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| Vôlei feminino teve a maior demonstração de conquistar a virada nesta terça-feira (foto: Agência Estado) |
Que jogo! Que emocionante! Inacreditável! Perfeito! Tantos adjetivos para explicar o que aconteceu na partida entre Brasil e Rússia no vôlei feminino, em que uma nação inteira sofreu com o momento mais dramático de toda esta edição dos Jogos Olímpicos. O jogo estava empatado em 2 sets a 2, e no tie-break as russas tiveram seis match-points, além de um ponto não marcado em favor das brasileiras, e pela determinação extraordinária, vencemos. Eu peço desculpas à vocês leitores porque não fiz este texto mais cedo. A rotina do trabalho e da aula me impediu de expressar minha profunda alegria com este resultado anteriormente, e que irei expor de forma resumida nesta madrugada pós aniversário.
A força e superação mostradas pela equipe comandada por José Roberto Guimarães foi impressionante. O Brasil havia perdido dois sets e vencido outros dois. No tie-break, o último set, as meninas da nossa seleção chegaram a abrir três pontos de vantagem, mas cederam a virada no finalzinho. Para piorar, a burrice do árbitro japonês de nome que não me lembro quase estragou uma vitória antecipada. Ele deu bola fora em uma cortada de Fernanda Garay, em que o mundo inteiro viu bola dentro - até eu, distante mais de 10 mil quilômetros de Londres e assistindo o jogo no canto da tela do computador. Ali viria o caos, e as inúmeras chances da Rússia. O talento de Sheilla foi determinante nos instantes finais, pois ela defendeu todas as tentativas de fechamento de jogo das russas. Para a alegria de uma nação inteira, o Brasil não refugou diante da Rússia, e venceu a partida mais dramática que já vi em Olimpíadas na minha vida, no alto dos meus 21 anos recém completados. O tie-break ficou com o placar impressionante de 21 a 19 em favor do Brasil.
Eu tinha medo da situação de pânico que vivemos. A Rússia é famosa por ser a pedra no sapato do time brasileiro. Esta equipe eliminou o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2004, e nos campeonatos mundiais de 2006 e 2010 (estas duas na final). A das Olimpíadas de Atenas foi a pior de todas. Eu vi aquele jogo, e o Brasil vencia o quarto set (estava 2 a 1 para o Brasil) por 24 a 19, isso nas semifinais da competição. De forma impressionante a seleção cedeu o empate, foi para o tie-break e perdeu o jogo, não levando nem o bronze. Desde aquele dia eu tenho medo da Rússia. No elenco atual tem as terríveis jogadoras Gamova e Sokolova, duas pestes em estragar a festa do vôlei brasileiro, além de serem boas jogadoras.
Após a superação, time feminino do Brasil garantiu a vaga nas semifinais, e vai encarar o Japão nas semifinais, na quinta-feira. A medalha ainda não está garantida, mas confesso a vocês, esta virada não vai superar nenhuma medalha dourada que nosso país levou nestes jogos. Mesmo o time de vôlei não conquiste um lugar no pódio, já é a maior virada do Brasil nestes Jogos Olímpicos. Sabem aquela frase que o Galvão Bueno usa sobre a Argentina no futebol? Irei adaptá-la ao vôlei feminino, podendo definir assim: ganhar é bom demais, e da Rússia, É MUITO MELHOR.
Ah, tem que falar do resto né?
O vôlei merecia um texto único. De destaque nas outras modalidades do Brasil, teremos representantes na final do vôlei de praia. Álison e Emanuel já terão uma medalha garantida, e podem nos ajudar a subir no quadro de medalhas. Em contrapartida, Juliana e Larissa perderam de forma surpreendente, e agora vão ter que se contentar em disputar o bronze. Além disso, a seleção feminina de handebol deu adeus a disputa, após perder para a Noruega. Maurren Maggi também não será bicampeã olímpica, e está eliminada no salto em distância, não culpando o vento. Além é claro do futebol, que já citei e fiz uma postagem especial.
O Brasil caiu um pouco no quadro de medalhas, sendo o 23°. Amanhã será dia de torcer pelo vôlei masculino, contra a Argentina. Os hermanos também serão adversários do time de basquete, prometendo um duelo acirrado. No boxe feminino, temos uma medalha garantida com Adriana Araújo, que disputa a semifinal. Se ela vencer, pode ganhar ouro ou prata, se perder, é bronze. Além disso, teremos a disputa da terceira posição no vôlei de praia, conforme citado anteriormente. Que nesta quarta-feira possamos ter grandes emoções, e continuar vendo a superação dos nossos atletas em Londres.

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