sábado, 22 de setembro de 2012

Mais um brasileiro pode ser campeão do UFC nesta noite

Jon Jones e Vitor Belfort vão brigar por cinturão nesta noite
(foto: reprodução Twitter)
Depois de muito tempo sem nenhuma edição do Ultimate Fighting Championship, o UFC, o maior torneio de artes marciais mistas do planeta, está de volta. Melhor ainda, desta vez teremos um brasileiro na disputa pelo cinturão de campeão do mundo.
Vitor Belfort vai ir ao octógono daqui a umas horas, para desafiar o norte-americano Jon Jones, valendo o título da categoria peso meio-pesado. Será um confronto de dois grandes lutadores que possuem uma bela história no UFC. Belfort e Jones são os mais jovens campeões mundiais do campeonato. O brasileiro conquistou o cinturão pela primeira vez no UFC 12, quando tinha 19 anos, enquanto o americano se consagrou como melhor em sua categoria no UFC 128, com 23 anos.
Caso a vitória de Belfort aconteça, ele será o quinto brasileiro campeão do mundo atualmente. Os outros campeões são Júnior Cigano (pesado), Anderson Silva (médio), José Aldo (pena) e Renan Barão (peso galo, embora seu cinturão é interino).
Vale lembrar que Jon Jones é absolutamente favorito na sua quarta defesa de cinturão. Com suas cotoveladas giratórias e suas joelhadas, Jones possui uma habilidade que o coloca como um dos dois melhores lutadores de todas as categorias do UFC. O outro, é claro, é o Anderson Silva. Belfort possui uma técnica boa de ataques em linha reta e diretos. Tudo indica que este combate será na base da trocação. Jones, sem dúvida, está em um nível melhor que Belfort, mas favoritismo não quer dizer que é vitória certa.
Minha torcida vai para o brasileiro. Além da chance de termos mais um campeão do UFC, a vitória de Vitor Belfort pode significar uma vingança a todos os fãs do torneio, após a polêmica que causou o cancelamento de todo o UFC 151, que seria realizado no início deste mês. Na ocasião, Jon Jones faria a luta principal contra Dan Henderson. Porém o rival se machucou faltando dez dias para a luta. Chael Sonnen (aquele mesmo que levou uma surra de Anderson Silva em julho) subiria de categoria para enfrentá-lo como substituto, porém Jon Jones recusou o combate que estava dado como certo. O resultado disso foi o primeiro cancelamento de todo um evento do UFC. Reconheço ainda a força de Jon Jones, mas um campeão recusar uma luta sem explicar um motivo convincente é porque já acha que é o deus do UFC, e não é bem assim.
Independente do vencedor, é esperada uma grande luta. Outro atrativo para o evento desta noite é que teremos o primeiro campeão mundial peso mosca. Demetrius Johnson e Joseph Benavidez vão duelar para definir o oitavo campeão do torneio. O UFC 152 terá a transmissão de todas as lutas ao vivo pelo Canal Combate, no pay-per-view. Na tv aberta a Globo vai exibir a luta de Belfort contra Jones depois da 1h30 da manhã, depois de meia hora da luta ser exibida ao vivo. Minha recomendação é, se você tem o pay-per-view, assista o evento, pois garanto que vai valer a pena as horas gastas em frente a televisão. Caso você não tenha o pay-per-view, ligue para os amigos e procure alguém que possa assistir ao evento, ou, na pior da hipóteses, assista na Globo, desde que você não acesse a internet ao mesmo tempo, para evitar de saber do resultado "antes da hora".

