quarta-feira, 4 de junho de 2014

Os times da Copa: Grupo C: Podem parecer fracos, mas quem passar pode surpreender

Hoje é o terceiro dia da série "Os times da Copa". Há oito dias da maior competição de futebol do mundo, vou apresentar curiosidades sobre Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão, do grupo C. Junto com o grupo H, é uma das chaves mais equilibradas da Copa, e também uma das mais fracas. Segue abaixo as novidades.

Colômbia
Capital: Bogotá
Copas disputadas: 4
Melhor colocação: Eliminada nas oitavas de final em 1990
Principais jogadores: James Rodríguez, Carlos Bacca, Fredy Guarín
Sem Falcão García, Colômbia terá de se superar para comprovar o favoritismo do grupo

Das ausências por lesão nesta Copa do Mundo, a que será mais sentida é a do atacante colombiano Falcão García, que não conseguiu se recuperar de uma grave lesão no joelho. O time atual retorna ao mundial depois de 16 anos, e chega ao Brasil com status de cabeça de chave, devido a grande campanha conquistada nas eliminatórias sul-americanas, onde terminaram em segundo.

O que pode conseguir na Copa? A Colômbia conta com o time mais forte do grupo, e tem potencial para passar da fase de grupos, mas sem Falcão García os colombianos podem ter mais dificuldades nas fases seguintes. Apesar disso, podem surpreender.

Grécia
Capital: Atenas
Copas disputadas: 2
Melhor colocação: Em ambas as participações foi eliminada na primeira fase
Principais jogadores: Giorgios Karagounis, Kostas Katsouranis, Giorgios Samaras
Autor do gol do título europeu de 2004, Karagounis será o líder da Grécia nesta Copa

Apesar da modesta história em Copas do Mundo, o time grego já fez história no futebol. Em 2004, a equipe foi campeã da Eurocopa, vencendo Portugal, de Figo e do então jovem Cristiano Ronaldo, na casa dos lusos. Dez anos após esta conquista, o time grego vem para a sua terceira Copa com menos badalação, mas com sede de quem quer ir além do feito em 2010, quando alcançaram sua primeira vitória em mundiais.

O que pode conseguir na Copa? Ao contrário das suas participações anteriores, os adversários da Grécia são mais equilibrados, o que pode possibilitar uma inédita classificação para as oitavas de final. Algo além disso é muito difícil de se acreditar.

Costa do Marfim
Capital: Yamoussoukro
Copas disputadas: 2
Melhor colocação: Em ambas as participações foi eliminada na primeira fase
Principais jogadores: Yaya Touré, Didier Drogba, Kolo Touré
Costa do Marfim vem para o Brasil tentando quebrar o tabu de cair na primeira fase

A seleção da Costa do Marfim vem para a sua terceira Copa seguida. O time africano luta para alcançar pela primeira vez a vaga para as oitavas de final. Drogba, Kolo Touré e Yaya Touré são os principais jogadores da equipe, sendo as esperanças marfinenses para um histórico desempenho.

O que pode conseguir na Copa? Em 2006 tinha um bom time em um grupo difícil. Em 2010 a situação foi a mesma. Desta vez o grupo é mais fácil, porém, a base marfinense é a mesma desde 2006. Se as limitações dos jogadores mais velhos não atrapalhar o desempenho do time, a Costa do Marfim pode sim alcançar a tão sonhada classificação aos mata-matas.

Japão
Capital: Tóquio
Copas disputadas: 4
Melhor colocação: Eliminado nas oitavas de final em 2002 e em 2010
Principais jogadores: Shinji Kagawa, Keisuke Honda, Shinji Okazaki
Honda é o principal nome do Japão para esta Copa

Quem acompanhou recentemente o Japão na Copa das Confederações, ouviu várias vezes a frase "o Japão tem um time rápido". E tem mesmo. O estilo ágil e ofensivo japonês vem sendo adotado desde a Copa de 2002. A equipe asiática vem para o Brasil tentando, na melhor das hipóteses, igualar sua campanha de 2010.

