segunda-feira, 14 de julho de 2014

O pós Copa

A Copa de 2014 foi muito boa. Tão boa que é difícil de acreditar que ela já acabou. Este foi o primeiro de mais de 1700 dias que ficaremos sem a maior competição de futebol do planeta, e o clima não poderia ser outro. É uma ressaca inimaginável.

Vimos 171 gols, jogos fantásticos, resultados surpreendentes, e momentos memoráveis, para o bem e para o mal. Esta Copa do Mundo foi tão inesquecível que, mesmo após seu fim, merece ser lembrada por muito tempo. Mas esta segunda-feira seguinte ao título da Alemanha foi muito triste. Não tem mais bandeiras do Brasil nas ruas, propagandas de TV já não falam mais da Copa, e todos os times participantes já foram embora, incluindo a Alemanha.

Resta a nós, pobres mortais, enfrentarmos o luto pelo fim desta Copa, e irmos nos acostumando, dia após dia, que o Mundial do Brasil está no passado. Que os próximos dias sejam melhores!

domingo, 13 de julho de 2014

Lembranças do final da melhor Copa da história

Alemanha confirma seu favoritismo e é agora tetracampeã do mundo

Ainda não dá para acreditar, mas a Copa do Mundo de 2014 está agora apenas no passado. A Alemanha é agora a atual campeã do mundo, conquistada com todos os méritos, após se reinventarem no futebol nos últimos 14 anos. O placar em 1 a 0, com o gol de Mario Götze sendo marcado na prorrogação, representa o equilíbrio que foi a decisão realizada no Maracanã. Os alemães venceram bem, mas a Argentina caiu jogando bem, proporcionando perigo aos adversários em vários momentos.

Foi a melhor Copa do Mundo de todos os tempos. O Brasil recebeu grandes seleções, vimos jogos excelentes, belos gols, festas incríveis, e com um show da torcida, não só da brasileira, como também dos turistas de outros países. São tantos momentos incríveis que não caberiam em um único post. O nosso país foi um ótimo anfitrião, e organizou uma grande Copa. Houve alguns problemas antes do Mundial, que devem ser lembrados, mas durante o evento vimos que o espetáculo funcionou, e que o Brasil organizou uma grande Copa. Se não vencemos no campo, vencemos na organização.

Sobre os campeões mundiais, o título veio com o esforço vindo após a superação dos fracassos na Eurocopa de 2000 e na Copa de 2002. A Alemanha investiu no esporte e em categorias de base. A equipe melhorou, e terminou em terceiro nas Copas de 2006 e 2010, sendo também vice-campeã da Europa em 2008, e semifinalista na Euro 2012. Se faltava o título, agora não falta mais, título este que vem justo na principal competição do futebol mundial. A equipe também ganhou no carisma, com jogadores como Neuer, Podolski e Schweinsteiger fazendo inúmeros elogios ao Brasil, vestindo camisas dos nossos clubes, e também tratando com humildade a goleada esmagadora de 7 a 1 aplicada contra os donos da casa.
Müller, Schürrle, Götze e Höwedes - símbolos da renovação alemã

A Copa do Mundo de 2014 vai deixar saudades. Não veremos mais o Fuleco, os estádios cheios, o grande número de estrangeiros e também a belíssima vinheta de abertura das transmissões, com o clássico OEA entoado durante a trilha. Fico feliz de poder ter presenciado este Mundial, e de ter acompanhado todas as partidas de alguma forma, sendo pela TV, rádio, internet, redes sociais e também in loco no estádio. A experiência de ter vivido intensamente a Copa do Mundo no meu país é algo que irei contar com orgulho para as futuras gerações que virão pela frente. Que esta competição siga sendo lembrada por nós por muito tempo - afinal de contas, vai ser difícil de engolir o retorno do Brasileirão daqui uns dias. Que venha a próxima Copa, e a seguinte, e que esta competição siga mágica em qualquer país que for sediar, e que continue sendo o melhor evento realizado neste planeta.

sábado, 12 de julho de 2014

Quarto do terror

Seleção de 2014 encerra Copa de forma humilhante, e sem perspectivas de futuro

Quando foi dado o apito final dos humilhantes 7 a 1 que o Brasil levou da Alemanha, já se sabia que era a maior goleada sofrida pela Seleção em sua história, e que restaria ao time a jogar a decisão do terceiro lugar, contra a Holanda. Dava para ter a noção de que era o maior vexame brasileiro, mas ninguém imaginava que poderia piorar.