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

16 de setembro - o dia em que CJ Ramone esteve aqui

Neste último domingo a noite vi o show mais espetacular da minha vida. CJ Ramone, ex baixista dos Ramones esteve na minha cidade, Estância Velha, e fez um show perfeito. Nesta turnê pelo Brasil, o único show que ele fez no Rio Grande do Sul foi aqui, e não na capital Porto Alegre. Foi sensacional!
Não vou escrever muito sobre o show. Vou deixar apenas que vocês vejam algumas das músicas que foram tocadas lá. Um tributo aos Ramones foi o que todos que estávamos lá acompanhamos.



terça-feira, 11 de setembro de 2012

Como o time de Mano Menezes camufla uma crise

Com um adversário ridículo, Brasil aplica oito gols na
seleção Made In China
(foto: AP)
É sério que tem gente que comemora essa vitória medonha do Brasil sobre a China em um amistoso? Os pirralhos de Mano Menezes venceram a seleção asiática por 8 a 0, com gols de... ahhhh, pro inferno! Eu tô aqui pra criticar os adversários que colocam para o Brasil, e não pra elogiar a goleada. Que vergonha a CBF colocar um país pentacampeão mundial jogar contra um time desse nível, sabendo que não vale nada. Jogar contra time grande que é bom não rola nunca? Ah é, lembrei que quando o adversário está entre os dez primeiros do ranking da Fifa o Brasil se borra de medo e entrega a rapadura. Abaixo algumas técnicas que o estimado treinador brasileiro usa para fingir que tudo está bem.
Uma delas é a que aconteceu hoje. Amistosos contra equipes de futebol ridículo. Apesar de amistoso não valer nada, uma vitória contra times deste nível pode tirar o Brasil da terrível décima terceira colocação que ocupa no ranking. Uma posição humilhante para quem já ganhou cinco vezes a Copa do Mundo. Para piorar, países como Rússia e Croácia são melhores que o Brasil. Não sei como funciona os critérios de definir quem é bom ou ruim para tal posição no ranking, mas bater em bêbado ajuda o Brasil a evitar cair mais na tabela.
A outra delas é colocar os jogos da Seleção em locais onde os brasileiros não são maioria, como em países da Europa. Foi até um milagre o Brasil jogar em nossas terras durante essa semana. Jogar fora de casa significa que quem vai ao estádio é porque mora lá, e ir pra ver esse timeco é como se a pessoa estivesse no seu país novamente, mesmo que o resultado seja péssimo e o adversário ruim.
Para os jogos em casa o Brasil foi muito esperto desta vez ao colocar péssimas equipes como adversárias. Na primeira partida, na sexta-feira, foi um confronto contra o poderoso time da África do Sul. Na verdade todos aqui sabem que os africanos tem um futebol básico, mas contra a seleção do Mano, pareciam feras indomáveis. O jogo era pra ser vitória fácil mas veio apenas um injusto 1 a 0 em favor do Brasil (mereciam perder), com o time sendo vaiado pela torcida  que pagou OITENTA REAIS pra ver aquela pelada brava no Morumbi. Melhor seria ver a Sessão da Tarde naquele dia.
Para fechar com chave de ouro, e prevendo que sofreriam na capital paulista, a CBF armou esta várzea contra a China no Recife. A capital de Pernambuco será sede da Copa do Mundo e da Copa das Confederações, mas lá parece que os habitantes acham que tudo está perfeito. Resultado, lotaram o estádio, endeusaram nossos peladeiros e o Brasil humilhou o adversário. Talvez eles gostaram do placar porque nenhum dos dois times de lá que estão na primeira divisão fariam algo parecido, dada a ruindade de Náutico e Sport notada em todo o país. Esses dois, diante da China, não sei nem se conseguiriam fazer um gol.
Infelizmente estes resultados recentes iludem o torcedor. Eu não quero ver oito gols na China. Quero ver dois ou três numa Argentina, ou Itália, ou Espanha, ou Alemanha, de preferência vindo com vitória, ou jogando de igual para igual. Não vejo problema jogar amistosos, já que é o que resta mesmo para nós que sediamos a Copa e não precisamos jogar as eliminatórias. O problema é jogar contra times modestos e achar que está tudo bem, quando todos sabemos que não está. O Brasil não ganha de time grande desde que Mano Menezes assumiu a Seleção. O futebol está em crise, pena que cada vez mais seremos iludidos que está tudo bem. Se continuar assim, ainda esse ano faremos amistoso com San Marino, pior do ranking da Fifa e com um gol em toda sua história, e vamos perder a Copa de uma forma pior do que em 1950.

