segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Uma puxão de orelha bastou, e o Brasil faz uma excelente segunda-feira

De desconhecido a campeão olímpico - Arthur Zanetti faz história para o Brasil
(foto: Reuters)
Ontem mesmo eu chutei o balde com todo o nosso desempenho nos Jogos Olímpicos de Londres. Não sei se algum atleta leu o post anterior, mas ele foi o puxão de orelha que faltava, e o Brasil foi grande nesta segunda-feira.
A rotina árdua de um estudante de Jornalismo que concilia trabalho e aulas não me permitiu acompanhar os jogos nesta manhã pela TV. Aí, de repente, eu ligo o rádio para saber o que de importante terá com o Brasil nas Olimpíadas, e as primeiras palavras que ouço foram: ladies and gentleman, we now hear the national anthem of Brazil" (como eu tenho amigos que acessam esse blog dos Estados Unidos e Inglaterra, não irei traduzir, em respeito à este público). Imediatamente eu vibrei porque eu sabia que era o hino nacional da medalha de ouro.
E foi mesmo. Arthur Zanetti conquistou o ouro na final da ginástica artística, na final por aparelhos, nas argolas. Foi a primeira medalha que o país recebe nesta modalidade. Uma conquista surpreendente, mas perfeita. Sem a pressão da mídia e da população, Zanetti fez história, e já é o maior ginasta brasileiro da história. Este cara nos trouxe a medalha que outras promessas conquistaram, e isso já é um alívio.
Boxe de Esquiva Falcão (de azul) está com duas medalhas garantidas
(foto: AFP)
Para completar o belo dia brasileiro, já temos duas medalhas garantidas no boxe, esporte que não conquistávamos nada desde 1968, com Servilho de Oliveira. Os atletas Esquiva Falcão e Adriana Araújo venceram seus adversários com convicção, e garantiram presença nas semifinais. Como no esporte os perdedores das semifinais já garantem bronze, é certo que vamos subir ao pódio neste esporte, e duas  vezes.
Entre os feitos sem medalha, meu momento predileto foi a vitória do time de basquete masculino sobre a Espanha, por 88 a 82, depois de perder por três quartos da partida, a seleção comandada por Varejão, Nenê, Tiago Splitter, Marcelinho e outros, virou o jogo, e conquistou a melhor vitória desta primeira fase. É verdade que o time agora vai pegar uma pedreira, a Argentina, país do técnico Ruben Magnano, mas esse time é tão espetacular, é tão incrível, que é impossível de não acreditar em vitória. Eu voltei a acreditar no basquete brasileiro ao ver estes caras. Mesmo sabendo das dificuldades de conquistar uma medalha, é o time que mais está dando orgulho nestas Olimpíadas.
Os outros bons resultados saíram no vôlei. Na quadra o time masculino venceu a Alemanha por 3 sets a 0. Pena que na praia só uma dupla masculina avançou às semifinais. Emanuel e Márcio são agora nossos únicos representantes na categoria. No feminino, ainda podemos depositar nossa confiança à Juliana e Larissa, que estão também nas semifinais.

Depois de nove dias em queda, o Brasil subiu algumas posições no quadro de medalhas. Agora estamos em 22°. Tá, não é ainda a posição preferida, tá longe de alcançar o Cazaquistão, mas depois de tantas quedas, subir um pouco sempre é bom não acham? Ainda podemos subir mais, pois poderemos levar mais um monte de medalhas, quem sabe umas três ou quatro de ouro. Amanhã temos as semifinais do vôlei de praia; o jogo decisivo do time de futebol contra a Coreia do Sul; o duro duelo no vôlei feminino contra a perigosa Rússia; no handebol feminino também tem um jogo complicado, contra a Noruega. Será um dia intenso, e espero que todos estes resultados venham para o Brasil, para não entristecer meu dia que gostaria que fosse especial.