A partida realizada neste sábado em Brasília terminou com mais uma derrota, desta vez não tão humilhante. Os 3 a 0 sofridos diante da Holanda são a prova de que estamos vivendo com o pior elenco brasileiro de todos os tempos. Os fatores explicados para tanta decadência já foram ditos aqui, quando o Brasil perdeu para a Alemanha, mas nestes últimos três dias após o desastre vimos mais situações lamentáveis, que fazem o torcedor entender os porquês de estarmos com uma geração ruim.

Durante os dias seguintes, vimos um discurso estranho. Parecia que a goleada por 7 a 1 era um placar normal, e esse resultado era lembrado por Felipão, Parreira e demais membros da comissão técnica como apenas uma fatalidade. A chegada à semifinal era enaltecida mesmo com o vexame, de uma forma muito incoerente, pois até dias atrás, os mesmos dirigentes afirmavam com todas as letras que o Brasil estava com as duas mãos na taça. Em nenhum momento o treinador e seus companheiros tiveram humildade ao falar que Alemanha e Holanda jogaram melhor. Vimos também nas entrevistas coletivas coisas absurdas, como a tal carta de Dona Lúcia e o abraço de Neymar durante a fala de Felipão após a derrota para a Holanda, para trazer um clima de comoção aos jornalistas que cobriam tal momento. 
Parreira lendo a suposta carta de Dona Lúcia. A imagem símbolo do maior vexame brasileiro em todos os tempos

No jogo de despedida do Brasil nesta Copa, vimos outro show de horror. A equipe, que jogou com muitas modificações, começou perdendo logo nos primeiros minutos, com o gol de pênalti de Van Persie. O Brasil teve poucas chances de gol. Tão poucas que o goleiro Cillessen mal apareceu na partida. Aos 17 minutos, Blind ainda marcou pela segunda vez para os holandeses. A arbitragem errou nos lances destes dois gols, mas os deuses do futebol deram aquela força para evitar um discurso ainda mais arrogante do treinador brasileiro. Ao final da partida, Wijnaldum marcou o terceiro gol, totalmente legítimo, para fechar o placar em 3 a 0, e enterrar de vez o pior time brasileiro da história. Além disso, a Seleção sofreu 14 gols, sendo também o maior número de gols sofridos em uma Copa. 

Holanda faz 3 a 0 e conquista o terceiro lugar com uma campanha invicta
O jogo entre o terceiro e o quarto lugar é um tanto depressivo, mas a Holanda mereceu mais ter conquistado esta posição. O técnico Louis Van Gaal, mesmo desdenhando esta partida, organizou bem sua equipe para jogar contra o Brasil. O time volta para casa com uma campanha invicta, um feito inédito para a Laranja Mecânica em sua história nas Copas. Fico muito feliz por este resultado, pois afinal de contas, a Holanda foi uma das equipes que tive o prazer de acompanhar no estádio, ainda na fase de grupos, contra a Austrália, em Porto Alegre. 

Aos holandeses, serão agora mais quatro anos para tentarem o título que lhes tanto falta. Para o Brasil, espera-se que haja uma grande reformulação - embora acho pouco provável, já que os dirigentes da CBF se sentem satisfeitos com o trabalho de Felipão. Para os fãs do futebol, como eu e muitos de vocês que me leem aqui, resta apenas conferir a partida final, entre Alemanha e Argentina. É o jogo que falta para concluir a melhor Copa de todos os tempos. Após isso, ficará a saudade, pois só veremos jogos da maior competição de futebol daqui a quatro anos, em 2018, na Rússia.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Melhor Copa da história encerrará em grande estilo

