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| Seleção Olímpica comemorando um dos dois gols sobre a Grã-Bretanha (foto: Reuters) |
Inicio aqui as minhas análises sobre os Jogos Olímpicos de Londres, que começa nesta sexta-feira (27). Quer dizer, a abertura oficial é na sexta. A partir de quarta-feira já teremos disputas pela medalha de ouro, apenas no futebol. Como um bom fanático por este esporte, vou dar todo o meu foco para a modalidade mais apaixonante destes Jogos Olímpicos, embora o nosso país nunca conquistou o primeiro lugar.
A estreia da Seleção Brasileira masculina será na quinta-feira contra o Egito. A seleção feminina joga um dia antes, mas como não entendo muito sobre o futebol feminino, vou me abster dos comentários para as mulheres. Além do Egito, o Brasil vai encarar também a Bielorússia e a Nova Zelândia nesta primeira fase.
O Brasil está no grupo C, que é aparentemente tranquilo. Mesmo sendo equipes com jogadores até 23 anos, com apenas três atletas acima da idade, é sabido que nenhuma seleção adversária tem uma tradição poderosa no cenário internacional. Os únicos que podem incomodar neste grupo são os egípcios, que jogaram apenas duas Copas do Mundo, mas venceram a Copa das Nações Africanas sete vezes. Porém, tradição nem sempre conta neste Torneio Olímpico. Como falei anteriormente, o Brasil nunca conquistou o ouro, em uma competição marcada por zebras incríveis que já foram campeãs. Países como Suécia, Bélgica, Nigéria e Camarões já conquistaram o título que falta ao nosso futebol. É até vergonhoso não estarmos no mesmo grupo que estes países sendo pentacampeões mundiais.
Nova Zelândia e Bielorússia não devem assustar em Londres. Os primeiros disputaram duas Copas do Mundo, sendo fortes apenas no seu continente, a Oceania, porque a Austrália foi jogar pela Ásia para dar um pouco mais de graça ao futebol da pior zona continental do planeta. O negócio dos neozelandezes é o rugby, onde os "All Blacks" destroçam seus adversários sem piedade. A Bielorússia está numa pior. Nunca jogou uma competição de alto nível, então é forte candidata a saco de pancadas das Olimpíadas.
Entre os outros grupos, podemos destacar como seleções fortes as equipes do Uruguai, Espanha, México e Grã-Bretanha - se bem que suspeito dessa seleção após a derrota para o Brasil por 2 a 0, na última sexta-feira, mesmo sendo dona da casa. Acredito que um destes cinco países possa conquistar o título, embora que, se tratando de Olimpíada, até a Bielorússia pode ganhar o torneio.
Para os garotos de Mano Menezes, a pressão pelo ouro é imensa. Um fracasso pode custar a saída do treinador. O Brasil vem muito favorito ao título, apesar do elenco atual ter um problema ao enfrentar grandes times. Nos últimos dois anos, o Brasil ainda não venceu um time forte. Podemos confiar nesta seleção, apesar de todos estes "poréns", e torcer para que ao acabar não possamos falar novamente "jogamos como nunca, perdemos como sempre".
Obs: Durante a semana farei outro texto dedicado aos outros esportes. Quem pode se tornar um herói nacional, quem vai ser aquele desconhecido medalhista de bronze, quem vai pipocar na final? São questões que teremos as respostas daqui a uma semana, e eu não vou ignorá-las.
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