domingo, 5 de agosto de 2012

Continuamos piores que o Cazaquistão nas Olimpíadas

Fabiana Murer põe a culpa no vento por sua desistência
(foto: AP)
Com um ouro, uma prata e cinco bronzes o Brasil está na belíssima 29ª posição no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos. Um resultado horroroso para toda a nação que esperava por um lugar melhor diante dos maiores do mundo. É triste o que está acontecendo, mas apenas mostra que o nosso esporte como um todo é muito mal investido. A comparação no título com o Cazaquistão é porque este país do leste europeu tem no geral uma medalha a menos que o Brasil. Porém, todas as seis medalhas que conquistaram foram de ouro, e eles estão lá na sétima colocação felizes e saltitantes.
As grandes potências esportivas como Estados Unidos e China, que estão se engalfinhando pela liderança geral, possuem um grande poder econômico. Por causa disso elas se tornam um grande centro de revelações em todas as modalidades. Desde criança os habitantes destes países são testados e definidos em quais modalidades deverão competir de fato. Coisa que por aqui não vemos.
Nosso país está crescendo economicamente, mas falta um incentivo decente ao esporte. Sempre é bom lembrar, daqui a quatro anos as Olimpíadas serão aqui, no Rio de Janeiro. Tá na hora de começar a melhorar nosso desempenho em Olimpíadas. Por enquanto estamos descendo na situação geral, e não estamos no nosso auge.
É claro que vale comemorar o nosso último bronze, na vela, com Robert Scheidt e Bruno Prada, na classe star, mas é muito pouco subir ao pódio durante oito dias apenas por conquistar a terceira colocação. Sei que não dá para esperar muita coisa do jeito que está, mas é duro torcer tanto pra ter tão pouco resultado.
Para complicar ainda mais nossa situação geral, ontem tivemos o maior fracasso da história recente do Brasil em Jogos Olímpicos, com a esperança fake de medalha, a atleta do salto com vara Fabiana Murer. Eu não consigo acreditar que ela desistiu de saltar por causa do vento. Se o vento realmente fosse um vilão, todas as outras competidoras deveriam desistir também, não acham? Outra coisa, como que uma atleta experiente e campeã mundial desiste da chance da sua vida por um motivo tão besta? Se eu fosse essa pessoa, eu iria para a competição mesmo se chovesse canivete, pois estaria representando meu país. Você pode não ganhar medalha mas pode demonstrar um pouco de garra e espírito esportivo. Pior que você ser o último em uma Olimpíada, é você desistir e decepcionar uma nação inteira. 
Apesar de todo o drama, ainda dá para torcer por bons resultados. O Brasil está nas semifinais do futebol, e no vôlei de praia tem três duplas ainda vivas na disputa. Nas quadras, os times masculino e feminino passaram de fase e continuam favoritos. Tem o time feminino de handebol nas quartas de final, e três boxeadores estão a uma luta de uma medalha. Pelo amor de Deus, se não levarmos pelo menos mais um ouro com tantas possibilidades, esta edição das Olimpíadas será mais uma para se esquecer.

sábado, 4 de agosto de 2012

Brasil sofre mas avança às semifinais

Com dois gols, Leandro Damião foi o grande destaque da partida
(foto: AP)
Pelo menos no basquete foi mais tranquilo, onde o Brasil venceu com folga a China. A Seleção Brasileira sofreu de forma assustadora contra o fraco time de Honduras, nas quartas de final do torneio olímpico de futebol masculino. Apesar disso, o time de Mano Menezes venceu por 3 a 2, mesmo ficando duas vezes atrás no placar, e contou com a sorte em vários momentos para conquistar a vaga às semifinais.
Não deu nem para se empolgar com o jogo que Honduras já marcou o primeiro gol, com Martinez, aos 12 minutos. A defesa do Brasil continua ruim e levando gols com facilidade. O ataque brasileiro deu uma melhorada. Neymar deixou o individualismo exagerado e deu bons passes no primeiro tempo. Mesmo assim ele não participou do primeiro gol, marcado por Leandro Damião, de carrinho, para empatar a partida. É verdade que também contamos com a sorte, pois um jogador hondurenho foi expulso.
Apesar disso, o Brasil ainda não conseguiu se destacar, e levou o segundo gol no início do segundo tempo, com Espinoza, por volta dos dois minutos. A virada brasileira veio com a sorte do pênalti que Leandro Damião sofreu, e Neymar empatou novamente a partida para o Brasil. A virada veio com um belo gol do atacante do Internacional, após receber o passe do próprio Neymar, ele chutou forte para que o goleiro adversário não pudesse alcançar. Mesmo após a virada, o jogo continuou dramático até o fim. Além disso os hondurenhos estavam tão assustados que tiveram mais um expulso ao final da partida. Somente após o apito final é que o país inteiro pode comemorar o resultado.
Agora é esperar pelo próximo adversário. Será o vencedor entre Grã-Bretanha e Coreia do Sul. Venha quem vier, a Seleção Brasileira não pode jogar como hoje, quando passamos um sufoco de uma equipe que deveríamos ter goleado.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Com um grande delay, o resumo do dia nos Jogos Olímpicos

