pátria?

Felipão retorna à Seleção Brasileira com a tarefa de conquistar a Copa do Mundo
(foto: Reuters)
Luiz Felipe Scolari, está de volta no comando da Seleção Brasileira, que há dez anos conquistava a Copa do Mundo no Japão e na Coreia do Sul sob a liderança do gaúcho de Passo Fundo. Com o auxílio de Carlos Alberto Parreira (tetracampeão em 94), que será o coordenador técnico da Seleção, é notável que a nova comissão técnica do Brasil será mais forte, composta de integrantes que sabem o que é conquistar uma Copa do Mundo, e a importância que um título desses trará ao país. A dúvida é: e os jogadores, quem serão nossos heróis?

Nos dois times que venceram as últimas Copas, a Seleção era repleta de excelentes craques. Em 94 tínhamos Romário, Bebeto, Branco, Dunga, Taffarel, entre outros. No time de 2002, Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo eram os protagonistas da "Família Scolari", além de outros grandes talentos como Cafú e Roberto Carlos, a melhor dupla de laterais que já vi jogar. Mas e o time de 2012? Tirando o Neymar, não temos nenhum outro talento individual que pode chegar ao nível dos jogadores que citei anteriormente. Para Felipão e Parreira, comandar o Brasil agora será muito mais difícil do que nos tempos dos títulos mundiais conquistados por eles. Algum outro grande talento terá de ser lapidado para ontem, para o objetivo do título  ser mais alcançável. Sem contar que, desta vez, a pressão pela vitória é imensa, pois a Copa do Mundo é no Brasil, e no ano dela vamos completar 12 anos longe da glória máxima do futebol mundial. Eles terão de arregaçar as mangas e montar um bom time em pouco tempo, já que em 2013 temos a Copa das Confederações.

Se com o time de Mano Menezes nossas chances eram de, no máximo, ir às oitavas de final em 2014, com Felipão podemos voltar a acreditar em uma campanha mais honrável para um país sede de Copa do Mundo. O novo treinador brasileiro pode não ter feito um bom comando no Palmeiras, que afundou para a Série B após vencer a Copa do Brasil, mas ele terá uma equipe mais qualificada e preparada para vencer o mundial. Vamos dar uma chance à ele. Agora eu posso dizer, podemos ter esperanças de conquistar o hexacampeonato em 2014. Não digo que vamos ganhar, mas é possível acreditar um pouco mais.

sábado, 6 de outubro de 2012

Eleições municipais chegam ao ridículo com enquetes fajutas

Falta pouco tempo para o início das eleições, que será neste dia 7 de outubro. Todos nós eleitores que temos entre 18 e 70 anos somos obrigados a votar e decidir quem deve ser os nossos futuros representantes nas Câmaras de Vereadores e Prefeituras espalhadas por todo o nosso Brasil.
O meu texto dedicado às eleições era para ser mais feliz, mais tranquilo, mais motivacional. Porém, um fato absurdo vi na minha cidade nesta sexta-feira, faltando tão pouco tempo para votar. Cidades menores, que não tem segundo turno e, portanto, são menos importantes, são pouco lembradas e não há as famosas pesquisas eleitorais de intenção de votos para prefeito. Porém, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que, desta vez, em caso de não haver pesquisas, as cidades menores poderiam fazer enquetes do mesmo nível, porém, menos complexas.
Um erro total. As enquetes acabaram servindo apenas como manobra de última hora de muitos candidatos à prefeito para tentar ganhar mais votos. Na minha cidade, por exemplo, tem três candidatos que concorrem ao cargo máximo. Hoje foi o clímax do absurdo entre eles. Cada um distribuiu santinhos pelas ruas, ou anunciou nos jornais da região que eles estão ganhando nas "enquetes". Ou seja, segundo os três candidatos, os três estão ganhando, dependendo de seu ponto de vista. 
É uma situação tão absurda que só ocorre em cidade pequena mesmo. Em Porto Alegre jamais vi candidatos como Jocelin Azambuja (o candidato do aeromóvel) falar que, segundo uma enquete, venceria as eleições da Capital no primeiro turno, e transformaria todas as ruas da cidade em vias para o seu aeromóvel. Ou que Wambert Di Lorenzo (o que odeia "azulzinho") dizendo que vai para o segundo turno  com Roberto Robaina (o marido da filha do governador - a mulher fala pelo cara) para acabar com a EPTC.
É uma pena que não há muito o que fazer sobre esta questão das enquetes falsificadas. No caso da minha cidade, o que farei? Bom, não vou mudar meu voto, afinal de contas, meu candidato tá ganhando né? O que resta é esperar para a apuração, e torcer para que meu candidato vença a eleição, para que ele possa melhorar a minha cidade que está decadente. É apenas uma opinião pessoal, mas tenho certeza de que em muitas cidades o mesmo absurdo também aconteceu nestes últimos dias. Infelizmente o povo é tratado como idiota com estas pesquisas falsificadas.
No dia 7 de outubro, vote consciente. Vote em pessoas que sejam capacitadas para melhorar os rumos da sua cidade.

sábado, 22 de setembro de 2012

Mais um brasileiro pode ser campeão do UFC nesta noite

Jon Jones e Vitor Belfort vão brigar por cinturão nesta noite
(foto: reprodução Twitter)
Depois de muito tempo sem nenhuma edição do Ultimate Fighting Championship, o UFC, o maior torneio de artes marciais mistas do planeta, está de volta. Melhor ainda, desta vez teremos um brasileiro na disputa pelo cinturão de campeão do mundo.
Vitor Belfort vai ir ao octógono daqui a umas horas, para desafiar o norte-americano Jon Jones, valendo o título da categoria peso meio-pesado. Será um confronto de dois grandes lutadores que possuem uma bela história no UFC. Belfort e Jones são os mais jovens campeões mundiais do campeonato. O brasileiro conquistou o cinturão pela primeira vez no UFC 12, quando tinha 19 anos, enquanto o americano se consagrou como melhor em sua categoria no UFC 128, com 23 anos.
Caso a vitória de Belfort aconteça, ele será o quinto brasileiro campeão do mundo atualmente. Os outros campeões são Júnior Cigano (pesado), Anderson Silva (médio), José Aldo (pena) e Renan Barão (peso galo, embora seu cinturão é interino).
Vale lembrar que Jon Jones é absolutamente favorito na sua quarta defesa de cinturão. Com suas cotoveladas giratórias e suas joelhadas, Jones possui uma habilidade que o coloca como um dos dois melhores lutadores de todas as categorias do UFC. O outro, é claro, é o Anderson Silva. Belfort possui uma técnica boa de ataques em linha reta e diretos. Tudo indica que este combate será na base da trocação. Jones, sem dúvida, está em um nível melhor que Belfort, mas favoritismo não quer dizer que é vitória certa.
Minha torcida vai para o brasileiro. Além da chance de termos mais um campeão do UFC, a vitória de Vitor Belfort pode significar uma vingança a todos os fãs do torneio, após a polêmica que causou o cancelamento de todo o UFC 151, que seria realizado no início deste mês. Na ocasião, Jon Jones faria a luta principal contra Dan Henderson. Porém o rival se machucou faltando dez dias para a luta. Chael Sonnen (aquele mesmo que levou uma surra de Anderson Silva em julho) subiria de categoria para enfrentá-lo como substituto, porém Jon Jones recusou o combate que estava dado como certo. O resultado disso foi o primeiro cancelamento de todo um evento do UFC. Reconheço ainda a força de Jon Jones, mas um campeão recusar uma luta sem explicar um motivo convincente é porque já acha que é o deus do UFC, e não é bem assim.
Independente do vencedor, é esperada uma grande luta. Outro atrativo para o evento desta noite é que teremos o primeiro campeão mundial peso mosca. Demetrius Johnson e Joseph Benavidez vão duelar para definir o oitavo campeão do torneio. O UFC 152 terá a transmissão de todas as lutas ao vivo pelo Canal Combate, no pay-per-view. Na tv aberta a Globo vai exibir a luta de Belfort contra Jones depois da 1h30 da manhã, depois de meia hora da luta ser exibida ao vivo. Minha recomendação é, se você tem o pay-per-view, assista o evento, pois garanto que vai valer a pena as horas gastas em frente a televisão. Caso você não tenha o pay-per-view, ligue para os amigos e procure alguém que possa assistir ao evento, ou, na pior da hipóteses, assista na Globo, desde que você não acesse a internet ao mesmo tempo, para evitar de saber do resultado "antes da hora".