Argentina vence a Holanda nos pênaltis e está na final da Copa do Mundo
Será a Argentina a outra finalista da Copa do Mundo de 2014. A seleção albiceleste conquistou a vaga para a grande decisão após eliminar nos pênaltis a Holanda, por 4 a 2, após um sonolento 0 a 0. De qualquer forma, os argentinos são merecedores da vaga. Se chegaram até a final, mesmo com atuações que não encheram os olhos de todo mundo, foi por mérito de terem um time entrosado, que soube atacar até encontrar o gol, e se defender bem para evitar que o adversário marcasse. Argentina e Alemanha farão no domingo, pela terceira vez na história, a decisão do Mundial de 2014, que segue sendo a melhor Copa de todos os tempos.
Seleção alemã reestruturou seu futebol, e chega à decisão em busca de seu tetracampeonato

Passado o trauma da eliminação brasileira, é importante lembrar que esta competição ainda não acabou. Alemanha e Argentina foram melhores que o nosso time, e a equipe que será campeã  conquistará o título por puro merecimento. Se os alemães vencerem, será o prêmio para uma geração que aprendeu com a derrota da Copa de 2002. Após o trauma, a Alemanha formou uma nova geração jovem, criando milhares de centros de treinamento em seu país, e reestruturou a Bundesliga, que hoje é o campeonato de futebol com maior média de público do planeta, que supera os 40 mil por partida. A única coisa que falta para o atual futebol alemão é um título, e que poderá chegar se jogar da mesma forma que golearam o Brasil.
Lionel Messi é o líder da equipe da Argentina, que volta a uma final depois de 24 anos

A seleção argentina conta com um time entrosado, e que conta com grandes talentos individuais. Além de Messi, a Argentina tem outros destaques como Higuaín, Lavezzi, Mascherano, Aguero e Maxi Rodríguez. O time pode não ter feito grandes atuações até agora, mas se está na final, é porque superou seus adversários. Messi, que tem quatro gols nesta Copa, já ganhou tudo com a camisa do Barcelona, mas pela seleção de seu país ainda não conquistou um título. Talvez o Maracanã, onde marcou seu primeiro gol neste Mundial, seja o palco de sua consagração com a Argentina.

Na final de 1986, a Argentina de Maradona derrotou a Alemanha, e se tornou bicampeã do mundo. Quatro anos mais tarde, em 1990, foi a vez dos alemães vencerem a Copa contra os argentinos, com nomes como Lothar Matthäus e Jurgen Klinsmann. Em 2014, a decisão entre estes times ocorrerá pela terceira vez. Independente de quem vencer, a melhor Copa do Mundo da história terminará em alto nível. Que seja um grande jogo.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Fomos otimistas demais

Vitória alemã por 7 a 1 é o maior vexame da história da Seleção Brasileira

Talvez a coisa mais fantástica de ser torcedor, é a de poder acreditar na vitória de seu time sob qualquer hipótese, não importando se a equipe da gente é a melhor de todas, ou se é um time fraco. Como brasileiro, torci pela Seleção em todos os jogos, e acreditei a todo momento que o nosso país poderia ser campeão. Eu estava otimista como um legitimo torcedor, até demais.

A derrota esmagadora sofrida pela Alemanha por 7 a 1, na maior goleada já sofrida pelo Brasil em toda a sua história, foi o pior choque de realidade possível que a Seleção poderia sofrer ao saber que não será mais campeã mundial em 2014. Sabíamos que não éramos os favoritos diante dos alemães, mas jamais esperávamos que seríamos tão humilhados no nosso terreno, e em um jogo tão decisivo.
Fernandinho lamenta um dos gols sofridos
Agora, com frieza, podemos ver onde esta Seleção errou. O maior deles não tem nenhum culpado. Estamos com uma geração ruim de jogadores. E já faz tempo. Em 2002, o Brasil foi campeão do mundo, ganhando da própria Alemanha, mas pouco se fez para que, no futuro, novos jogadores de talento surgissem para suprir às futuras saídas de Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho. Tanto que, em 2006, com boa parte do time pentacampeão em seu elenco, o Brasil teve atuações modestas, e foi eliminado para a França. Ali, se falou pela primeira vez em renovação. Mas que renovação? Armaram um time mais jovem, com menos reforços talentosos, e o resultado também foi uma eliminação na Copa do Mundo, desta vez para a Holanda, em 2010.