Pessoal, como vocês perceberam, estou publicando diariamente sobre os Jogos Olímpicos de Londres, mostrando os destaques positivos e negativos do nosso país. Além de mostrar também coisas interessantes que rolaram com os outros países.  Porém, ontem não consegui tempo para realizar um texto sobre o que aconteceu de mais importante com nosso país.
O judô brasileiro nos proporcionou mais uma alegria, ao garantirmos a medalha de bronze com a judoca gaúcha Mayra Aguiar. Infelizmente o feito da atleta não nos levantou no quadro de medalhas, mas quanto mais pódios conquistados, melhor para nosso país. As decepções de ontem não irei me estender, pois a minha intenção é fazer um texto curto para este dia. Os maiores destaques negativos foram no basquete masculino, onde o Brasil quase venceu a Rússia, e perdeu por um ponto faltando quatro segundos para o final. Outra situação de quase foi com Thiago Pereira, que chegou em quarto nos 200 metros medley.
Sem me estender mais, hoje terei mais folga à noite para postar algo detalhado sobre o dia brasileiro em Londres. Já é sabido que conquistamos uma medalha de bronze no judô, a quinta do país nestas Olimpíadas. Detalharei mais sobre isso mais tarde. Fiquem ligados!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Infelizmente a medalha não veio também nesta quarta

Parece rotina, mas infelizmente aconteceu. O Brasil não ganhou nenhuma medalha nesta quarta-feira. É do esporte, alguém tem que vencer e outros muitos perder. Dá pena para os nossos atletas que eram esperanças de pódio e não conquistaram medalha.
Nem Cesar Cielo conseguiu ajudar o Brasil a subir no quadro de medalhas. Na final dos 100 metros livre ele começou muito bem, virando a marca dos 50 metros na frente. Porém, na segunda metade da prova, a disputa ficou muito parelha, e sobrou para o brasileiro apenas o sexto lugar. Dureza para quem torceu pelo ouro, mas é naquelas, o cara é humano, e já é um dos melhores do mundo. A prova dele é a dos 50 metros, aí o resultado pode, e deve, ser diferente.
Outro destaque negativo foi o de Thiago Camilo, no judô. Ele era favorito a conquistar o ouro, mas foi derrotado na semifinal e na repescagem, e nem bronze conseguiu levar. Porém o país pode reascender as esperanças de medalha amanhã, com a gaúcha Mayra Aguiar. Ela é a primeira no ranking mundial, portanto é a favorita ao ouro. Vamos torcer para que ela venha de fato.
Ainda completando as tragédias, os times femininos do basquete e do vôlei também perderam nesta quarta-feira para Austrália e Coreia do Sul, respectivamente, e se complicaram na disputa pela vaga na próxima fase. Tudo pode melhorar, mas não sabemos quando nem como.
O lado bom do dia veio no vôlei de praia, de novo, onde o Brasil segue 100% de aproveitamento. Caso as duplas brasileiras não tenham que se enfrentar até antes das semifinais, o Brasil pode ter a chance de conquistar quatro medalhas na modalidade, no masculino e feminino. Também tivemos a vitória da seleção feminina de handebol sobre a Grã-Bretanha, por 30 a 17, mantendo-se muito bem, e alimentando as esperanças dos Brasileiros. Thiago Pereira, que foi prata no sábado, está na final dos 200 metros medley, e se classificou em quarto, além da classificação às quartas-de-final do futebol masculino. E é justamente pelo lado bom que ainda podemos acreditar que o Brasil vai levar mais medalhas nos próximos dias, e subir da décima sétima colocação ao final do dia. Não vamos passar vergonha ao final destes Jogos Olímpicos.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Nova Zelândia não faz a "Haka" e perde para o Brasil por 3 a 0