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

16 de setembro - o dia em que CJ Ramone esteve aqui

Neste último domingo a noite vi o show mais espetacular da minha vida. CJ Ramone, ex baixista dos Ramones esteve na minha cidade, Estância Velha, e fez um show perfeito. Nesta turnê pelo Brasil, o único show que ele fez no Rio Grande do Sul foi aqui, e não na capital Porto Alegre. Foi sensacional!
Não vou escrever muito sobre o show. Vou deixar apenas que vocês vejam algumas das músicas que foram tocadas lá. Um tributo aos Ramones foi o que todos que estávamos lá acompanhamos.



terça-feira, 11 de setembro de 2012

Como o time de Mano Menezes camufla uma crise

Com um adversário ridículo, Brasil aplica oito gols na
seleção Made In China
(foto: AP)
É sério que tem gente que comemora essa vitória medonha do Brasil sobre a China em um amistoso? Os pirralhos de Mano Menezes venceram a seleção asiática por 8 a 0, com gols de... ahhhh, pro inferno! Eu tô aqui pra criticar os adversários que colocam para o Brasil, e não pra elogiar a goleada. Que vergonha a CBF colocar um país pentacampeão mundial jogar contra um time desse nível, sabendo que não vale nada. Jogar contra time grande que é bom não rola nunca? Ah é, lembrei que quando o adversário está entre os dez primeiros do ranking da Fifa o Brasil se borra de medo e entrega a rapadura. Abaixo algumas técnicas que o estimado treinador brasileiro usa para fingir que tudo está bem.
Uma delas é a que aconteceu hoje. Amistosos contra equipes de futebol ridículo. Apesar de amistoso não valer nada, uma vitória contra times deste nível pode tirar o Brasil da terrível décima terceira colocação que ocupa no ranking. Uma posição humilhante para quem já ganhou cinco vezes a Copa do Mundo. Para piorar, países como Rússia e Croácia são melhores que o Brasil. Não sei como funciona os critérios de definir quem é bom ou ruim para tal posição no ranking, mas bater em bêbado ajuda o Brasil a evitar cair mais na tabela.
A outra delas é colocar os jogos da Seleção em locais onde os brasileiros não são maioria, como em países da Europa. Foi até um milagre o Brasil jogar em nossas terras durante essa semana. Jogar fora de casa significa que quem vai ao estádio é porque mora lá, e ir pra ver esse timeco é como se a pessoa estivesse no seu país novamente, mesmo que o resultado seja péssimo e o adversário ruim.
Para os jogos em casa o Brasil foi muito esperto desta vez ao colocar péssimas equipes como adversárias. Na primeira partida, na sexta-feira, foi um confronto contra o poderoso time da África do Sul. Na verdade todos aqui sabem que os africanos tem um futebol básico, mas contra a seleção do Mano, pareciam feras indomáveis. O jogo era pra ser vitória fácil mas veio apenas um injusto 1 a 0 em favor do Brasil (mereciam perder), com o time sendo vaiado pela torcida  que pagou OITENTA REAIS pra ver aquela pelada brava no Morumbi. Melhor seria ver a Sessão da Tarde naquele dia.
Para fechar com chave de ouro, e prevendo que sofreriam na capital paulista, a CBF armou esta várzea contra a China no Recife. A capital de Pernambuco será sede da Copa do Mundo e da Copa das Confederações, mas lá parece que os habitantes acham que tudo está perfeito. Resultado, lotaram o estádio, endeusaram nossos peladeiros e o Brasil humilhou o adversário. Talvez eles gostaram do placar porque nenhum dos dois times de lá que estão na primeira divisão fariam algo parecido, dada a ruindade de Náutico e Sport notada em todo o país. Esses dois, diante da China, não sei nem se conseguiriam fazer um gol.
Infelizmente estes resultados recentes iludem o torcedor. Eu não quero ver oito gols na China. Quero ver dois ou três numa Argentina, ou Itália, ou Espanha, ou Alemanha, de preferência vindo com vitória, ou jogando de igual para igual. Não vejo problema jogar amistosos, já que é o que resta mesmo para nós que sediamos a Copa e não precisamos jogar as eliminatórias. O problema é jogar contra times modestos e achar que está tudo bem, quando todos sabemos que não está. O Brasil não ganha de time grande desde que Mano Menezes assumiu a Seleção. O futebol está em crise, pena que cada vez mais seremos iludidos que está tudo bem. Se continuar assim, ainda esse ano faremos amistoso com San Marino, pior do ranking da Fifa e com um gol em toda sua história, e vamos perder a Copa de uma forma pior do que em 1950.

domingo, 26 de agosto de 2012

Só falta metade do campeonato

Dupla Gre-nal segue viva na disputa por vaga à Libertadores
(foto: Lucas Uebel/ Divulgação Grêmio)
Se passaram dezenove rodadas e já podemos dividir os favoritos dos derrotados neste Brasileirão 2012. É verdade que não estou postando quase nada do principal campeonato de futebol do país, mas não vou mais ignorar as competições daqui. Afinal de contas, acabou a Eurocopa e os Jogos Olímpicos. E também o UFC vai ficar por um bom tempo parado após a incompreensível desistência de Jon Jones para lutar contra Chael Sonnen, culminando no cancelamento de todo o UFC 151.
Bom, sem mais enrolações. É possível que desta vez no Campeonato Brasileiro possamos ter um campeão que não é do eixo Rio - São Paulo. Dos três primeiros clubes na classificação, dois são de estados não pertencentes desta região que gosta de levar títulos. Atlético Mineiro e Grêmio ocupam, respectivamente, a primeira e terceira posições. Se tiverem fôlego podem interromper a sequência de oito títulos seguidos intercalados entre os clubes dos dois principais estados do Brasil.
Na briga pelo título também tem o Fluminense, que está em segundo, e o Vasco, que fecha o grupo dos times que vão para a Libertadores, na quarta colocação. Correm por fora também São Paulo, Internacional, Botafogo e Cruzeiro. É verdade que tem muita coisa para rolar nas próximas 19 rodadas, mas  ninguém deverá acreditar que alguma equipe fora deste grupo alcance o título ou um lugar no G4.
Na parte dos derrotados, em que incluem os prováveis rebaixados, um grupo de oito times também deverá ser o que vai brigar para sobreviver na primeira divisão. Palmeiras, Atlético Goianiense, Sport e Figueirense seriam rebaixados se o campeonato acabasse agora. Apesar disso, todos eles podem escapar da degola, pois tem outras quatro equipes que estão em uma fase delicada neste momento, mas ainda fora da temida zona. Ponte Preta, Portuguesa, Coritiba e Bahia estão posições acima e podem se dar muito mal se tiverem muitos tropeços. 
Agora começa o segundo turno. Não dá mais para contratar reforços e os clubes terão de continuar do jeito que está. Será preciso um gás dos times de cima para se manterem à frente na tabela, e não decepcionarem e perder no final. Para os últimos, cada perda de pontos pode ser crucial para definir um rebaixamento. Veremos muitas emoções nas próximas semanas, e vamos curtir cada vez mais o principal campeonato de futebol do Brasil.

Blog nota 100


É o meu centésimo texto postado neste blog, e para chamar a atenção de vocês leitores, não queria declarar isso no início, para que não ficasse muito nostálgico. A linha editorial daqui mudou muitas vezes, e o principal assunto acabou sendo o esporte. É difícil dizer qual foi meu texto favorito, mas posso garantir que adorei cada visita que vocês fizeram aqui.
O sucesso deste blog e a aceitação dos meus queridos leitores fizeram que ele chegasse a marca de 100 postagens. Gostaria de informá-los também que pelo terceiro mês consecutivo o número de acessos bateu recorde. Isso se deve a qualidade dos textos e a aceitação de todos os amigos. Gostaria de agradecer individualmente a todos, mas como isso não será possível, quero apenas declarar que é muito bom contar com sua companhia e apoio, e que vou continuar a combinar informação e opinião neste espaço.