domingo, 26 de agosto de 2012

Só falta metade do campeonato

Dupla Gre-nal segue viva na disputa por vaga à Libertadores
(foto: Lucas Uebel/ Divulgação Grêmio)
Se passaram dezenove rodadas e já podemos dividir os favoritos dos derrotados neste Brasileirão 2012. É verdade que não estou postando quase nada do principal campeonato de futebol do país, mas não vou mais ignorar as competições daqui. Afinal de contas, acabou a Eurocopa e os Jogos Olímpicos. E também o UFC vai ficar por um bom tempo parado após a incompreensível desistência de Jon Jones para lutar contra Chael Sonnen, culminando no cancelamento de todo o UFC 151.
Bom, sem mais enrolações. É possível que desta vez no Campeonato Brasileiro possamos ter um campeão que não é do eixo Rio - São Paulo. Dos três primeiros clubes na classificação, dois são de estados não pertencentes desta região que gosta de levar títulos. Atlético Mineiro e Grêmio ocupam, respectivamente, a primeira e terceira posições. Se tiverem fôlego podem interromper a sequência de oito títulos seguidos intercalados entre os clubes dos dois principais estados do Brasil.
Na briga pelo título também tem o Fluminense, que está em segundo, e o Vasco, que fecha o grupo dos times que vão para a Libertadores, na quarta colocação. Correm por fora também São Paulo, Internacional, Botafogo e Cruzeiro. É verdade que tem muita coisa para rolar nas próximas 19 rodadas, mas  ninguém deverá acreditar que alguma equipe fora deste grupo alcance o título ou um lugar no G4.
Na parte dos derrotados, em que incluem os prováveis rebaixados, um grupo de oito times também deverá ser o que vai brigar para sobreviver na primeira divisão. Palmeiras, Atlético Goianiense, Sport e Figueirense seriam rebaixados se o campeonato acabasse agora. Apesar disso, todos eles podem escapar da degola, pois tem outras quatro equipes que estão em uma fase delicada neste momento, mas ainda fora da temida zona. Ponte Preta, Portuguesa, Coritiba e Bahia estão posições acima e podem se dar muito mal se tiverem muitos tropeços. 
Agora começa o segundo turno. Não dá mais para contratar reforços e os clubes terão de continuar do jeito que está. Será preciso um gás dos times de cima para se manterem à frente na tabela, e não decepcionarem e perder no final. Para os últimos, cada perda de pontos pode ser crucial para definir um rebaixamento. Veremos muitas emoções nas próximas semanas, e vamos curtir cada vez mais o principal campeonato de futebol do Brasil.

Blog nota 100


É o meu centésimo texto postado neste blog, e para chamar a atenção de vocês leitores, não queria declarar isso no início, para que não ficasse muito nostálgico. A linha editorial daqui mudou muitas vezes, e o principal assunto acabou sendo o esporte. É difícil dizer qual foi meu texto favorito, mas posso garantir que adorei cada visita que vocês fizeram aqui.
O sucesso deste blog e a aceitação dos meus queridos leitores fizeram que ele chegasse a marca de 100 postagens. Gostaria de informá-los também que pelo terceiro mês consecutivo o número de acessos bateu recorde. Isso se deve a qualidade dos textos e a aceitação de todos os amigos. Gostaria de agradecer individualmente a todos, mas como isso não será possível, quero apenas declarar que é muito bom contar com sua companhia e apoio, e que vou continuar a combinar informação e opinião neste espaço.