O que pode conseguir na Copa? Junto com a Colômbia, vejo o Japão como um dos mais fortes do grupo C. O porém disso é que o grupo é equilibrado, e isso pode prejudicar a equipe treinada pelo italiano Alberto Zaccheroni. Se passar pela primeira fase, pode até arriscar uma vaga nas quartas de final.

Os demais textos da Copa podem ser encontrados aqui. Amanhã é dia do temido grupo D, o "grupo da morte" mais assassino de todos os tempos.

Abaixo, a tabela do grupo C:
Colômbia x Grécia - Belo Horizonte - 14/06 - 13:00
Costa do Marfim x Japão - Recife - 14/06 - 22:00
Colômbia x Costa do Marfim - Brasília - 19/06 - 13:00
Japão x Grécia - Natal - 19/06 - 19:00
Japão x Colômbia - Cuiabá - 24/06 - 17:00
Grécia x Costa do Marfim - Fortaleza - 24/06 - 17:00

terça-feira, 3 de junho de 2014

Os times da Copa: Grupo B: A reedição da final logo na primeira rodada

Espanha x Holanda - que fizeram a final da Copa de 2010 -  se enfrentarão em 2014 na estreia

Seguindo a série de textos sobre as seleções da Copa, hoje é dia de falar do Grupo B da Copa do Mundo. O grupo conta com Espanha, Holanda, Chile e Austrália. Devido ao novo esquema de definição dos cabeças de chave (ou seja, os principais países entre os classificados), os times que fizeram a final da Copa de 2010 irão se enfrentar logo na primeira rodada do mundial deste ano, no Brasil. O grupo B tem dois times de grande qualidade, mas isso não quer dizer que Espanha e Holanda terão vida fácil.

Espanha
Capital: Madrid
Copas disputadas: 13
Títulos: 1 (2010)
Principais jogadores: Andrés Iniesta, Xavi, Iker Casillas, Cesc Fábregas, Sérgio Ramos
Autor do gol do título de 2010,  Iniesta é um dos líderes da Espanha

A atual campeã do mundo vem para o Brasil como uma das favoritas ao título. A Espanha vive o maior momento de sua história, visto que em 2008 e 2012 também venceu a Eurocopa, a principal competição europeia. A Fúria, como também é conhecida só não está mais tão confiante desde a derrota para o Brasil na Copa das Confederações. Mesmo assim, todo cuidado é pouco com a seleção mais badalada do futebol atual. É importante estar de olho em Iniesta e em Xavi, ambos do Barcelona. Além disso, a Espanha conta com o brasileiro Diego Costa, que no ano passado optou por jogar pelo time de Vicente Del Bosque, em vez da Seleção.

O que pode conseguir na Copa? Caso perca para a Holanda em sua estreia, poderá ter a pedreira de enfrentar o Brasil nas oitavas de final. Mantendo seu estilo de jogo, com a constante troca de passes que costumam fazer, e se contarem com a sorte de encararem adversários mais fracos nos mata-matas, podem até ficar próximos do bicampeonato.

Holanda
Capital: Amsterdam
Copas disputadas: 9
Melhor colocação: vice-campeã em 1974, 1978 e 2010
Principais jogadores: Robin Van Persie, Arjen Robben, Wesley Sneijder
Holanda vem para o Brasil na esperança de conquistar o título inédito

A Laranja Mecânica encantou o mundo em 1974, mas foi derrotada na final. Os holandeses ainda foram à decisão em 1978 e 2010, na última Copa. O título mundial a Holanda ainda não tem, mas a seleção holandesa tem potencial para fazer uma boa competição. Resta saber se o trio formado por Van Persie, Robben e Sneijder conseguirá obter um feito semelhante ao de quatro anos atrás.

O que pode conseguir na Copa? A Holanda costuma surpreender quando ninguém acredita em seu favoritismo, como em 1974 e 2010. Um bom desempenho holandês dependerá do resultado em sua estreia, contra a Espanha. A Holanda precisará contar com talento e sorte para fazer uma grande Copa.