Domingo de Gre-nal é domingo com emoção

Em jogo está a briga pela última vaga do G4
(foto: Gonza Rodriguez- Zero Hora)
Ahhh o Gre-nal, maior rivalidade deste país e quem sabe do mundo. Teremos mais uma edição deste belo clássico amanhã, pela última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Ao contrário de outras épocas, desta vez as duas equipes estão em uma situação boa, mas isso não quer dizer que não tem nada em jogo.
O Grêmio está na frente do Internacional na classificação. Enquanto o Tricolor está na quarta posição e na zona que classifica o time para a Libertadores, o Colorado está logo abaixo, em quinto, apenas três pontos do maior rival, porém não está na zona confortável.
Diferente de outros jogos e outros torneios, neste clássico eu não dou favoritismo à ninguém. Podemos apenas ver o melhor momento de cada equipe, mas nunca falar "este time vai ganhar", porque quem arrisca palpite em Gre-nal muitas vezes erra. O momento melhor é do Grêmio, pela posição melhor na tabela e por estar empolgado após a inédita classificação para as oitavas de final da Copa Sul Americana. Porém não dá pra esquecer que o Inter jogará em sua casa, no Beira-Rio, onde já venceu inúmeras vezes. Se bem que fator local ou posição na tabela não mudam resultado. Clássico é clássico.
Vai ser um bom espetáculo, isso podemos garantir. Mais importante que o resultado, que o Gre-nal de amanhã seja um clássico emocionante, empolgante e apaixonante, mas que não haja casos de violência entre as torcidas fora de campo. Vamos mostrar para o resto do país de que temos a maior rivalidade do Brasil, mas também que somos os rivais mais pacíficos.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Os acertos e erros nas previsões do Brasil nas Olimpíadas

O terceiro texto que fiz aqui sobre os Jogos Olímpicos era sobre as possibilidades do Brasil conquistar bons resultados por cada modalidade onde participou. Como são muitos esportes, irei por resumidamente cada análise, lembrando o que eu imaginava que fosse acontecer, e o que de fato aconteceu. Em negrito a recapitulação. Abaixo o que foi visto.

Atletismo: Nossas maiores esperanças de medalha nesse esporte são mulheres. Fabiana Murer, pelo salto com vara, e Maurren Maggi, no salto em distância, podem conquistar um lugar ao pódio. Oremos, principalmente por um ouro. 
Desta vez, nada veio. Fabiana Murer desistiu da medalha por causa do vento. Maurren Maggi foi mal e não conseguiu se classificar à final. Os outros atletas correram como nunca, e perderam como sempre.


Basquete: O máximo para as seleções masculina e feminina será a medalha de prata, pois os Estados Unidos são mais fortes que todos os países concorrentes juntos. O time masculino retorna depois de 16 anos sem participar, e vem com força para Londres. A seleção feminina já não vem com a mesma situação favorável, pois caíram em um grupo difícil e estão com alguns problemas internos. 
As medalhas não vieram. O time feminino foi para casa com cinco derrotas. O masculino desbancou adversários fortes, não fugiu da luta, mas foi eliminado para a Argentina nas quartas de final.

Boxe: O Brasil nunca teve tradição em esportes olímpicos de luta (ahh se o MMA estivesse nos jogos), então dificilmente conquistará medalha. 
Foi o esporte que queimou a língua de todo mundo. Realmente, ninguém acreditava no boxe, ninguém sabia nada de possibilidades de medalha. Felizmente elas vieram, e foram três, completando a melhor campanha do país na modalidade.

Canoagem: Poucas chances de pódio.
O que realmente não aconteceu.

Ciclismo: O esporte é dominado pelos europeus e norte-americanos, portanto é difícil uma medalha.
Vou confessar que nem sei quem foram os melhores em Londres, mas certamente não foi nenhum atleta daqui.

Esgrima: Já estar nas Olimpíadas é um título para os atletas deste esporte.
E foi assim mesmo.

Futebol: A pressão pelo ouro é imensa em ambos os casos. O time masculino é favorito, mas pode encarar duros adversários a partir das quartas de final, mas dá para garantir medalha. A seleção feminina vem de duas medalhas de prata consecutivas, mas o time não vem em boa fase após a eliminação na Copa do Mundo, em 2011.
O esporte em que dominamos continua sem um ouro para o Brasil. O time masculino não pegou adversários duros, mas se complicou onde não devia, e perdeu para o México de forma ridícula, garantindo uma prata. A equipe feminina nem medalha levou, chegando até as quartas de final e perder para o Japão.

Ginástica: O auge nessa modalidade já passou, mas Diego Hypólito pode ser esperança de uma medalha, até de ouro, quem sabe.
Novamente Diego Hypólito caiu, mas Arthur Zanetti, até então desconhecido, com frieza conquistou a primeira e única medalha do país no esporte. E de ouro, logo de cara.

Handebol: Só a equipe feminina vai participar. Infelizmente o Brasil tem pouca tradição neste esporte a nível mundial.
Essas gurias até surpreenderam. Fizeram uma excelente primeira fase vencendo bons jogos. Porém caíram logo nas quartas de final para a Noruega, que conquistou o ouro.

Hipismo: O Brasil já faturou medalhas neste esporte. Rodrigo Pessoa - que será o porta-bandeira da nossa delegação – levou o ouro em 2004. Podemos confiar nos nossos cavaleiros e amazonas.
Até confiamos, mas desta vez nem bronze levamos.

Judô: Um dos esportes onde o Brasil mais medalhas conquistou. Pelo menos umas três medalhas vocês podem confiar, pois poderemos levar. Seria maravilhoso se viesse uma de ouro.
Foram quatro medalhas no total, e uma delas foi de ouro. Foi o melhor desempenho do país no judô, modalidade que mais trouxe medalhas para o Brasil nestas Olimpíadas.

Levantamento de peso: Teremos brasileiros competindo, mas é quase impossível vir uma medalha.
E foi impossível mesmo.

Luta: Terá Brasil, mas como não é MMA, não teremos ouro, nem prata e nem bronze.
Ninguém chegou perto de medalha.

Nado Sincronizado: As russas dominam este esporte. Poucas chances de medalha.
Nem nas finais o Brasil foi.

Natação: Cesar Cielo é super favorito em duas provas. Nos 50 e 100 metros livre é o recordista mundial. O ouro é possível. Podemos fazer bonito também nas provas de revezamento.
César Cielo era nossa maior esperança, mas acabou voltando para casa apenas com um bronze, nos 50 metros. E só. Além de Cielo, Thiago Pereira trouxe uma medalha de prata. Não fomos tão ruim assim.

Pentatlo Moderno: Se em Jogos Pan-Americanos já é difícil conquistar medalha (já conquistou em duas ocasiões), imagina em Olimpíadas?
Yane Marques, a moça que levou as medalhas em Jogos Pan-Americanos, foi mais um exemplo de superação. Ela foi muito bem na prova e conquistou uma inédita medalha de bronze.

Remo: Nosso país é tão forte nesse esporte quanto o clube de futebol xará do estado do Pará. Sem chances de medalha.
Nenhuma novidade, foi isso mesmo que está em cima o que aconteceu.

Saltos Ornamentais: Os asiáticos dominam. Brasil não deve ganhar medalhas.
Pelo menos não foi um brasileiro o cara que caiu de costas na piscina e levou nota zero. Sem pódios.

Taekwondo: Duvido que vocês lembrem, mas ganhamos medalhas neste esporte em 2008. Quem sabe possamos repetir o feito agora.
Ficou no "quem sabe" mesmo. Nada para o Brasil.

Tênis: Com Roger Federer e Novak Djokovic, se os representantes brasileiros chegarem às quartas de final é lucro.
Voltamos no prejuízo. Nem às quartas chegamos.

Tênis de mesa: Hugo Hoyama é o eterno campeão pan-americano neste esporte, com dez medalhas de ouro. Seria bacana se ele encerrasse a carreira vitoriosa com uma medalha olímpica.
Ele até foi, mas nem ele e nem nenhum outro brasileiro chegaram perto do bronze.

Tiro: Nossa primeira medalha foi nesta modalidade sabiam? Foi em 1920 e foi de ouro. Infelizmente o esporte caiu no ostracismo e ter um representante em Londres já é como um título.
Não foi dessa vez, de novo.

Tiro com arco: Sem esperanças de medalha.
Não vieram.

Vela: Outra modalidade que o Brasil gosta de ir para o pódio. A dupla Robert Scheidt e Bruno Prada pode até trazer um ouro para casa, mas se vier umas outras duas medalhas não é algo anormal não.
Comparado às outras edições, não fomos bem. Só a dupla citada acima levou medalha, e foi um bronze. Nada além disso.

Vôlei: A seleção feminina é a atual campeã olímpica. A masculina é vice-campeã. O Brasil dominou nas duas categorias nesta década, porém ambas as seleções não fazem um bom ano até aqui. Os jogos de Londres podem ser fundamentais para o retorno da supremacia no esporte.
Idem à 2008, aconteceu tudo isso aí de novo. No feminino, um belíssimo ouro após jogos duros e viradas espetaculares contra a Rússia e Estados Unidos. No masculino, após dois match points, o Brasil deixou os russos passarem a frente no placar, e teve de se contentar com uma nova prata.