Passado o trauma dos 45 minutos que tiraram o Brasil do mundial da África do Sul, houve o mesmo discurso de renovação, mas de forma ainda mais drástica. Jovens jogadores foram testados em inúmeras partidas e formações diferentes. Muitas promessas ditas em 2010, hoje jogam em times médios da Europa, ou vivem de atuações regulares jogando no Brasil. Salvas algumas exceções, como Neymar, Thiago Silva, David Luiz e Oscar, não criamos jogadores bons a ponto de fazer com que a equipe jogasse entrosada para ser mais competitiva.

Nos últimos quatro anos, vimos Mano Menezes fracassar no comando da Seleção; o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, renunciar ao cargo sob suspeitas de corrupção na entidade; e o retorno de Felipão para evitar um vexame ainda maior nesta Copa (se bem que duvido que fosse possível acontecer algo pior). O Brasil teve bons momentos com o treinador, como o título da Copa das Confederações, voltando a vencer times campeões mundiais. 

Mas Copa do Mundo é uma competição muito maior que a Copa das Confederações. Além disso, o time não apresentou nenhuma melhora tática de um ano para cá, como que se, de alguma forma, o Brasil fosse conquistar a Copa com a mesma facilidade que ganhou a competição do ano passado. 
Schürrle comemora um de seus dois gols, calando o estádio do Mineirão

Já no mundial do Brasil, a preparação da Seleção foi longe de ser exemplar. A tal "ousadia e alegria" dita como lema do elenco brasileiro não existia. O time brasileiro ficou escondido na Granja Comary, em Teresópolis (RJ) e pouco aparecia publicamente - exceto quando algum torcedor driblava a segurança e invadia o treino, lembrando a vergonhosa preparação da Copa de 2006, em Weggis, na Suíça. Essa preparação mascarada deixava o time muito distante da torcida, trabalhando de uma forma completamente diferente da de Holanda e Alemanha, que ganham, de longe, o título de seleções mais carismáticas entre os torcedores desta Copa, com jogadores que iam para a praia, e usavam camisas dos times brasileiros - como Schweinsteiger e Podolski.

Mas entre uma atuação e outra, tivemos um gol contra, e graves falhas defensivas que resultaram em gols para adversários, além do dramático clima de choro antes da decisão nos pênaltis contra o Chile. Mas nenhum problema envolvendo o time brasileiro foi tão grave em questões psicológicas quanto a lesão de Neymar. Foi a prova na cara dura de que o Brasil depende, e muito, do nosso camisa 10. Ele não havia ido muito bem diante do Chile e da Colômbia, mas sua ausência causou um clima de comoção tão intenso, que a impressão que dava era de que o jogador tinha morrido. Felipão não soube o que fazer sem Neymar, o único jogador diferenciado no ataque brasileiro. O resultado foi um apagão inacreditável no primeiro tempo contra a Alemanha, que culminou com o pior jogo realizado na história da Seleção. Não que com o atacante e Thiago Silva (que estava suspenso) o Brasil não perderia para os alemães, mas certamente o resultado poderia ser menos pior do que foi.

De todas as eliminações ocorridas, esta foi tão traumática que é impossível colocar as culpas em uma única pessoa. Foi um erro coletivo, de dezenas de pessoas, que fez o país passar por tal vexame. Quanto ao time, teremos de ter fé que possamos encontrar por aí algum ser extraordinário que saiba ser talentoso jogando futebol, para fazer a Seleção voltar a impor respeito aos seus adversários. Uma grande reformulação precisará ser feita após o depressivo jogo da decisão do terceiro lugar, no sábado, passando pelos jogadores, pelo técnico - seja lá quem for assumir - e até pela presidência da CBF. Se ficar do jeito que está, o hexacampeonato não virá na próxima Copa, em 2018, na Rússia, e pode demorar ainda mais.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Que a força de uma nação esteja com a Seleção

Brasil enfrenta a Alemanha nesta terça pelas semifinais da Copa
Um dos jogos mais dramáticos de todos os tempos da centenária história da Seleção Brasileira está para acontecer. Em algumas horas, o Brasil voltará a campo para enfrentar a Alemanha, em um duelo que promete fortes emoções, e que não será nada fácil para a nossa Seleção.