Chile
Capital: Santiago
Copas disputadas: 8
Melhor resultado: 3º lugar em 1962
Principais jogadores: Arturo Vidal, Alexis Sanchez, Charles Aránguiz, Eduardo Vargas
Alexis Sanchez, atacante do Barcelona, é um dos principais jogadores chilenos

O Chile poderia ser considerado um figurante no grupo B da Copa, mas não dá para tratar essa seleção desta forma. O time treinado pelo argentino Jorge Sampaoli é uma equipe sólida e forte, e vem com boa parte da base que jogou a Copa de 2010. O meia Vidal é o grande destaque da equipe, e foi uma peça fundamental no título italiano da Juventus neste ano. É importante dar uma atenção especial a este jogador.

O que pode conseguir na Copa? Para o Chile, tudo dependerá de sua estreia para a Austrália. Se vencer, dará para sonhar com uma classificação épica para as oitavas. Se perder, poderão começar a arrumar as malas para voltar para casa. Aos torcedores da Seleção Brasileira, torcer para enfrentar o Chile nas oitavas pode não ser tão interessante, já que o time está melhor do que em 2010, quando perderam para o Brasil por 3 a 0.

Austrália
Capital: Camberra
Copas disputadas: 3
Melhor resultado: Eliminada nas oitavas de final em 2006
Principais jogadores: Tim Cahill, Mark Bresciano, Joshua Kennedy

A Austrália pode se orgulhar de ser a única seleção de todas as Copas a jogar a competição representando dois continentes diferentes. Desde 2007, quando passou a representar a Ásia, e não mais a Oceania, a Austrália não ficou de fora de uma Copa. Até 2006, quando se classificaram para o mundial, os australianos jogavam pela Oceania, e sempre ficavam com a melhor colocação do continente, sendo uma espécie de Estados Unidos do basquete, só que no futebol e por aquelas terras. A ida para a Ásia foi para dar uma certa competitividade à Austrália. E parece que deu certo.

O que pode conseguir na Copa? Eu gostava mais quando o time tinha Mark Viduka e Harry Kewell, mas ambos já estão velhos demais para seguir na seleção. Voltando ao time atual, não creio que a Austrália consiga fazer uma boa campanha aqui no Brasil. Se arrancar pontos de Holanda, Espanha e Chile, já voltarão para casa mais felizes.

Neste link, você poderá conferir os demais textos da série "Os times da Copa". Ontem foi a vez do grupo A. Quarta, estarão por aqui as novidades de Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão. Não deixe de conferir!

Abaixo, a tabela do grupo B:
Espanha x Holanda - Salvador - 13/06 - 16:00
Chile x Austrália - Cuiabá - 13/06 - 19:00
Austrália x Holanda - Porto Alegre - 18/06 - 13:00
Espanha x Chile - Rio de Janeiro - 18/06 - 16:00
Holanda X Chile - São Paulo - 23/06 - 13:00
Austrália X Espanha - Curitiba - 23/06 - 13:00

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Os times da Copa: Grupo A: Os primeiros testes da Seleção

Esse é o primeiro post da série "Os times da Copa", que farei neste blog por oito dias consecutivos. Hoje, há dez dias da Copa, começo falando do Grupo A, que tem Brasil, Croácia, México e Camarões. Em comparação com os outros grupos da Copa, este é um grupo médio. A Seleção terá três duelos duros, mas que são possíveis de se conquistar a classificação sem muitos sustos.

Brasil
Capital: Brasília
Copas disputadas: 19
Títulos: 5 (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002)
Principais jogadores: Neymar, Oscar, Fred, Paulinho, Daniel Alves

Fator local pode ajudar na conquista do hexa para o Brasil
A Seleção Brasileira de 2014 vem com seus principais jogadores. Diferente de outras equipes, o Brasil não teve nenhum atleta cortado da Copa por lesão, pelo menos até o fechamento deste texto. Sendo o maior campeão, e  país sede da Copa do Mundo, a Seleção conta com uma pressão do tamanho do país para que o título seja conquistado, isso porque, das oito seleções campeãs do mundo, somente o Brasil e a Espanha não foram campeões mundiais jogando em casa. Além disso, o Brasil ainda vive o medo de reviver o "Maracanazzo", em 1950, quando o Uruguai derrotou o Brasil, calando o Maracanã diante de 200 mil pessoas. Este é um tabu que precisa ser superado, e o time do técnico Luiz Felipe Scolari está fazendo de tudo para conquistar a Copa.