Vôlei de praia: Desde 1996 (quando foi incluído nas Olimpíadas) o Brasil conquista pelo menos uma medalha na modalidade. Tanto no masculino quanto no feminino, nossas duplas são esperanças de ir ao pódio. Seria bem vindo o ouro nas duas categorias.
Elas vieram novamente, mas vamos ter de esperar mais quatro anos para comemorar um ouro. Prata no masculino e bronze no feminino.

Agora sim posso encerrar os textos de Londres 2012. Que venha Rio 2016! Logo estou aqui de novo para comentar o que há de bom ou de ruim neste nosso mundo.

domingo, 12 de agosto de 2012

Top Five do Brasil em Londres

Eu prometi à vocês que faria o Top Five do desempenho brasileiro em Londres. Foram tantas coisas marcantes que foi difícil achar os escolhidos. Farei uma lista com os cinco melhores feitos do Brasil. No mesmo post, terá os cinco maiores fracassos de nosso país. Será do quinto ao primeiro lugar, desrespeitando a "pirâmide invertida", uma norma obrigatória para os jornalistas. Para dar mais emoção, o principal vai ficar por último, mas garanto à vocês. Vai valer a pena ler na ordem que vou estabelecer.

As cinco conquistas de Londres


5° lugar- O renascimento do basquete
Estranho pode parecer eu colocar um time que não ganhou medalha no quinto lugar, mas o basquete masculino do Brasil foi a maior prova do retorno aos grandes no esporte. Depois de 16 anos longe das Olimpíadas nossos atletas demonstraram força e determinação. Não fugiram à luta em nenhum confronto. A eliminação para a Argentina infelizmente aconteceu, mas isso foi resultado da garra conquistada e da não desistência da vitória em outros jogos para pegar adversários fáceis. Eles foram guerreiros e merecem esta posição.

4° lugar- A frieza de um ginasta
O país inteiro esperava que a primeira medalha neste esporte viria com Diego Hypólito. Esse cara errou feio, caiu de boca e nem para a final foi. Ver Arthur Zanetti levar o ouro foi uma grande surpresa. Ninguém falava do cara, ele não dava entrevistas, não estava com superego. Foi lá, se apresentou nas argolas, desbancou seus rivais e levou o ouro. Sua frieza foi determinante para colocá-lo no status de maior ginasta brasileiro de todos os tempos.

3° lugar- O forte desempenho do judô
Desde 1992 não levávamos o ouro neste esporte, e ele chegou logo no primeiro dia, com Sarah Menezes.  Além disso, Felipe Kitadai levou o bronze também no mesmo dia. Graças ao judô o Brasil liderou no quadro de medalhas pela primeira vez na história, por umas horas apenas. Além dos dois, Mayra Aguiar e Rafael Silva também trouxeram o bronze, e o esporte obteve o melhor desempenho em Jogos Olímpicos.




2° lugar- Sem investimento, mas com medalha
O boxe foi a maior surpresa brasileira das Olimpíadas. Com uma prata e dois bronzes, este foi o segundo esporte que mais fomos ao pódio. Um feito excelente para o país que não levava medalhas na modalidade desde 1968. Mesmo sem investimento, Esquiva Falcão (prata), Yamaguchi Falcão e Adriana Araújo (estes com bronze), provaram ao país que não vivemos só de futebol, e que é preciso olhar o futuro do país nestas modalidades menos favorecidas.

1° lugar- As meninas de ouro
A recuperação do vôlei feminino, que fez uma primeira fase desacreditada, foi histórica. Após cinco jogos complicados, e uma vitória épica sobre a Rússia, a seleção feminina do Brasil já merecia um lugar neste espaço, mesmo se não levassem medalha. Felizmente elas nos deram o ouro mais merecido nos Jogos Olímpicos. Não quero puxar saco, mas o feito destas moças foi maravilhoso.




Os cinco vexames de Londres


5° lugar- o dolorido bronze da natação
César Cielo era inegavelmente a maior esperança de ouro para o Brasil nos 50 e nos 100 metros nado livre. Infelizmente não veio. Nos 100 metros ele amargurou um sexto lugar, e na prova mais rápida da natação, por um detalhe o ouro não veio. Como todos chegaram praticamente ao mesmo tempo nesta prova, o bronze ainda foi lucro. Cielo é um ídolo que tenho, mas achei necessário colocar aqui. Mesmo assim, ele é um excelente atleta e um grande ser humano. Terá meu respeito sempre que for preciso.

4° lugar- Cai cai Diego, Cai cai Diego
Em 2008 ele caiu sentado na final individual do solo. Nesta edição, ele também tinha chances de medalha. Caiu novamente. Pelo menos este cara foi valente ao dizer que amarelou, e não inventou desculpas como a atleta do segundo lugar deste ranking.

3° lugar- Do Match-point à prata
2 sets a 0. Um banho de bola. Jogo tranquilo. Três pontos de vantagem no terceiro set. Dois match-points. Inacreditavelmente, com todo este saldo, o Brasil perdeu a final do vôlei masculino para a Rússia por 3 sets a 2. Foi um péssimo resultado. O nervosismo e a virada tática russa foram determinantes para a nossa derrota.


2° lugar- E o vento culpei
Fabiana Murer, atleta do salto com vara, tinha tudo para subir ao pódio. Era a atual campeã do mundo, numa prova em que a superfavorita Yelena Insibayeva levou o bronze. Tinha tudo para vencer, mas desistiu do salto nas eliminatórias e culpou o vento, SIM, O VENTO, pelo seu fracasso. Vergonha nacional, mas nada, NADA que supere o vexame horroroso que estampou o primeiro lugar por unanimidade.






1° lugar- A derrota ridícula do futebol, pra variar
Tcham tcham tcham tchaaaaaam, não poderia ser outro o número um. O esporte onde mais torramos nosso dinheiro, e que é pentacampeão mundial, não ganhou ouro. Tá, e a novidade? O Brasil sempre perde né? A novidade, é que foi o time da ousadia e alegria, a seleçãozinha que todo mundo puxava o saco. O 11 lá, o Neymar, era tratado como Deus, mas contra o México, na decisão, jogou um futebol digno de igualar Maicon Sapucaia, um pobre atacante que rodou o Rio Grande a jogar pelo maravilhoso futebol do nosso interior. Ou melhor, pobre Maicon Sapucaia por ser injustamente comparado à este pipoqueiro. Se o SBT fizer o concurso para "O Maior Pipoqueiro De Todos Os Tempos" (o programa verdadeiro é para o maior brasileiro), meu voto será do Neymar, pelo exemplo esportivo a não seguir em uma final de Olimpíada. Digo mais, este piá venceria o concurso. 



Espero que tenham gostado do meu ranking. Dúvidas, sugestões, reclamações, comentem aqui, ou no Facebook, Twitter e afins. Obrigado pela audiência!

Agora é a vez do Rio de Janeiro

Estádio Olímpico de Londres em verde e amarelo para homenagear o Brasil
(foto: Reuters)
Eu poderia estar com baixo astral ao lembrar que os Jogos Olímpicos de Londres encerraram. Apesar disso, depois da cerimônia de encerramento que lembra que o Rio de Janeiro vai sediar a próxima edição das Olimpíadas, é difícil ficar triste com o fim. Agora é o começo de uma grande festa, porque é o Brasil que vai aparecer para o mundo. Daqui a 1453 dias, no dia 5 de agosto de 2016, o maior evento do esporte está de volta, e em nossas terras.
No encerramento dos jogos, tivemos apenas dois momentos melancólicos. O primeiro foi quando foi mostrado um vídeo com uma música triste lembrando as derrotas dos atletas (claro que a nossa do futebol estava lá). O segundo foi quando a pira olímpica se apagou. Tirando essas partes, foi só festa. Os londrinos tiveram a competência de dar o mesmo show que realizaram na abertura. Desta vez não teve história, e a música foi o grande destaque. Grupos musicais e cantores conhecidos participaram da festa. The Who, Spice Girls, Muse, e o ex-vocalista do Oasis, Liam Gallacher foram alguns astros vivos que deram espetáculo. Direto dos céus, John Lennon e Freddie Mercury fizeram suas participações, como se eles realmente estivessem lá. Descobri hoje que gostava muito mais da música britânica e não sabia. É claro, eu também tenho o defeito de adorar músicas que não faço ideia quem canta ou qual é o nome dela. Algumas até deu para anotar. 
Me arrepiei de verdade com o hino brasileiro ao ser executado no Estádio Olímpico. Por oito minutos, Londres virou Brasil, e o Brasil se mudou para Londres. Artistas como Marisa Monte e Seu Jorge embalaram a festa, lembrando que é o nosso país que vai sediar as Olimpíadas de 2016. Para fechar a participação, Pelé, o Rei do Futebol surgiu no meio da galera que se apresentava, para delírio do público.
Londres 2012 ficará marcada em minha memória como a melhor Olimpíada que já vi. Se o Brasil decepcionou um pouco, pelo menos pude ver os melhores medindo força nos outros esportes. Vi os talentos Michael Phelps e Ulsain Bolt, sendo só um exemplo básico do que rolou. Que em 2016 possamos ver os melhores Jogos Olímpicos da história. Nosso país vai olhar mais para o esporte. Confio em melhor investimento ao esporte brasileiro. Não vamos passar vergonha por aqui, se Deus quiser. Vamos acreditar no nosso país. 