Domingo de Gre-nal é domingo com emoção

Em jogo está a briga pela última vaga do G4
(foto: Gonza Rodriguez- Zero Hora)
Ahhh o Gre-nal, maior rivalidade deste país e quem sabe do mundo. Teremos mais uma edição deste belo clássico amanhã, pela última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Ao contrário de outras épocas, desta vez as duas equipes estão em uma situação boa, mas isso não quer dizer que não tem nada em jogo.
O Grêmio está na frente do Internacional na classificação. Enquanto o Tricolor está na quarta posição e na zona que classifica o time para a Libertadores, o Colorado está logo abaixo, em quinto, apenas três pontos do maior rival, porém não está na zona confortável.
Diferente de outros jogos e outros torneios, neste clássico eu não dou favoritismo à ninguém. Podemos apenas ver o melhor momento de cada equipe, mas nunca falar "este time vai ganhar", porque quem arrisca palpite em Gre-nal muitas vezes erra. O momento melhor é do Grêmio, pela posição melhor na tabela e por estar empolgado após a inédita classificação para as oitavas de final da Copa Sul Americana. Porém não dá pra esquecer que o Inter jogará em sua casa, no Beira-Rio, onde já venceu inúmeras vezes. Se bem que fator local ou posição na tabela não mudam resultado. Clássico é clássico.
Vai ser um bom espetáculo, isso podemos garantir. Mais importante que o resultado, que o Gre-nal de amanhã seja um clássico emocionante, empolgante e apaixonante, mas que não haja casos de violência entre as torcidas fora de campo. Vamos mostrar para o resto do país de que temos a maior rivalidade do Brasil, mas também que somos os rivais mais pacíficos.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Os acertos e erros nas previsões do Brasil nas Olimpíadas

O terceiro texto que fiz aqui sobre os Jogos Olímpicos era sobre as possibilidades do Brasil conquistar bons resultados por cada modalidade onde participou. Como são muitos esportes, irei por resumidamente cada análise, lembrando o que eu imaginava que fosse acontecer, e o que de fato aconteceu. Em negrito a recapitulação. Abaixo o que foi visto.

Atletismo: Nossas maiores esperanças de medalha nesse esporte são mulheres. Fabiana Murer, pelo salto com vara, e Maurren Maggi, no salto em distância, podem conquistar um lugar ao pódio. Oremos, principalmente por um ouro. 
Desta vez, nada veio. Fabiana Murer desistiu da medalha por causa do vento. Maurren Maggi foi mal e não conseguiu se classificar à final. Os outros atletas correram como nunca, e perderam como sempre.


Basquete: O máximo para as seleções masculina e feminina será a medalha de prata, pois os Estados Unidos são mais fortes que todos os países concorrentes juntos. O time masculino retorna depois de 16 anos sem participar, e vem com força para Londres. A seleção feminina já não vem com a mesma situação favorável, pois caíram em um grupo difícil e estão com alguns problemas internos. 
As medalhas não vieram. O time feminino foi para casa com cinco derrotas. O masculino desbancou adversários fortes, não fugiu da luta, mas foi eliminado para a Argentina nas quartas de final.

Boxe: O Brasil nunca teve tradição em esportes olímpicos de luta (ahh se o MMA estivesse nos jogos), então dificilmente conquistará medalha. 
Foi o esporte que queimou a língua de todo mundo. Realmente, ninguém acreditava no boxe, ninguém sabia nada de possibilidades de medalha. Felizmente elas vieram, e foram três, completando a melhor campanha do país na modalidade.

Canoagem: Poucas chances de pódio.
O que realmente não aconteceu.

Ciclismo: O esporte é dominado pelos europeus e norte-americanos, portanto é difícil uma medalha.
Vou confessar que nem sei quem foram os melhores em Londres, mas certamente não foi nenhum atleta daqui.

Esgrima: Já estar nas Olimpíadas é um título para os atletas deste esporte.
E foi assim mesmo.

Futebol: A pressão pelo ouro é imensa em ambos os casos. O time masculino é favorito, mas pode encarar duros adversários a partir das quartas de final, mas dá para garantir medalha. A seleção feminina vem de duas medalhas de prata consecutivas, mas o time não vem em boa fase após a eliminação na Copa do Mundo, em 2011.
O esporte em que dominamos continua sem um ouro para o Brasil. O time masculino não pegou adversários duros, mas se complicou onde não devia, e perdeu para o México de forma ridícula, garantindo uma prata. A equipe feminina nem medalha levou, chegando até as quartas de final e perder para o Japão.