O que pode conseguir na Copa? O time brasileiro é bom, e vem bem entrosado desde a conquista da Copa das Confederações, em 2013. Se manter a mesma garra usada no ano passado, o sexto título brasileiro pode chegar, mas toda cautela é válida nesse momento.

Croácia
Capital: Zagreb
Copas disputadas: 3
Melhor colocação: 3º lugar em 1998
Principais jogadores: Mario Mandzukic, Luka Modric, Ivan Raktic, Stipe Pletikosa, Ivica Olic

Luka Modric é o grande destaque do time croata para a Copa
A Croácia volta à Copa do Mundo depois de ter ficado ausente em 2010. Os croatas chegam ao Brasil com os pés no chão, pois nas suas duas últimas participações, foi eliminada na primeira fase (em 2006, inclusive, tendo perdido para o Brasil por 1 a 0). O time croata conta com Mandzukic, do Bayern de Munique, e Modric, do Real Madrid, as duas grandes estrelas, e pode ser um incômodo para a Seleção.

O que pode conseguir na Copa? O grupo é complicado para a Croácia. Passar da fase de grupos é possível, mas algo além das oitavas de final é um tanto improvável.

México
Capital: Cidade do México
Copas disputadas: 14
Melhor colocação: Eliminado nas quartas de final em 1970 e 1986
Principais jogadores: "Chicharito" Hernandez, Oribe Peralta, Giovani dos Santos, Rafa Márquez, Héctor Herrera

"Chicharito" Hernandez é o cara que pode fazer a diferença para o México
O México é um dos países com o maior número de participações em Copas. O porém disso é que é o único destes quatro que nunca ganhou uma Copa. Outrora um time mais forte, o caminho mexicano para chegar ao Brasil foi sofrido, precisando passar pela repescagem intercontinental para se classificar. Fora que, na última rodada das eliminatórias da Concacaf, alcançou o direito da repescagem graças a um gol dos Estados Unidos no último minuto contra o Panamá. Passado o trauma, a seleção mexicana vai contar com o talento de "Chicharito" Hernandez e de Giovani dos Santos para deixar o rótulo de eterno azarão das Copas do Mundo. O Brasil precisa ficar de olho no México, já que a base do time campeão olímpico em 2012 (e que derrotou a Seleção na final), estará presente.

O que pode conseguir na Copa? A situação mexicana é a mesma da Croácia. O time tem potencial para chegar às oitavas de final. Se for além, poderão ser a surpresa da Copa.

Camarões
Capital: Yaoundé
Copas disputadas: 6
Melhor participação: Eliminado nas quartas de final em 1990
Principais jogadores: Samuel Eto'o, Choupo Moting, Vincent Aboubakar
Camarões chega no grupo para quebrar o tabu de cair fora na primeira fase
Forte na África, a seleção camaronesa teve seu auge em 1990, quando chegou às quartas de final, se tornando o primeiro time africano a ficar entre os oito melhores de uma Copa. Apesar da grande campanha, o time camaronês nunca repetiu feito semelhante nas outras vezes que chegou ao mundial. Em 1982, 1994, 1998, 2002 e 2010, Camarões ficou pelo caminho na primeira fase. A equipe atual é liderada por Samuel Eto'o, e busca ser o time azarão do grupo A.

O que pode conseguir na Copa? Camarões tem o time mais fraco do grupo. Pode surpreender seus rivais, mas é difícil acreditar que chegarão além das oitavas de final.

Esta série vai seguir nos próximos dias. No link que segue, você poderá conferir os demais textos dos outros grupos da Copa. Fique ligado!

Abaixo, a tabela do grupo A:

Brasil x Croácia - São Paulo - 12/06 - 17:00
México x Camarões - Natal - 13/06 - 13:00
Brasil x México - Fortaleza - 17/06 - 16:00
Camarões x Croácia - Cuiabá - 18/06 - 19:00
Camarões x Brasil - Brasília - 23/06 - 17:00
Croácia x México - Recife - 23/06 - 17:00

Os times da Copa: veja o que cada equipe pode conseguir na Copa do Mundo

Falta muito pouco para a Copa do Mundo. A maior competição de futebol do planeta começa já na próxima semana. Como amante do futebol, eu não poderia deixar de aparecer por aqui justamente neste momento épico. A partir de agora, começo a reproduzir alguns textos sobre os grupos da Copa, além de realizar postagens diárias sobre o que estiver acontecendo nos 64 jogos que ocorrerão no Brasil entre 12 de junho e 13 de julho.