Mais duas medalhas para encerrar a participação


Vôlei masculino teve tudo para vencer, mas cedeu a virada e leva a prata
(foto: Reuters)
Pode não ter sido como queríamos, mas neste domingo o Brasil encerrou sua participação subindo mais duas vezes ao pódio. Tivemos um total de 17 medalhas, sendo três de ouro, cinco de prata e nove de bronze. Recorde na soma geral, mas foi o segundo maior desempenho do nosso país em Olimpíadas, pois em Atenas levamos cinco ouros, e em Londres, três.
O destaque negativo nas medalhas foi a prata do Brasil no vôlei masculino. O problema não foi perder para a Rússia por 3 sets a 2, mas sim deixar o ouro escapar depois de ter dois match-points ainda no terceiro set., quando vencia por 2 sets a 0. Foi a derrota mais injusta que já vi, mas esporte é isso. Temos vencedores e perdedores, e o vôlei mais uma vez demonstrou superação nestas Olimpíadas.
Yane Marques é mais uma que surpreende o Brasil e leva o bronze
(foto: AFP)
Porém, levamos medalha de onde também não acreditávamos. Yane Marques, atleta do pentatlo moderno, levou o bronze na modalidade. É a primeira medalha do país neste conjunto de esportes que soma a uma competição como um todo. É de comemorar muito o resultado desta jovem moça. Parabéns!
Não deu para superar o Cazaquistão, como eu queria. O Brasil terminou na vigésima segunda colocação no quadro de medalhas. Não é lá uma grandiosa posição, mas todas estas medalhas foram resultado do esforço de quatro anos. Nem todas elas foram as que queríamos, mas estamos de parabéns no geral. Mesmo os Jogos Olímpicos terem encerrado, pretendo fazer mais duas ou três postagens. Uma, colocando o "top five" - ao estilo CQC - de bom e de ruim para o Brasil. A segunda, o mesmo top five, mas só com os principais destaques dos outros países. E o terceiro, pretendo fazer o popular Ctrl C/Ctrl V daquele post sobre o que esperar do Brasil nos Jogos Olímpicos.  Vou analisar sobre o que acertei e o que errei sobre o que poderíamos esperar. Até terça-feira, no máximo, pretendo cumprir estas postagens. Fiquem ligados!

Lista dos medalhistas olímpicos do Brasil:
Ouro: Sarah Menezes (judô), Arthur Zanetti (ginástica) e vôlei feminino;
Prata: Thiago Pereira (natação), Emanuel e Álison (vôlei de praia), futebol masculino, Esquiva Falcão (boxe) e vôlei masculino;
Bronze: Felipe Kitadai, Rafael Silva, Mayra Aguiar (judô), Adriana Araújo, Yamaguchi Falcão (boxe), César Cielo (natação), Juliana/Larissa (vôlei de praia), Robert Scheidt/Bruno Prada (vela) e Yane Marques (pentatlo moderno).

sábado, 11 de agosto de 2012

A garra de ouro

O verdadeiro Brasil fez bonito no vôlei, e ganhou o ouro
(foto: Reuters)
É com garra, com determinação, com vontade e com sangue frio que podemos diferenciar atletas comuns de atletas vencedores. Mal tinha passado o maior vexame do Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres, com a prata conquistada de forma horrorosa no futebol, nosso país já teve de encarar outra dura final. Desta vez era no vôlei feminino contra os Estados Unidos.
Sem firula, sem dancinhas e sem ousadia e alegria, nossas meninas destroçaram as norte-americanas, vencendo por 3 sets a 1. Com o resultado o Brasil conquistou o terceiro ouro em Londres, incluindo o bicampeonato olímpico. Foi o ouro do time favorito, que não pipocou no final, que jogou como deveria jogar, que encheu o país de orgulho, e nos ajudou a esquecer o vexame horrendo que vimos horas antes com aqueles caras.
Era a reedição da final olímpica de 2008, quando também vencemos. Os Estados Unidos levaram a vitória no confronto da primeira fase, estavam invictos e haviam perdido apenas dois sets em sete partidas. Não havia dúvidas que as norte-americanas eram as favoritas. O Brasil tinha perdido para a Coreia do Sul também na primeira fase, passou para as quartas de final no sufoco. Era normal colocar nossa seleção em um lugar abaixo das americanas. Mas as coisas mudaram após a vitória épica sobre a Rússia, e também com a classificação convincente à final, após passar pelo Japão. Com isso o favoritismo brasileiro aumentou, e se igualou ao americano. Tudo seria decidido no vôlei.
A final começou complicadíssima. As gurias erravam seus ataques e mandavam para fora da quadra. A recepção também estava ruim, os bloqueios furavam, ou seja, tudo dava errado para o Brasil. Com um inacreditável 25 a 11, as americanas deram um banho de bola nas brasileiras no primeiro set, na parte ruim da partida.
Viria o segundo set. A experiência de José Roberto Guimarães, que agora é tricampeão olímpico, ajudou na melhora do time em nível infinito. Jaqueline, Fernanda Garay e Sheila foram o arranque no motor brasileiro, e o que havia sido terrível no primeiro set, estava sendo espetacular no segundo. Vitória por 25 a 17. No terceiro, as americanas ficaram mais recuadas. As melhores daquele time erravam bolas fáceis, e jogavam a nível de um time de nível profundamente inferior ao nosso. Mesmo assim, a vitória veio com tranquilidade, por 25 a 20.
No quarto set, eu e o país inteiro começamos a fazer a contagem regressiva. Cada ponto eu vibrava como se fosse um gol do meu time em jogo decisivo da Libertadores. Era decisivo mesmo, embora não era de futebol. Foi apenas para curtir o quarto set. As americanas não conseguiam fazer mais de três pontos em sequência. Aquelas três que citei antes já jogavam muito, somado às outras que também estavam em quadra. Era questão de tempo vir o ouro. Ele chegou com Fernanda Garay que cortou em cima do bloqueio americano, fechando o quarto set por 25 a 17. Tudo correu muito bem, e foi maravilhoso. Todas estas gurias merecem o título.
A única parte negativa foi a ridícula reportagem sobre o feito em um dos principais telejornais de uma emissora que não transmite as Olimpíadas. Nesta edição a emissora mostra algumas imagens em vídeo do que aconteceu no dia, com os devidos créditos. O que não dá para mostrar em vídeo é noticiado por fotos, tipo aquelas apresentações de powerpoint. Tudo bem até aí, já que é o que dá para mostrar. Porém, esta emissora e este telejornal usaram apenas em fotos a alegria do Brasil na quadra. Ganhamos um jogo épico e nenhuma imagem em vídeo foi mostrada neste telejornal do feito. Os destaques sem fotos mostradas foram sobre o fracasso do futebol - esse deveria ser só uma nota pelada (pesquisem no Google porque isso é termo do jornalismo) - e a ginástica rítmica, esporte onde nem representantes tínhamos. Este canal fez vergonha neste sábado.
Deixando as lamentações da emissora, o feito de hoje no vôlei foi o ouro mais merecido ao Brasil nestes Jogos Olímpicos porque depois daquela vitória sobre a Rússia, seria injusto o ouro não vir para nossas terras. As meninas de ouro nos encheram de orgulho, e podem comemorar muito porque elas merecem.