Ginástica: O auge nessa modalidade já passou, mas Diego Hypólito pode ser esperança de uma medalha, até de ouro, quem sabe.
Novamente Diego Hypólito caiu, mas Arthur Zanetti, até então desconhecido, com frieza conquistou a primeira e única medalha do país no esporte. E de ouro, logo de cara.

Handebol: Só a equipe feminina vai participar. Infelizmente o Brasil tem pouca tradição neste esporte a nível mundial.
Essas gurias até surpreenderam. Fizeram uma excelente primeira fase vencendo bons jogos. Porém caíram logo nas quartas de final para a Noruega, que conquistou o ouro.

Hipismo: O Brasil já faturou medalhas neste esporte. Rodrigo Pessoa - que será o porta-bandeira da nossa delegação – levou o ouro em 2004. Podemos confiar nos nossos cavaleiros e amazonas.
Até confiamos, mas desta vez nem bronze levamos.

Judô: Um dos esportes onde o Brasil mais medalhas conquistou. Pelo menos umas três medalhas vocês podem confiar, pois poderemos levar. Seria maravilhoso se viesse uma de ouro.
Foram quatro medalhas no total, e uma delas foi de ouro. Foi o melhor desempenho do país no judô, modalidade que mais trouxe medalhas para o Brasil nestas Olimpíadas.

Levantamento de peso: Teremos brasileiros competindo, mas é quase impossível vir uma medalha.
E foi impossível mesmo.

Luta: Terá Brasil, mas como não é MMA, não teremos ouro, nem prata e nem bronze.
Ninguém chegou perto de medalha.

Nado Sincronizado: As russas dominam este esporte. Poucas chances de medalha.
Nem nas finais o Brasil foi.

Natação: Cesar Cielo é super favorito em duas provas. Nos 50 e 100 metros livre é o recordista mundial. O ouro é possível. Podemos fazer bonito também nas provas de revezamento.
César Cielo era nossa maior esperança, mas acabou voltando para casa apenas com um bronze, nos 50 metros. E só. Além de Cielo, Thiago Pereira trouxe uma medalha de prata. Não fomos tão ruim assim.

Pentatlo Moderno: Se em Jogos Pan-Americanos já é difícil conquistar medalha (já conquistou em duas ocasiões), imagina em Olimpíadas?
Yane Marques, a moça que levou as medalhas em Jogos Pan-Americanos, foi mais um exemplo de superação. Ela foi muito bem na prova e conquistou uma inédita medalha de bronze.

Remo: Nosso país é tão forte nesse esporte quanto o clube de futebol xará do estado do Pará. Sem chances de medalha.
Nenhuma novidade, foi isso mesmo que está em cima o que aconteceu.

Saltos Ornamentais: Os asiáticos dominam. Brasil não deve ganhar medalhas.
Pelo menos não foi um brasileiro o cara que caiu de costas na piscina e levou nota zero. Sem pódios.

Taekwondo: Duvido que vocês lembrem, mas ganhamos medalhas neste esporte em 2008. Quem sabe possamos repetir o feito agora.
Ficou no "quem sabe" mesmo. Nada para o Brasil.

Tênis: Com Roger Federer e Novak Djokovic, se os representantes brasileiros chegarem às quartas de final é lucro.
Voltamos no prejuízo. Nem às quartas chegamos.

Tênis de mesa: Hugo Hoyama é o eterno campeão pan-americano neste esporte, com dez medalhas de ouro. Seria bacana se ele encerrasse a carreira vitoriosa com uma medalha olímpica.
Ele até foi, mas nem ele e nem nenhum outro brasileiro chegaram perto do bronze.

Tiro: Nossa primeira medalha foi nesta modalidade sabiam? Foi em 1920 e foi de ouro. Infelizmente o esporte caiu no ostracismo e ter um representante em Londres já é como um título.
Não foi dessa vez, de novo.