A série de posts sobre a Copa do Mundo começa com este texto introdutório. Abaixo irei disponibilizar, ao longo dos próximos dias, meus posts sobre cada um dos oito grupos da Copa do Mundo. Durante a competição, haverá pelo menos um texto por dia, com a minha opinião sobre os jogos, a festa e demais peculiaridades da Copa, em especial darei a minha opinião sobre como é ver um jogo de Copa do Mundo no estádio. No dia 18 de junho, irei assistir a partida entre Austrália e Holanda, no Estádio Beira Rio, em Porto Alegre. Tem muita coisa para ser narrada por aqui, e espero que vocês gostem.

Série: Os times da Copa

Grupo A: Os primeiros testes da Seleção

Grupo B: A reedição da final logo na primeira rodada

Grupo C: Podem parecer fracos, mas quem passar pode surpreender

Grupo D: O grupo do inferno

Grupo E: América x Europa

Grupo F: Argentina e seus nove pontos prováveis

Grupo G: Uma campeã do mundo, o time que quer ser campeão, e as seleções que querem fazer história

Grupo H: De olho na provável surpresa da Copa

quinta-feira, 1 de maio de 2014

20 anos sem Senna: um dos maiores heróis nacionais de todos os tempos

Tinha apenas dois anos quando Ayrton Senna perdeu sua vida ao bater seu carro na curva Tamburello, em Ímola, na Itália, há exatos 20 anos. Não lembro de ver ao vivo as imagens do acidente, a angústia dos brasileiros com as informações sobre seu quadro de saúde, a notícia de sua morte ou o velório que parou a cidade de São Paulo três dias depois. Mesmo assim, após crescer e ver suas corridas, suas vitórias, e o legado que o brasileiro deixou para o Brasil, não hesito ao afirmar que, para mim, Senna foi não só o maior piloto de todos os tempos, mas também a personalidade esportiva de maior importância na história.

Pela Lotus, Ayrton Senna conquistou suas primeiras vitórias
As lembranças que tenho de Senna são as das imagens reproduzidas constantemente na TV, ou as buscas que faço pela internet para encontrar algum vídeo do You Tube. De qualquer forma, são boas recordações, pois o piloto conseguiu durante sua carreira trazer um pouco de alegria e de esperança para o povo brasileiro, visto que entre 1984 e 1994, o Brasil ainda estancava a ferida que foi o período da ditadura militar, fora os problemas econômicos e sociais vividos na época. Não só isso, Senna também foi importante com as ajudas que ele fazia através de seus projetos sociais que beneficiaram (e beneficiam até hoje) as crianças de todo o país. Era o perfeito herói nacional.

Senna realizou grandes atos de patriotismo durante sua carreira
Sua carreira na Fórmula 1 foi de 1984 à 1994. Senna foi tricampeão mundial, em 1988, 1990 e 1991, vencendo 41 vezes e largando na pole position em 65 corridas. Mesmo com tantos feitos incríveis, Senna não é o maior campeão de todos os tempos, porém, o que ele proporcionava em suas corridas era superior a qualquer um dos demais pilotos que conquistaram mais títulos do que Ayrton. O brasileiro era mestre na arte de correr na chuva, e também sabia ser rápido e ousado em pistas onde é praticamente impossível de se ultrapassar, como nas ruas de Monte Carlo, em Mônaco. Cabe lembrar que Senna também protagonizou a melhor primeira volta de todos os tempos, no GP da Europa de 1993, quando largou em quarto, caiu para quinto na primeira curva, e terminou a primeira volta na liderança, vencendo a prova com uma volta a frente de todos os pilotos. Pelas equipes Toleman, Lotus e McLaren, Senna teve grandes realizações que o consagraram como o melhor de todos os tempos. Mas aí, viria o ano de 1994 e a sua transferência para a Williams.

