27-06 Tamara, Bruno, Luis, Ruan e Jorge by @resenhaESP
Aqui mais uma edição do Resenha Esportiva. Houve outras duas edições anteriormente, mas acabei não publicando. Neste programa, falamos da dupla Gre-nal, do título do Santos na Taça Libertadores, e também fizemos nossos palpites sobre a Copa América, que começa nesta sexta-feira. A equipe do programa é composta por mim, Bruno Colombo, Luis Sperb, Tamara Knewitz e Jorge Boruszewsky. Confiram a íntegra do Resenha Esportiva desta segunda.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
O ressurgimento do futebol uruguaio
Por muito tempo, me acostumei a ver a seleção uruguaia de futebol, e os times deste país, a fracassar em competições internacionais. Na Libertadores, os times do Uruguai sequer chegavam à final nos últimos anos da competição em que o país conquistou oito vezes. Nas Copas do Mundo, a seleção nacional sequer passava da fase de grupos, isso quando conseguia a classificação para o torneio. Mas isso tudo mudou depois do dia 2 de julho do ano passado, no momento em que Luis Suárez (foto) fez a salvadora “defesa”, que culminou com sua expulsão, no último minuto da prorrogação de Uruguai e Gana, garantindo a classificação posteriormente, nos pênaltis, para a semifinal da Copa do Mundo. A partir dali, a maré de azar dos nossos vizinhos do Sul foi embora. Vejam as incríveis façanhas realizadas pelo futebol uruguaio desde aquele fatídico jogo no Soccer City, na África do Sul.
Após a classificação improvável (a grande maioria dos jornalistas opinava que o Uruguai sequer passaria da primeira fase), o seleção uruguaia jogou contra a Holanda pelas semifinais. Tiveram a oportunidade de vingar a eliminação brasileira para a Laranja Mecânica, mas foram derrotados pelo placar de 3 a 2. No final da Copa, os uruguaios alcançaram a quarta posição, mas para uma nação bicampeã mundial era como um título, já que a grande maioria da população não viu seu país conquistar a principal competição do futebol por duas vezes (ganharam em 1930 e 1950), e também o Uruguai não disputava as semifinais de uma Copa havia 40 anos.
Essa raça do futebol uruguaio ganhou força também nas categorias de base. No início do ano, o Uruguai foi vice-campeão do Campeonato Sul-Americano Sub-20. A importância do feito não foi o fato de que o título não veio, mas sim que o vice-campeonato da categoria garantiu. A vaga para disputar os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Essa classificação não vinha desde 1928, quando ganharam o segundo título olímpico, e ganharam o apelido de Celeste Olímpica.
E depois de tudo isso, agora o Uruguai tem a grande chance de vencer a principal competição sul-americana depois de 23 anos. O Peñarol, que já conquistou a América cinco vezes, garantiu ontem (na foto a comemoração de Mier, autor do gol da classificação) a vaga para a final, em um jogo dramático contra o Vélez Sarsfield, da Argentina. “Los Carboneros”, como são chamados, perderam por 2 a 1, mas por terem vencido em casa por 1 a 0 garantiram a classificação para a final. Ninguém dava o Peñarol como favorito na Libertadores, pois nos últimos anos a equipe passou por uma séria crise. Já eliminaram o Independiente, que é o maior campeão da Libertadores, com sete triunfos, o Internacional, atual campeão, vencendo a equipe colorada com o Estádio Beira-Rio lotado, Universidad Católica e agora o Vélez. Na final vão encarar o Santos, que tem um bom elenco, mas o Peñarol tem a raça uruguaia que cresceu no último ano, e isso pode fazer a diferença na decisão.
O Uruguai está com tudo, não só a seleção nacional, mas os times do país estão mostrando que podem voltar a ser grandes como eram antigamente. Já estão na final da Libertadores com o Peñarol, e em julho tem a Copa América na Argentina. O ressurgimento começou há um ano, e tem muita coisa por vir ainda. Os uruguaios poderão ter mais motivos para comemorar, e deixar de vez de ser apenas um país coadjuvante neste esporte tão apaixonante como é o futebol.
Fotos: Globoesporte.com
quinta-feira, 2 de junho de 2011
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