Tiro com arco: Sem esperanças de medalha.
Não vieram.

Vela: Outra modalidade que o Brasil gosta de ir para o pódio. A dupla Robert Scheidt e Bruno Prada pode até trazer um ouro para casa, mas se vier umas outras duas medalhas não é algo anormal não.
Comparado às outras edições, não fomos bem. Só a dupla citada acima levou medalha, e foi um bronze. Nada além disso.

Vôlei: A seleção feminina é a atual campeã olímpica. A masculina é vice-campeã. O Brasil dominou nas duas categorias nesta década, porém ambas as seleções não fazem um bom ano até aqui. Os jogos de Londres podem ser fundamentais para o retorno da supremacia no esporte.
Idem à 2008, aconteceu tudo isso aí de novo. No feminino, um belíssimo ouro após jogos duros e viradas espetaculares contra a Rússia e Estados Unidos. No masculino, após dois match points, o Brasil deixou os russos passarem a frente no placar, e teve de se contentar com uma nova prata.

Vôlei de praia: Desde 1996 (quando foi incluído nas Olimpíadas) o Brasil conquista pelo menos uma medalha na modalidade. Tanto no masculino quanto no feminino, nossas duplas são esperanças de ir ao pódio. Seria bem vindo o ouro nas duas categorias.
Elas vieram novamente, mas vamos ter de esperar mais quatro anos para comemorar um ouro. Prata no masculino e bronze no feminino.

Agora sim posso encerrar os textos de Londres 2012. Que venha Rio 2016! Logo estou aqui de novo para comentar o que há de bom ou de ruim neste nosso mundo.

domingo, 12 de agosto de 2012

Top Five do Brasil em Londres

Eu prometi à vocês que faria o Top Five do desempenho brasileiro em Londres. Foram tantas coisas marcantes que foi difícil achar os escolhidos. Farei uma lista com os cinco melhores feitos do Brasil. No mesmo post, terá os cinco maiores fracassos de nosso país. Será do quinto ao primeiro lugar, desrespeitando a "pirâmide invertida", uma norma obrigatória para os jornalistas. Para dar mais emoção, o principal vai ficar por último, mas garanto à vocês. Vai valer a pena ler na ordem que vou estabelecer.

As cinco conquistas de Londres


5° lugar- O renascimento do basquete
Estranho pode parecer eu colocar um time que não ganhou medalha no quinto lugar, mas o basquete masculino do Brasil foi a maior prova do retorno aos grandes no esporte. Depois de 16 anos longe das Olimpíadas nossos atletas demonstraram força e determinação. Não fugiram à luta em nenhum confronto. A eliminação para a Argentina infelizmente aconteceu, mas isso foi resultado da garra conquistada e da não desistência da vitória em outros jogos para pegar adversários fáceis. Eles foram guerreiros e merecem esta posição.

4° lugar- A frieza de um ginasta
O país inteiro esperava que a primeira medalha neste esporte viria com Diego Hypólito. Esse cara errou feio, caiu de boca e nem para a final foi. Ver Arthur Zanetti levar o ouro foi uma grande surpresa. Ninguém falava do cara, ele não dava entrevistas, não estava com superego. Foi lá, se apresentou nas argolas, desbancou seus rivais e levou o ouro. Sua frieza foi determinante para colocá-lo no status de maior ginasta brasileiro de todos os tempos.

3° lugar- O forte desempenho do judô
Desde 1992 não levávamos o ouro neste esporte, e ele chegou logo no primeiro dia, com Sarah Menezes.  Além disso, Felipe Kitadai levou o bronze também no mesmo dia. Graças ao judô o Brasil liderou no quadro de medalhas pela primeira vez na história, por umas horas apenas. Além dos dois, Mayra Aguiar e Rafael Silva também trouxeram o bronze, e o esporte obteve o melhor desempenho em Jogos Olímpicos.