A determinação de prata no boxe

Mesmo com prata, Esquiva Falcão é um campeão. Um exemplo do esporte
(foto: Reuters)

O capixaba Esquiva Falcão lutou muito bem contra o japonês Ryota Murata. O país também parou para acompanhar a terceira final que envolvia o Brasil hoje. Pena que os árbitros do combate preferiram dar ao japonês a vitória, por 14 a 13. Esquiva levou a prata, melhor resultado do boxe na história dos Jogos Olímpicos.
Lógico que seria perfeito se ele conquistasse o ouro, mas quis o destino que não desse certo. Mesmo perdendo, Esquiva é um vencedor. Além da prata conquistada hoje pelo capixaba, seu irmão, Yamaguchi, e Adriana Araújo levaram o bronze na mesma modalidade. Estes três possuíram uma determinação inimaginável. Não conhecíamos eles até antes destas Olimpíadas, e mesmo com o baixo investimento e o amadorismo considerado por aqui, eles nos encheram de orgulho e conquistaram suas medalhas. Merecem voltar ao Brasil como heróis. 

E só falta mais um dia

Infelizmente a trigésima edição dos Jogos Olímpicos vai terminar neste domingo. Às 9 da manhã tem a final do vôlei masculino, com Brasil e Rússia. Eu confio na mesma determinação e garra da equipe comandada por Bernardinho, e podemos levar o quarto ouro. Se acontecer, só não vamos superar Atenas em número de ouros, mas vamos ficar com o segundo melhor desempenho olímpico. Zebras no pentatlo moderno e maratona podem acontecer, mas são possibilidades tão baixas quanto o Atlético Goianiense conquistar o Brasileirão deste ano. Estamos na vigésima primeira posição no quadro de medalhas, e é possível subir mais umas posições, caso o ouro venha. No vôlei, vamos com tudo para mais uma vitória de ouro, para começar o domingo feliz, e ficar menos tristes com a melancolia da cerimônia de encerramento. 

Futebol, o esporte sem investimento

Neymar, o maior símbolo do fracasso em Londres
(foto: AFP)
Pobre Brasil. Fez uma linda campanha nos Jogos Olímpicos de Londres até perder para o México na final. Nosso governo não investe no futebol e vamos levar a prata, nosso melhor resultado neste esporte. Pobre Brasil.
Este texto teria um sentido se estivéssemos falando de taekwondo, do remo, dos saltos ornamentais ou da marcha atlética. Exemplos de modalidades onde o nosso país não levará medalha e que não há investimento. Mas lamentar o fracasso do futebol é absurdo, temos sim é o dever de cobrar e cornetar. 
Em 2014 nosso país vai receber a Copa do Mundo. Rios do nosso dinheiro estão sendo gastos com estádios públicos e de pouco aproveitamento real para uma nação inteira. E pior, vamos fazer uma organização bonita, mas passar uma vergonha se jogarmos com esse bando de pipoqueiros comandados por um cara que não impõe respeito a seus atletas, e que escala os jogadores que a imprensa quer, não lembrando que há outros bons nomes no esporte.
Me recuso a acreditar que vamos vencer a Copa do Mundo de 2014 com essa bolinha aí. Londres 2012 foi a Olimpíada mais fácil de se vencer. As grandes nações perderam ainda nas primeiras fases. O Brasil só pegou baba até a final, embora sofreu pressões injustificáveis em quase todos os jogos. Não quero tirar os méritos do México, mas eu estou decepcionado com o futebol do atual Brasil, que não sabe jogar bola contra equipe grande.
Comemorar a prata em Londres é uma verdadeira piada. O país que ganhou cinco títulos mundiais, que deve ser o país do futebol, não ter vencido nenhuma Olimpíada é uma piada. Se não for ouro, é vergonha. Temos de nos orgulhar daqueles que ganham prata e bronze em esportes onde há uma real falta de investimento. Como os bronzes do boxe e do judô. Valorizar também quem surpreende o país com um ouro, como a judoca Sarah Menezes e o ginasta Arthur Zanetti. Até antes das Olimpíadas ninguém falava deles, ou sequer sabiam de suas existências. Mesmo que não tivessem vencido, já poderíamos nos orgulhar com eles, caso ficassem em segundo ou terceiro. 
Muita gente falava mal do Dunga, o antecessor de Mano Menezes, com seus jogadores como Felipe Melo, Michel Bastos, Afonso e companhia. Falem o que quiser, mas aquele time jogava com garra. Poderia ser ruim, mas não desistia da luta. Dunga escalava quem ele queria e batia de frente com quem batia nele ("algum problema?"). Mais importante, ganhava de equipes grandes. Com Dunga conquistamos troféus na Copa América e na Copa das Confederações. Não levamos ouro nas Olimpíadas, mas a eliminação veio para a Argentina que estava com uma equipe perfeita em 2008. Se perdemos a Copa do Mundo de 2010,  pelo menos jogamos bem contra a Holanda, apesar do apagão no segundo tempo. Já com Mano Menezes, o Brasil não venceu nenhum time grande. Nem em competições fizemos bonito. Na Copa  América, no ano passado, após uma horrorosa primeira fase, nosso país nos encheu de orgulho ao desperdiçar quatro pênaltis contra o Paraguai.
Agora o que será do futebol brasileiro? Tanto faz, a coisa já está feia mesmo. Sinceramente, se a CBF não por esse cara na rua, em 2014 o Brasil vai cair fora na primeira fase para o Uzbequistão. Resta acreditar no verdadeiro Brasil das Olimpíadas, de onde não acreditamos em medalha antes dos jogos, mas que surpreende à todos nos dias posteriores. Esquiva Falcão vai lutar mais tarde, e se Deus quiser vai levar o ouro (já tenho até título pensado caso aconteça). Além disso, terá a final do vôlei feminino, com Brasil e Estados Unidos, onde também podemos levar a medalha dourada. Vai dar tudo certo, vamos acreditar nos verdadeiros representantes do Brasil nestes Jogos Olímpicos.

Em número de medalhas, Londres 2012 vai quebrar recorde para o Brasil

Meninas do Brasil garantiram vaga à final após vitória fácil sobre o Japão
(foto: Reuters)
Por todos aqueles problemas que citei anteriormente, era difícil prever um resultado espetacular ao Brasil nos Jogos Olímpicos de 2012. Faltando dois dias para o fim desta edição, apenas duas medalhas de ouro é muito pouco para o país que sediará os Jogos Olímpicos de 2016. O que não nos coloca em uma situação tão ruim é que, mesmo que não conquistamos mais nenhum ouro (vou bater na madeira para errar nessa de "mais nenhum ouro"), o Brasil vai sair de Londres com 16 medalhas no peito, uma marca que jamais tínhamos atingido em uma única edição de Olimpíada.
Até tempos atuais, nosso país teve como seus maiores feitos nos Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta, e em 2008, em Pequim. Nestas duas edições, o Brasil levou 15 medalhas no total, sendo três de ouro para cada edição. Levando em conta as medalhas de ouro, que é o critério principal de desempate, estes não são os maiores feitos do Brasil em Olimpíadas. Em 2004 o Brasil voltou da capital da Grécia com 10 medalhas, porém cinco delas foram douradas.
Esquiva Falcão trará ouro ou prata inéditos ao Brasil em Jogos Olímpicos
(foto: Reuters)
Como está confirmado o recorde de medalhas, agora falta apenas superar nas conquistas pelo ouro. Para isso, vai ser necessário um caminho complicado. Em apenas dois dias, o Brasil precisa ganhar mais quatro ouros. Seria um perfeito sprint final para nós que chegamos até a liderar o quadro de medalhas por algumas horas. As grandes chances estão no vôlei, tanto no masculino quanto no feminino, no futebol masculino, e no boxe, com Esquiva Falcão. Aliás, ninguém acreditava nesse esporte, e eles só não nos deram mais medalhas que o judô em Londres, temos dois bronzes conquistados e uma prata ou ouro encaminhada. Não dá para exigir o ouro do atleta finalista, mas é claro que se vier, será pra encerrar de forma perfeita o melhor desempenho do Brasil em Olimpíadas neste esporte.
Time de futebol joga neste sábado em busca do ouro inédito
(foto: AFP)
Nos quatro exemplos citados acima, na pior das hipóteses o Brasil leva a prata em todos os casos. A época de perder e cair fora é passado nestas quatro modalidades. Melhor ainda, o bronze não virá para eles. Seria perfeito se viessem quatro ouros, mas sendo realistas, acredito que subiremos ao pódio mais três vezes. Gente, é aposta, eu posso estar errado, para mais ou para menos.
Ainda há casos de pessoas que correm por fora. Neste sábado a atleta do taekwondo Natália Falavigna vai competir. Ela pode repetir o feito de Pequim, quando ganhou a medalha de bronze. Domingo as chances menos badaladas ficam no pentatlo moderno, com Yane Marques, que conquistou um ouro e uma prata, respectivamente, nas duas últimas edições dos Jogos Pan Americanos. Também terá a maratona masculina. Franck Caldeira e Marílson dos Santos serão os nossos representantes. Em corridas nas nossas terras já é um desafio e tanto vencer esta prova que possui um imenso domínio dos atletas africanos do Quênia e da Etiópia. Sobre estes atletas, vamos apenas ver e torcer. Se vier medalha, perfeito, se não vier, eles não fugiram da luta, pelo menos.
Domingo o vôlei masculino pode garantir o tricampeonato contra a Rússia
(foto: AFP)
Hoje pode ser o melhor dia do Brasil em Londres (e quem sabe da nossa história olímpica). Às 11 horas tem a final do futebol, com Brasil e México. O time de Damião, Oscar e companhia fez uma boa campanha, mas os mexicanos vão lutar para conquistar o ouro que falta para este país (até agora o México em Londres tá do mesmo nível que o Brasil em Sydney, sem títulos). Será um grande jogo, pois de um lado estará o pentacampeão que nunca ganhou Olimpíada, do outro o time que também luta pelo ouro inédito mas, mais do que tudo, vai em busca da primeira medalha dourada do país. Depois do futebol, por volta das 14 horas, terá a final do vôlei feminino, contra os Estados Unidos. É verdade que as americanas nos venceram na primeira fase. Mas agora é outra fase do joguinho, e o Brasil não vai ceder a derrota assim tão fácil. Jogo por jogo, eu prefiro que as nossas meninas repitam a final de Pequim, quando ganhamos a medalha de ouro em cima deste mesmo time que vamos enfrentar agora. Para fechar o dia de finais com pódio garantido, Esquiva Falcão vai medir forças contra Ryota Murata, do Japão, às 17:45. Esquiva já está marcado na história do esporte, mas seria bacana conquistar o ouro, até porque a terra do sol nascente já levou ouros demais em Londres não acham?
Não importa o que vier, que o orgulho de ser brasileiro seja enaltecido neste sábado de grandes emoções. Hoje o blog bomba mais.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

