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| Entrosamento do elenco brasileiro é um elemento chave para derrotar a Espanha (foto: Getty Images) |
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| Seleção Espanhola luta pelo título inédito da Copa das Confederações (foto: Getty Images) |
Apesar de ser notável que as estrelas da Espanha são melhores que as do Brasil, passei a acreditar mais na Seleção Brasileira quando o técnico Luiz Felipe Scolari conseguiu entrosar o time, escalando os mesmos titulares em três dos quatro jogos realizados até aqui, confirmando esta mesma base para a decisão. Outro grande fator para o crescimento brasileiro é o efeito motivador da torcida. É muito bonito ver o estádio todo apoiando a Seleção o tempo inteiro, em vez de cobrar e vaiar os jogadores, como nós víamos em partidas amistosas realizadas por aqui.
Além disso, a torcida faz uma motivação espetacular antes dos jogos, com o hino nacional sendo cantado por todo o estádio até o final da primeira parte, ignorando o tosco protocolo da Fifa que toca apenas um pedaço do nosso hino, sendo que somos o país sede. Sem contar também que a atitude inicial dos jogos de pressionar o adversário pode resultar em um gol brasileiro, como foi nas partidas contra Japão e México, em que o Brasil abriu o placar com menos de dez minutos de partida.
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| Hino nacional é um grande motivador da torcida brasileira (foto: Getty Images) |
Em algumas horas veremos que emoções Brasil e Espanha vão trazer para o torcedor. Comecei esta Copa das Confederações pessimista e saio confiante. Mesmo que a Seleção não vença hoje, Felipão já está de parabéns por ter feito o Brasil voltar a ser Brasil, jogando com raça, voltando a vencer adversários difíceis. Apenas fico triste por não ter escrito mais sobre a competição que se encerra amanhã. O final de semestre da faculdade me afastou do blog, sem contar que não faria sentido escrever diariamente sobre os jogos, no momento em que o país entrava em ebulição com os protestos.
Prometo analisar detalhadamente os melhores momentos da competição após o jogo desta noite, abordando sobre partidas eletrizantes, fatos inacreditáveis e também sobre o show da torcida que não estava nem aí para o "manual do torcedor" que a Fifa inventou. Mas isso é coisa para o pós-evento. Agora, que o Maracanã se torne um local para chorarmos de alegria ao final da partida, e que não haja um novo sofrimento como em 1950, quando o Uruguai entristeceu o Brasil ao vencer a Copa por aqui. Se tudo der certo, o Maracanazzo será apenas um fato isolado, e não será repetido nesta decisão.



É legal notar que a negação da paixão brasileira por futebol é forjada, falsa, com fins de oposição política apenas. Na realidade, minha interpretação pra boa atuação da seleção é outra: sim, futebol é cachaça, os jogadores são privilegiados, mas o povo gosta desse esporte, tanto que prestigia e acompanha. Ali, na Copa das Confederações, cada jogador estava safando sua onça também: eles que tantas vezes desmerecem o salário que ganham fazendo pé mole e vivendo uma vida de farras que não combinam com a vida de um atleta, tentaram mostrar que também têm valor e que podem se esforçar mais dentro de sua profissão.
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