2° lugar- Sem investimento, mas com medalha
O boxe foi a maior surpresa brasileira das Olimpíadas. Com uma prata e dois bronzes, este foi o segundo esporte que mais fomos ao pódio. Um feito excelente para o país que não levava medalhas na modalidade desde 1968. Mesmo sem investimento, Esquiva Falcão (prata), Yamaguchi Falcão e Adriana Araújo (estes com bronze), provaram ao país que não vivemos só de futebol, e que é preciso olhar o futuro do país nestas modalidades menos favorecidas.

1° lugar- As meninas de ouro
A recuperação do vôlei feminino, que fez uma primeira fase desacreditada, foi histórica. Após cinco jogos complicados, e uma vitória épica sobre a Rússia, a seleção feminina do Brasil já merecia um lugar neste espaço, mesmo se não levassem medalha. Felizmente elas nos deram o ouro mais merecido nos Jogos Olímpicos. Não quero puxar saco, mas o feito destas moças foi maravilhoso.




Os cinco vexames de Londres


5° lugar- o dolorido bronze da natação
César Cielo era inegavelmente a maior esperança de ouro para o Brasil nos 50 e nos 100 metros nado livre. Infelizmente não veio. Nos 100 metros ele amargurou um sexto lugar, e na prova mais rápida da natação, por um detalhe o ouro não veio. Como todos chegaram praticamente ao mesmo tempo nesta prova, o bronze ainda foi lucro. Cielo é um ídolo que tenho, mas achei necessário colocar aqui. Mesmo assim, ele é um excelente atleta e um grande ser humano. Terá meu respeito sempre que for preciso.

4° lugar- Cai cai Diego, Cai cai Diego
Em 2008 ele caiu sentado na final individual do solo. Nesta edição, ele também tinha chances de medalha. Caiu novamente. Pelo menos este cara foi valente ao dizer que amarelou, e não inventou desculpas como a atleta do segundo lugar deste ranking.

3° lugar- Do Match-point à prata
2 sets a 0. Um banho de bola. Jogo tranquilo. Três pontos de vantagem no terceiro set. Dois match-points. Inacreditavelmente, com todo este saldo, o Brasil perdeu a final do vôlei masculino para a Rússia por 3 sets a 2. Foi um péssimo resultado. O nervosismo e a virada tática russa foram determinantes para a nossa derrota.


2° lugar- E o vento culpei
Fabiana Murer, atleta do salto com vara, tinha tudo para subir ao pódio. Era a atual campeã do mundo, numa prova em que a superfavorita Yelena Insibayeva levou o bronze. Tinha tudo para vencer, mas desistiu do salto nas eliminatórias e culpou o vento, SIM, O VENTO, pelo seu fracasso. Vergonha nacional, mas nada, NADA que supere o vexame horroroso que estampou o primeiro lugar por unanimidade.






1° lugar- A derrota ridícula do futebol, pra variar
Tcham tcham tcham tchaaaaaam, não poderia ser outro o número um. O esporte onde mais torramos nosso dinheiro, e que é pentacampeão mundial, não ganhou ouro. Tá, e a novidade? O Brasil sempre perde né? A novidade, é que foi o time da ousadia e alegria, a seleçãozinha que todo mundo puxava o saco. O 11 lá, o Neymar, era tratado como Deus, mas contra o México, na decisão, jogou um futebol digno de igualar Maicon Sapucaia, um pobre atacante que rodou o Rio Grande a jogar pelo maravilhoso futebol do nosso interior. Ou melhor, pobre Maicon Sapucaia por ser injustamente comparado à este pipoqueiro. Se o SBT fizer o concurso para "O Maior Pipoqueiro De Todos Os Tempos" (o programa verdadeiro é para o maior brasileiro), meu voto será do Neymar, pelo exemplo esportivo a não seguir em uma final de Olimpíada. Digo mais, este piá venceria o concurso. 



Espero que tenham gostado do meu ranking. Dúvidas, sugestões, reclamações, comentem aqui, ou no Facebook, Twitter e afins. Obrigado pela audiência!