E chegou a centésima medalha

Adriana Araújo perde a semifinal, mas leva a centésima medalha para o Brasil
(foto: EFE)
Sei que foi ontem que ela chegou, mas eu deveria deixar registrado aqui. Ontem não deu para postar, então queria deixar registrado que levamos um bronze com Adriana Araújo no boxe, sendo a nona medalha do Brasil nestes Jogos Olímpicos, e a centésima que levamos na história. O boxe que garantiu também a terceira medalha, com Yamaguchi Falcão, irmão do Esquiva Falcão que também subirá ao pódio. Além disso, o país levou outra medalha de bronze com Juliana e Larissa no vôlei de praia, sendo esta a medalha de número 101.
A quarta-feira também foi marcada pelo duplo Brasil e Argentina nas quartas de final. O primeiro, no vôlei masculino, o time de Bernardinho venceu com categoria os adversários por 3 sets a 0. No segundo, no basquete masculino, infelizmente fomos derrotados por 82 a 77, em um jogo super equilibrado. A derrota é triste, ainda mais de um time que fez o país inteiro comemorar junto, mas o feito da nossa seleção é digno de aplausos, pois não entregaram o jogo para enfrentar adversários mais fracos e jogaram com raça até o último segundo.
Sei que este texto foi bem mais resumido, mas foi o que deu para fazer. Hoje o Brasil está na final do vôlei de praia com Emanuel e Alison. No taekwondo o atleta Diogo Silva está nas semifinais da sua categoria, e pode levar medalha nesta modalidade. Além disso, tem Brasil e Japão pelo vôlei feminino, sendo a primeira partida após a vitória épica da terça-feira. Há muitas coisas boas por vir hoje, e espero que o ouro seja uma delas.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Superação do vôlei marca a terça-feira do Brasil em Londres

Vôlei feminino teve a maior demonstração de conquistar a virada nesta terça-feira
(foto: Agência Estado)
Que jogo! Que emocionante! Inacreditável! Perfeito! Tantos adjetivos para explicar o que aconteceu na partida entre Brasil e Rússia no vôlei feminino, em que uma nação inteira sofreu com o momento mais dramático de toda esta edição dos Jogos Olímpicos. O jogo estava empatado em 2 sets a 2, e no tie-break as russas tiveram seis match-points, além de um ponto não marcado em favor das brasileiras, e pela determinação extraordinária, vencemos. Eu peço desculpas à vocês leitores porque não fiz este texto mais cedo. A rotina do trabalho e da aula me impediu de expressar minha profunda alegria com este resultado anteriormente, e que irei expor de forma resumida nesta madrugada pós aniversário.
A força e superação mostradas pela equipe comandada por José Roberto Guimarães foi impressionante. O Brasil havia perdido dois sets e vencido outros dois. No tie-break, o último set, as meninas da nossa seleção chegaram a abrir três pontos de vantagem, mas cederam a virada no finalzinho. Para piorar, a burrice do árbitro japonês de nome que não me lembro quase estragou uma vitória antecipada. Ele deu bola fora em uma cortada de Fernanda Garay, em que o mundo inteiro viu bola dentro - até eu, distante mais de 10 mil quilômetros de Londres e assistindo o jogo no canto da tela do computador. Ali viria o caos, e as inúmeras chances da Rússia. O talento de Sheilla foi determinante nos instantes finais, pois ela defendeu todas as tentativas de fechamento de jogo das russas. Para a alegria de uma nação inteira, o Brasil não refugou diante da Rússia, e venceu a partida mais dramática que já vi em Olimpíadas na minha vida, no alto dos meus 21 anos recém completados. O tie-break ficou com o placar impressionante de 21 a 19 em favor do Brasil.
Eu tinha medo da situação de pânico que vivemos. A Rússia é famosa por ser a pedra no sapato do time brasileiro. Esta equipe eliminou o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2004, e nos campeonatos mundiais de 2006 e 2010 (estas duas na final). A das Olimpíadas de Atenas foi a pior de todas. Eu vi aquele jogo, e o Brasil vencia o quarto set (estava 2 a 1 para o Brasil) por 24 a 19, isso nas semifinais da competição. De forma impressionante a seleção cedeu o empate, foi para o tie-break e perdeu o jogo, não levando nem o bronze. Desde aquele dia eu tenho medo da Rússia. No elenco atual tem as terríveis jogadoras Gamova e Sokolova, duas pestes em estragar a festa do vôlei brasileiro, além de serem boas jogadoras.
Após a superação, time feminino do Brasil garantiu a vaga nas semifinais, e vai encarar o Japão nas semifinais, na quinta-feira. A medalha ainda não está garantida, mas confesso a vocês, esta virada não vai superar nenhuma medalha dourada que nosso país levou nestes jogos. Mesmo o time de vôlei não conquiste um lugar no pódio, já é a maior virada do Brasil nestes Jogos Olímpicos. Sabem aquela frase que o Galvão Bueno usa sobre a Argentina no futebol? Irei adaptá-la ao vôlei feminino,  podendo definir assim: ganhar é bom demais, e da Rússia, É MUITO MELHOR.

Ah, tem que falar do resto né?


O vôlei merecia um texto único. De destaque nas outras modalidades do Brasil, teremos representantes na final do vôlei de praia. Álison e Emanuel já terão uma medalha garantida, e podem nos ajudar a subir no quadro de medalhas. Em contrapartida, Juliana e Larissa perderam de forma surpreendente, e agora vão ter que se contentar em disputar o bronze. Além disso, a seleção feminina de handebol deu adeus a disputa, após perder para a Noruega. Maurren Maggi também não será bicampeã olímpica, e está eliminada no salto em distância, não culpando o vento. Além é claro do futebol, que já citei e fiz uma postagem especial.
O Brasil caiu um pouco no quadro de medalhas, sendo o 23°. Amanhã será dia de torcer pelo vôlei masculino, contra a Argentina. Os hermanos também serão adversários do time de basquete, prometendo um duelo acirrado. No boxe feminino, temos uma medalha garantida com Adriana Araújo, que disputa a semifinal. Se ela vencer, pode ganhar ouro ou prata, se perder, é bronze. Além disso, teremos a disputa da terceira posição no vôlei de praia, conforme citado anteriormente. Que nesta quarta-feira possamos ter grandes emoções, e continuar vendo a superação dos nossos atletas em Londres.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