O mundo que está repercutindo a Copa em nosso país aponta o Brasil como o não-favorito a vencer os alemães. A Seleção estará sem Thiago Silva, suspenso, e sem Neymar, que fraturou uma vértebra e está fora do restante do mundial. A Alemanha vem com um time bem entrosado, e que busca manter a posse de bola, na espera de uma chance para atacar. Apesar disso, nos mata-matas, não avançaram com grandes atuações, com uma dramática vitória sobre a Argélia, e com uma vitória simples contra a França.

Meu lado torcedor entende a opinião da grande imprensa mundial. Para o Brasil, é até melhor não ter todo esse favoritismo. É claro que a Seleção quer ganhar a Copa em sua casa, mas a partida em Belo Horizonte será jogada com menos pressão psicológica pela classificação à final. Além disso, já vimos em várias Copas do Mundo, inclusive nesta, um favorito cair diante de uma equipe que aparenta estar enfraquecida.

Vamos a um exemplo. Em 2002, Brasil e Alemanha fizeram a primeira e única partida em Copas do Mundo, justamente na final. A Seleção Brasileira, também treinada por Felipão, foi para o mundial da Coreia do Sul e do Japão com uma equipe que quase foi desclassificada ainda nas eliminatórias. Além disso, o Brasil vivia sob a desconfiança de ter em seu elenco Ronaldo Fenômeno, que se recuperava de uma grave lesão no joelho, que o afastou do futebol por cerca de um ano e meio. Mesmo não sendo considerado um time favorito antes do mundial, o Brasil foi lá e venceu a Copa, em que o próprio Ronaldo brilhou, com a soma do talento de outros destaques como Rivaldo, Ronaldinho e Kleberson.

Em 2002, Brasil de Ronaldo conquistou a Copa ao derrotar a Alemanha

Voltando a partida na capital mineira, acredito no potencial do técnico Felipão para montar um esquema ideal para compensar a ausência de Neymar. Cabe lembrar que o Brasil tem um bom time, e fazendo alguns ajustes, é possível jogar de igual para igual com os alemães, e quem sabe derrotá-los. A Seleção já jogou bem sem o Neymar, e foi na própria partida contra a Colômbia, onde ele teve uma atuação discreta antes de ser atingido por Zuñiga, para não voltar mais à Copa.


Sabemos que será difícil, mas o resta a torcida brasileira é acreditar que é possível sim. Enquanto tiver chances, enquanto tiver jogo e enquanto o árbitro não der o apito final, resta a nação apoiar o time até o fim, seja no estádio ou pela televisão. Uma coisa é certa: se o título não vier, não será por falta de luta. Mas enquanto houver luta, ainda há esperanças de que o Brasil pode levar o hexa.

sábado, 5 de julho de 2014

Jogos de alto nível são esperados no final da Copa do Mundo

Holanda de Tim Krul conquista nos pênaltis a vaga para as semifinais da Copa
Brasil, Alemanha, Argentina e Holanda, serão estes os quatro semifinalistas da maior Copa do Mundo de todos os tempos. Três destes times já conquistaram o mundial por pelo menos duas vezes, e a equipe que ainda não foi campeã tem o melhor desempenho histórico entre os times que nunca venceram a competição. Em todas as Copas que vi, nunca houve jogos das semifinais com um nível tão alto como agora. Emoção será o que não vai faltar.

Em jogo de pouca emoção, Argentina vence Bélgica e se classifica
Neste sábado, vimos as classificações de Argentina e de Holanda, que farão a outra semifinal da Copa. Os argentinos ganharam da Bélgica por 1 a 0, em uma partida de futebol técnico fraco e nada emocionante. Higuaín marcou o gol logo no começo do jogo, com os argentinos atacando muito pouco. Por outro lado, o time belga, tratado antes desta Copa como a provável surpresa da competição, pouco fez, e não causou sustos à defesa hermana. A Argentina volta a uma semifinal de Copa do Mundo após 24 anos, e terá seu maior desafio diante da Holanda, já que até agora a equipe de Messi e companhia ainda não enfrentou um adversário à altura de seu favoritismo.