Acidente em Ímola encerrou a vida de Ayrton Senna
Foram apenas três corridas pilotando o carro azul. Nos GPs do Brasil e do Pacífico, Senna não completou a prova. Na terceira etapa, o GP de San Marino, Senna deixaria este mundo para sempre naquele que seria o final de semana mais trágico de todos os tempos da Fórmula 1. Nos treinos livres da sexta-feira, o também brasileiro Rubens Barrichello bateu forte com seu carro, e sofreu uma lesão no braço. Na véspera da corrida, o austríaco Roland Ratzenberger bateu na curva Gilles Villeneuve, à frente da Tamburello, e morreu instantes depois. A morte de Senna também não foi trágica por ter sido neste final de semana, mas sim porque a carreira de um ídolo mundial teria terminado de uma forma tão chocante que foi necessário haver uma mudança geral para evitar que novos acidentes fatais acontecessem na Fórmula 1.

Senna foi um grande exemplo de ser um herói nacional. Seu legado está vivo nas milhões de pessoas que o acompanharam em sua carreira, e também nas pessoas que não o viram, mas que sabem da importância que ele teve para o país. O que todos sabemos é que ele sempre será um dos maiores seres humanos de todos os tempos.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Super Bowl - a terceira ponta do triângulo dos principais eventos esportivos

Super Bowl é o evento de maior audiência dos Estados Unidos
 Pode parecer só a final de uma liga nacional, pode ser um jogo que não tenha serventia fora daquele país, mas é uma verdade que o Super Bowl, a decisão da NFL (National Football League) pode ser considerado um dos três principais eventos esportivos do mundo. Junto com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, o Super Bowl é o momento máximo da temporada do futebol americano, não só pelo jogo em si, mas por toda a movimentação financeira que envolve o espetáculo.

Passou cerca de 48 horas da decisão entre Seattle Seahawks e Denver Broncos, e os Estados Unidos ainda celebram esta decisão, que a cada ano ganha milhões de fãs no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Na terra do Tio Sam, 111,5 milhões de americanos assistiram à esta partida, segundo dados da Fox Sports, que transmitiu o jogo. Foi a maior audiência da história da TV norte-americana. Em termos de retorno financeiro, a emissora também pode comemorar. Um simples comercial de 30 segundos rendeu ao canal US$ 4 milhões, sendo estes os comerciais de maior valor no mundo. No Brasil, a inserção de 30 segundos mais cara, no horário mais nobre, não chega  nem a metade desse valor. Além disso, a movimentação financeira no pré-jogo também é gigantesca. Em todo o ano, o Super Bowl é tratado como o segundo dia de maior consumo de alimentos nos Estados Unidos, perdendo apenas para o feriado do Dia de Ação de Graças, realizado em novembro.

Bruno Mars e a banda Red Hot Chilli Peppers empolgaram o Halftime Show
(foto: Getty Images)
A maioria dos que não acompanham a NFL, mas sabem da existência do Super Bowl, só ouviu falar do jogo por conta do Halftime Show (ou Show do Intervalo, como preferirem). É aí que a transmissão do evento derruba com as estruturas das aberturas de Copas do Mundo e Olimpíadas. Enquanto os times vão ao vestiário, um palco super estruturado é montado em minutos, e um grande show acontece ali mesmo, no meio do campo, em uma apresentação que não passa de 15 minutos. Quando o espetáculo musical acaba, volta a partida. Em outros anos, astros como Michael Jackson, Madonna, Beyoncé, Black Eyed Peas, U2, se apresentaram no intervalo do Super Bowl. Nesta última edição, o Halftime Show foi embalado ao som do cantor Bruno Mars, e da banda Red Hot Chilli Peppers.

É preciso explicar todos estes dados para entender porque eu considero o Super Bowl um dos três principais eventos esportivos do planeta. Em todo o mundo, a cada dia mais adeptos da NFL passam a assistir ao jogo. Considerando os eventos anuais, o Super Bowl só perde em audiência mundial para a final da UEFA Champions League.  No Brasil, só nesta temporada que acabou de encerrar, a audiência da NFL dobrou, com a ESPN liderando a audiência da TV paga em várias transmissões. O Esporte Interativo também exibe os jogos da liga. Durante a temporada regular (que ocorre de setembro a dezembro), em algumas rodadas, as duas emissoras chegaram a transmitir até sete jogos diferentes a cada semana.