Brasil segue 100% no futebol
(foto: Reuters)
Para quem não entendeu coisa nenhuma do título deste texto eu já explico. A "Haka" é uma dança tribal presente na cultura neozelandesa. Mas o que isso tem a ver com o esporte? O time de rugby da Nova Zelândia costuma realizar esta dança (imagem abaixo) antes de cada partida. Os "All Blacks" costumam dizer que 50% das partidas que vencem é por causa da dança, a outra metade é por puro talento de um dos melhores times de rugby do mundo.
Como esta dança não foi disseminada aos outros esportes, o time de futebol masculino do país levou uma surra do Brasil. Nossa seleção venceu por 3 a 0, com gols de Danilo, Leandro Damião e Sandro. Com o resultado o time de Mano Menezes alcança a vaga para as quartas de final do Torneio Olímpico de futebol masculino com 100% de aproveitamento. Nosso próximo adversário será o time de Honduras, que se classificou em segundo no grupo D.
A "Haka" é uma marca do time de rugby da Nova Zelândia
(foto: divulgação)
Eu não tenho muito o que falar da partida. Me restou apenas a ouvir o jogo pelo rádio, mas deu para perceber uma evolução do time brasileiro. O goleiro Neto não foi o titular, e Gabriel assumiu o posto e trabalhou bem, quando foi preciso. Oscar e Hulk foram poupados por opção do treinador, e tivemos também a baixa do meia Paulo Henrique Ganso, que só para variar, está lesionado.
Agora a possibilidade de derrota é impensável. Para as quartas de final, o Brasil vai encarar uma equipe que eliminou a Espanha na primeira fase. Sei que Honduras não é lá essas coisas, mas a Bielorússia também incomodou, e todo cuidado é pouco. Confesso que o nome dos adversários me assusta, pois em 2001, a Seleção Brasileira cometeu a façanha de ser eliminada pelos hondurenhos na Copa América. É bom Mano Menezes e a gurizada vencerem, pois uma derrota pode custar o maior fracasso brasileiro nestes Jogos Olímpicos.
Mais tarde (ou no fim da noite) faço aquele resumão do dia, e espero que o título da próxima postagem seja o ouro de César Cielo, nos 100 metros livre da natação. Esta prova será às 16h16, com a pontualidade inglesa. Vamos ver no que vai dar e torcer muito para que não encerramos o dia apenas com aquelas três medalhas que ganhamos no sábado.

Michael Phelps faz história ao conquistar 19 medalhas

Com ouro e prata, Michael Phelps bate recorde de medalhas em Olimpíadas
(foto: EFE)
Bom, como as aulas começaram para mim nesta terça (este post chegou ao blog no início da quarta-feira), só sobrou esta hora para fazer o meu texto do dia das Olimpíadas de Londres. Neste dia vimos a história testemunhada. Com a vitória do nadador norte-americano Michael Phelps na prova dos 4x200 metros livre, ele alcançou a marca de 19 medalhas, sendo 15 de ouro, tornando-se o maior atleta medalhista olímpico da história.
É impressionante o feito desse cara. Para vocês terem uma noção, ele conquistou todas estas medalhas em apenas três edições dos Jogos Olímpicos. Uma comparação injusta é colocá-lo ao lado de toda a delegação brasileira. Phelps ganhou 15 ouros em três Olimpíadas, e o Brasil conquistou (incluindo a atual edição) 21 medalhas douradas. Não é uma crítica ao nosso país, mas é só uma comparação do nível que este nadador é, e a importância que ele tem para o esporte como um todo. Phelps pode ser candidato ao título de "atleta do século", com tantos feitos.

O Brasil em Londres na terça-feira

Basquete masculino continua 100%
(foto: Getty Images)

Como em todo dia do calendário olímpico, o Brasil vence e perde muitas competições. O principal destaque foi a classificação de Cesar Cielo à final dos 100 metros livre da natação, que será disputada amanhã. Em Pequim, o atleta foi prata, mas é o atual recordista e campeão mundial desta prova. Ele é bem favorito a uma medalha, e se ela for de ouro, é melhor ainda.
Nos esportes coletivos tivemos dois confrontos contra a Grã-Bretanha, que empresta seu terreno às Olimpíadas. No basquete masculino, tivemos um jogo complicado no primeiro quarto, saindo derrotados por 11 a 4. Porém o time reagiu e conquistou a vitória suada por 67 a 62. O outro duelo contra a dona da casa foi no futebol feminino, onde o Brasil saiu derrotado por 1 a 0, levando o gol logo no começo. As meninas continuam vivas nos jogos, mas vão agora encarar a pedreira que é o time do Japão, atual campeão mundial.
No vôlei, vitória fácil da equipe masculina sobre a Rússia, por 3 sets a 0. Excelente resultado, pois os adversários são um time duro de se vencer. Na praia, nossas duplas continuam invictas. As coisas vão melhorar para o Brasil num âmbito geral nos próximos dias.
 Nesta quarta Cielo pode conquistar medalha. Também podemos conquistar um pódio no judô com Thiago Camilo, que já conquistou bronze e prata em edições anteriores. Além das finais, teremos a seleção feminina de handebol encarando a Grã-Bretanha; o time de futebol masculino joga com a Nova Zelândia; tem vôlei de praia e de quadra, onde vamos torcer por mais uma vitória, para voltar a crescer no quadro de medalhas, se bem que caímos mais um pouco, estando no nada confortável décimo quarto lugar.