A Holanda, por sua vez, já teve grandes desafios, e passou para às semifinais após uma dramática semifinal com a Costa Rica, esta sim, a maior surpresa da Copa, e quem sabe de todas as outras. Ambas as equipes fizeram uma partida emocionante, onde os goleiros foram o destaque. Cillessen, para a Holanda, e Navas, para a Costa Rica, fecharam o gol, a ponto de que o placar terminasse em 0 a 0, após 120 minutos de jogo. Mas ainda teve um terceiro goleiro que foi o destaque neste duelo. O técnico holandês Louis Van Gaal teve ousadia (para não falar palavrão) e tirou Cillessen de campo aos 15 minutos do segundo tempo da prorrogação, para a entrada de Krul, que, nos pênaltis, defendeu duas cobranças, e foi determinante para levar a Holanda para às semifinais.

O time costarriquenho, voltará para casa orgulhoso. O goleiro Navas sofreu apenas dois gols, e seu país tem a melhor defesa desta Copa (nenhuma equipe terá como sofrer menos gols que a Costa Rica). Além disso, os "Ticos", como são conhecidos, encerram sua melhor campanha em mundiais com vitórias expressivas diante de Uruguai e Itália, além de um empate com a Inglaterra na primeira fase. E nos mata-matas, eliminaram a Grécia nos pênaltis e seguraram este empate com a Holanda, que era a equipe mais forte contra quem jogaram. A façanha da Costa Rica ficará marcada para sempre na história das Copas do Mundo.
Keylor Navas, da Costa Rica deixa a Copa do Mundo como o melhor goleiro da competição
Agora com os semifinalistas definidos, não tenho mais dúvidas de que esta Copa no Brasil é a melhor de todos os tempos. Diferente de outros mundiais, não temos somente um favorito entre os quatro melhores. Todos avançaram por terem feito o seu melhor, e merecem estar entre os melhores países do mundo. Esta Copa está tão boa que é uma pena que já está acabando. O que resta agora é curtir intensamente a competição, pois a próxima será só daqui a quatro anos.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Os protagonistas, o vilão e o mártir: os personagens de Brasil x Colômbia

Autor de um dos gols, David Luiz foi o melhor em campo. James Rodríguez deixa a Copa como artilheiro, com seis gols
Brasil e Colômbia realizaram nesta tarde um bom jogo. A classificação brasileira para as semifinais veio com um grande jogo realizado pela Seleção, que venceu por 2 a 1. Uma vitória categórica, na melhor atuação do time de Luiz Felipe Scolari, cheia de personagens emblemáticos.

Quando comecei a desenvolver este texto, eu já sabia que Neymar foi cortado por uma fratura na terceira vértebra, devido a entrada dura que o colombiano Zuñiga fez no atacante brasileiro. Uma perda lamentável, e talvez irreparável para o time do Brasil, que terá, na terça-feira, uma difícil partida contra a Alemanha, pelas semifinais da Copa. Resta saber como o time vai se comportar para o confronto, e verificar quem poderá ser a melhor opção para que o Brasil não perca sua qualidade ofensiva.
Neymar saiu de campo carregado por médicos, e foi direto para o hospital de Fortaleza

Ficamos agora no aguardo do que haverá de punições para Zuñiga por tal ato. Durante o jogo, o árbitro espanhol Carlos Velasco não puniu o colombiano no lance. Recentemente acompanhamos o caso de Luis Suárez, que mordeu o italiano Chiellini, e foi suspenso por nove jogos oficiais pelo Uruguai, além do afastamento de quatro meses de qualquer atividade profissional. A punição se deu com imagens de TV que comprovam o ato, já que o atacante uruguaio também não foi punido nesse lance. É claro que uma mordida é uma atitude anti-desportiva que merece uma punição devida, mas a lesão ocasionada por Zuñiga em Neymar foi muito mais grave. Dependendo de onde fosse a fratura, o camisa 10 do Brasil poderia ter complicações ainda piores, que talvez pudessem deixar o jogador brasileiro sem condições de jogo por muito mais tempo, ou até mesmo encerrar com sua carreira. Seria o caso da FIFA rever o lance, e aplicar uma punição que sirva de exemplo, para que jogadas como essa sejam evitadas.