24 anos depois o futebol brasileiro volta a uma final olímpica

Leandro Damião leva o Brasil à final das Olimpíadas
(foto: Reuters)
Foi em 1988 a última vez que a Seleção Brasileira disputou uma final de Jogos Olímpicos no futebol. A partida foi contra a União Soviética, e é óbvio que perdemos. Para quem não lembra, o Brasil jamais ganhou ouro no futebol. 
Tivemos que esperar longos 24 anos para ver nosso país a brigar pelo ouro do esporte que já nos deu cinco títulos mundiais, mas a espera finalmente terminou. O Brasil venceu a Coreia do Sul por 3 a 0 e agora disputa o ouro inédito com o México, que venceu o Japão por 3 a 1. Independente do vencedor, será um feito inédito nestes Jogos Olímpicos de Londres.
A mídia toda insiste em falar de Neymar, mas hoje ele apareceu pouco, apesar de dar assistências para dois gols do Brasil. O grande destaque foi novamente Leandro Damião, que marcou dois gols e é o artilheiro do torneio com cinco gols, ao lado do atleta Konate, de Senegal. O outro gol do Brasil foi marcado por Rômulo, sendo este o primeiro da bela vitória de hoje. 
Apesar de comemorarmos este grande feito, a defesa do Brasil assustou perigosamente nos primeiros minutos. Não fosse a zaga, o time de Mano Menezes seria goleado logo no início, e talvez o resultado fosse outro. Nosso goleiro é muito fraco, e o reserva é bem pior. Vamos ter que cuidar muito na parte de trás do campo no sábado.
Encerrando minha análise, expresso a minha alegria em ter presenciado este belo feito. Que o tão sonhado ouro venha dessa vez, e possamos subir mais no quadro de medalhas. O dia no geral está muito bom. Nosso país está me dando muitos presentes, e fico muito feliz com isso. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Uma puxão de orelha bastou, e o Brasil faz uma excelente segunda-feira

De desconhecido a campeão olímpico - Arthur Zanetti faz história para o Brasil
(foto: Reuters)
Ontem mesmo eu chutei o balde com todo o nosso desempenho nos Jogos Olímpicos de Londres. Não sei se algum atleta leu o post anterior, mas ele foi o puxão de orelha que faltava, e o Brasil foi grande nesta segunda-feira.
A rotina árdua de um estudante de Jornalismo que concilia trabalho e aulas não me permitiu acompanhar os jogos nesta manhã pela TV. Aí, de repente, eu ligo o rádio para saber o que de importante terá com o Brasil nas Olimpíadas, e as primeiras palavras que ouço foram: ladies and gentleman, we now hear the national anthem of Brazil" (como eu tenho amigos que acessam esse blog dos Estados Unidos e Inglaterra, não irei traduzir, em respeito à este público). Imediatamente eu vibrei porque eu sabia que era o hino nacional da medalha de ouro.
E foi mesmo. Arthur Zanetti conquistou o ouro na final da ginástica artística, na final por aparelhos, nas argolas. Foi a primeira medalha que o país recebe nesta modalidade. Uma conquista surpreendente, mas perfeita. Sem a pressão da mídia e da população, Zanetti fez história, e já é o maior ginasta brasileiro da história. Este cara nos trouxe a medalha que outras promessas conquistaram, e isso já é um alívio.
Boxe de Esquiva Falcão (de azul) está com duas medalhas garantidas
(foto: AFP)
Para completar o belo dia brasileiro, já temos duas medalhas garantidas no boxe, esporte que não conquistávamos nada desde 1968, com Servilho de Oliveira. Os atletas Esquiva Falcão e Adriana Araújo venceram seus adversários com convicção, e garantiram presença nas semifinais. Como no esporte os perdedores das semifinais já garantem bronze, é certo que vamos subir ao pódio neste esporte, e duas  vezes.
Entre os feitos sem medalha, meu momento predileto foi a vitória do time de basquete masculino sobre a Espanha, por 88 a 82, depois de perder por três quartos da partida, a seleção comandada por Varejão, Nenê, Tiago Splitter, Marcelinho e outros, virou o jogo, e conquistou a melhor vitória desta primeira fase. É verdade que o time agora vai pegar uma pedreira, a Argentina, país do técnico Ruben Magnano, mas esse time é tão espetacular, é tão incrível, que é impossível de não acreditar em vitória. Eu voltei a acreditar no basquete brasileiro ao ver estes caras. Mesmo sabendo das dificuldades de conquistar uma medalha, é o time que mais está dando orgulho nestas Olimpíadas.
Os outros bons resultados saíram no vôlei. Na quadra o time masculino venceu a Alemanha por 3 sets a 0. Pena que na praia só uma dupla masculina avançou às semifinais. Emanuel e Márcio são agora nossos únicos representantes na categoria. No feminino, ainda podemos depositar nossa confiança à Juliana e Larissa, que estão também nas semifinais.

Depois de nove dias em queda, o Brasil subiu algumas posições no quadro de medalhas. Agora estamos em 22°. Tá, não é ainda a posição preferida, tá longe de alcançar o Cazaquistão, mas depois de tantas quedas, subir um pouco sempre é bom não acham? Ainda podemos subir mais, pois poderemos levar mais um monte de medalhas, quem sabe umas três ou quatro de ouro. Amanhã temos as semifinais do vôlei de praia; o jogo decisivo do time de futebol contra a Coreia do Sul; o duro duelo no vôlei feminino contra a perigosa Rússia; no handebol feminino também tem um jogo complicado, contra a Noruega. Será um dia intenso, e espero que todos estes resultados venham para o Brasil, para não entristecer meu dia que gostaria que fosse especial.

domingo, 5 de agosto de 2012

Continuamos piores que o Cazaquistão nas Olimpíadas

Fabiana Murer põe a culpa no vento por sua desistência
(foto: AP)
Com um ouro, uma prata e cinco bronzes o Brasil está na belíssima 29ª posição no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos. Um resultado horroroso para toda a nação que esperava por um lugar melhor diante dos maiores do mundo. É triste o que está acontecendo, mas apenas mostra que o nosso esporte como um todo é muito mal investido. A comparação no título com o Cazaquistão é porque este país do leste europeu tem no geral uma medalha a menos que o Brasil. Porém, todas as seis medalhas que conquistaram foram de ouro, e eles estão lá na sétima colocação felizes e saltitantes.
As grandes potências esportivas como Estados Unidos e China, que estão se engalfinhando pela liderança geral, possuem um grande poder econômico. Por causa disso elas se tornam um grande centro de revelações em todas as modalidades. Desde criança os habitantes destes países são testados e definidos em quais modalidades deverão competir de fato. Coisa que por aqui não vemos.
Nosso país está crescendo economicamente, mas falta um incentivo decente ao esporte. Sempre é bom lembrar, daqui a quatro anos as Olimpíadas serão aqui, no Rio de Janeiro. Tá na hora de começar a melhorar nosso desempenho em Olimpíadas. Por enquanto estamos descendo na situação geral, e não estamos no nosso auge.
É claro que vale comemorar o nosso último bronze, na vela, com Robert Scheidt e Bruno Prada, na classe star, mas é muito pouco subir ao pódio durante oito dias apenas por conquistar a terceira colocação. Sei que não dá para esperar muita coisa do jeito que está, mas é duro torcer tanto pra ter tão pouco resultado.
Para complicar ainda mais nossa situação geral, ontem tivemos o maior fracasso da história recente do Brasil em Jogos Olímpicos, com a esperança fake de medalha, a atleta do salto com vara Fabiana Murer. Eu não consigo acreditar que ela desistiu de saltar por causa do vento. Se o vento realmente fosse um vilão, todas as outras competidoras deveriam desistir também, não acham? Outra coisa, como que uma atleta experiente e campeã mundial desiste da chance da sua vida por um motivo tão besta? Se eu fosse essa pessoa, eu iria para a competição mesmo se chovesse canivete, pois estaria representando meu país. Você pode não ganhar medalha mas pode demonstrar um pouco de garra e espírito esportivo. Pior que você ser o último em uma Olimpíada, é você desistir e decepcionar uma nação inteira. 
Apesar de todo o drama, ainda dá para torcer por bons resultados. O Brasil está nas semifinais do futebol, e no vôlei de praia tem três duplas ainda vivas na disputa. Nas quadras, os times masculino e feminino passaram de fase e continuam favoritos. Tem o time feminino de handebol nas quartas de final, e três boxeadores estão a uma luta de uma medalha. Pelo amor de Deus, se não levarmos pelo menos mais um ouro com tantas possibilidades, esta edição das Olimpíadas será mais uma para se esquecer.