Russel Wilson foi um dos comandantes da arrasadora vitória dos Seahawks
(foto: Getty Images)
Voltando ao jogo de domingo (2), o Super Bowl foi um grande espetáculo. O jogo terminou 43 a 8 para o Seattle Seahawks, que conquista o título pela primeira vez em sua história. O público do MetLife Stadium, em Nova York/Nova Jersey pode acompanhar a melhor defesa da liga, que perdeu apenas três jogos em toda a temporada. O Seattle Seahawks demonstrou grande força ao segurar a vantagem, e ampliar o marcador ao aproveitar os erros de marcação do Denver Broncos, liderado pelo quarterback Peyton Manning, que foi interceptado duas vezes na partida. Os Seahawks dominaram as ações com a ajuda do quarterback Russel Wilson, com as corridas do running back Marshawn Lynch, e com a proteção defensiva de Richard Sherman, que joga como cornerback, e foi escolhido o jogador mais valioso do Super Bowl. Vale destacar também a corrida de 87 jardas do wide receiver Percy Harvin, logo no momento do início do terceiro período.

Não sei dizer quais rumos a NFL crescerá no país. É possível que a audiência siga evoluindo gradativamente. Mais fãs da liga estão chegando, e a cada dia vemos camisas e bonés dos times da liga, não só dos finalistas do Super Bowl, como também de outros times bastante populares, como New England Patriots, Green Bay Packers, San Francisco 49ers e New York Giants. Espero um dia que a NFL não seja também lembrada só por concussões ou por aquele parêntese que alguns fazem quando mencionam Tom Brady, um dos melhores quarterbacks de todos os tempos, lembrando sobre com quem ele é casado. O que sei dizer é o futebol americano está me encantando mais, e me deixa mais ansioso para acompanhar a próxima temporada da NFL. É uma pena que só veremos a bola oval ser lançada novamente em setembro. Serão longos meses de espera, mas vamos sobreviver.

Confira aqui os melhores momentos do Super Bowl XLVIII

Confira aqui o Halftime Show com Bruno Mars e Red Hot Chilli Peppers


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Era para ser um domingo qualquer

Acordo ouvindo o som da tv com uma entrevista com um bombeiro. Já estava achando estranha a situação sem nem sair da cama, pois em domingos de manhã não há noticiários (pelo menos não na TV aberta e em um programa de esportes). Aí, o bombeiro falou em sequência as palavras "pilhas de corpos". Ali eu vi que era algo sério. Me levantei, e soube da tragédia.

Foi uma crueldade tamanha o incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, que completa um ano neste dia 27 de janeiro. É um dia que jamais esquecerei, pois dias assim não esquecemos. Ficará para sempre na minha memória as imagens dos corpos retirados, do desespero das famílias, do momento em que o Elói Zorzetto e a Carla Fachim liam nome por nome dos mortos, e do velório coletivo. Foi o dia em que o mundo inteiro, principalmente o Rio Grande do Sul, chorou com a perda das 242 vítimas.

Infelizmente, após 365 dias do pior dia que nosso Estado já viveu, não mudou muita coisa. É verdade que as casas noturnas estão sendo vistoriadas, mas muitas delas ainda não comportam as adequações necessárias para a segurança de quem frequenta estes ambientes. Confesso que, desde que aconteceu este incêndio, ir a uma festa com tranquilidade absoluta é praticamente impossível

Só espero que os responsáveis pelas dezenas de erros que culminaram com a tragédia sejam punidos com o máximo de rigor possível. Tudo bem que a nossa justiça é fraca, com leis de dupla interpretação e onde quem tem grana sempre consegue um jeitinho para se dar bem, mas espero que pelo menos neste caso haja a justiça. A cadeia para quem compactuou com o incêndio não trará de volta às vítimas, mas pelo menos servirá de exemplo para que não ocorra tragédias semelhantes.