Sobre a partida, o Brasil teve o seu melhor desempenho nesta Copa. A defesa, que por vezes foi instável, ganhou um reforço, com a chegada de Maicon no lugar de Daniel Alves. O meio-campo funcionou, sendo uma boa articulação com o ataque. Tudo bem que os dois gols do Brasil foram marcados por zagueiros (Thiago Silva fez o primeiro gol e David Luiz marcou o segundo), mas a movimentação de todo o time já foi bem melhor do que no jogo contra o Chile.
O gol de David Luiz foi marcado após um belo chute, em uma falta

O Brasil enfrenta nas semifinais da Copa a Alemanha, que ganhou da França por 1 a 0. Além de Neymar, a Seleção também terá o desfalque de Thiago Silva, que está suspenso. Será um duelo duro, e quem vencer, será a primeira equipe a jogar oito finais de Copa na história. Mesmo com as ausências, talvez o Brasil encontre alguma forma de avançar para a decisão. Será o jogo mais difícil da Seleção, mas o duelo com a Colômbia foi a prova de que é possível jogar bem sem depender do Neymar, que apareceu pouco na partida. Se a equipe jogar como jogou nesta sexta, é possível sonhar com a ida à final.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Taça da Copa cada vez mais próxima de ter um novo dono

Chegou a hora de perceber algo importante da realidade atual. A Copa do Mundo está acabando. Estamos há poucos dias de conhecer o próximo campeão do mundo, mas já bate aquela tristeza de que restam apenas oito partidas para que chegue ao fim o maior evento esportivo do planeta. Oito também é o número de sobreviventes no mundial. Aproveitando a deixa de que, até sexta, não vai ter Copa (pelo menos por uns dias os black blocs acertaram), eu publico por aqui uma análise do que pode ocorrer em cada uma das quatro partidas destas quartas de final.

França x Alemanha - 04/07 - Rio de Janeiro


O duelo entre franceses e alemães será o primeiro das quartas de final desta Copa, e também o primeiro jogo entre campeões mundiais na fase de mata-mata. Ambas as equipes foram bem na primeira fase, mas tiveram dificuldades para superar Nigéria e Argélia, respectivamente, nas oitavas. Quem vencer esta partida certamente poderá ser cotado como um dos favoritos ao título.

Brasil x Colômbia - 04/07 - Fortaleza


De um lado, o país sede que avançou de forma dramática, e do outro, a única equipe que chega a seu quinto jogo na Copa sem ter passado por nenhuma dificuldade. Brasil e Colômbia tem tudo para ser um duelo movimentado, com grande movimentação ofensiva e que pode ter vários gols. O time do Brasil pode vir com muitas alterações, a começar pelo esquema tático, resta saber se estas mudanças virão a fazer efeito contra os cafeteiros, que vieram para esta Copa com o melhor time de todos os tempos, mesmo sem Falcão García. Será duro para a Seleção, mas se a Colômbia passar, poderemos ter uma grande surpresa como campeã do mundo.

Argentina x Bélgica - 05/07 - Brasília


A Argentina fez uma grande primeira fase, mas se classificou para as quartas de final após uma dramática vitória sobre a Suíça, ao final da prorrogação. A Bélgica também venceu seus três jogos iniciais, só que não encantou o público como era prometido. Porém, nas oitavas, fizeram um grande jogo contra os Estados Unidos, e estão entre os oito melhores países do mundo. Este jogo tem potencial para ser mais um daqueles dramas para os hermanos, que estão há 24 anos sem chegar a uma semifinal de Copa.

Holanda x Costa Rica - 05/07 - Salvador




Encerrando sua participação na Copa, Salvador, a capital das goleadas, recebe Holanda e Costa Rica. A Laranja Mecânica vem com um futebol que busca o contra-ataque para chegar ao caminho do gol, e também está com 100% de aproveitamento sem a necessidade de prorrogação, assim como a Colômbia. O confronto das quartas de final poderia ser fácil, se a Costa Rica não fosse a grande surpresa do mundial. A equipe da América Central já fez história, eliminando Itália e Inglaterra, e deixando o Uruguai em segundo em seu grupo, mas se eliminar uma das grandes forças da Copa, sua história de superação será ainda mais impressionante.

Ainda teremos mais um dia sem Copa do Mundo, mas eu lhes garanto que a espera valerá a pena. A melhor Copa de todos os tempos não perderá sua graça agora, ainda mais que estamos chegando nos momentos decisivos.