sábado, 21 de junho de 2014

Queda de gigantes e ascensão de nanicos: a imprevisibilidade da Copa de 2014

Após vencer Uruguai e Itália, Costa Rica faz história, e repete sua melhor campanha em Copas
Depois de 29 partidas da Copa do Mundo de 2014, uma coisa já pode ser comprovada logo agora. É a Copa mais imprevisível de todos os tempos. Nestes primeiros dez dias, vimos campeões derrotados, favoritos passando sufoco para ganhar (isso se conseguem ganhar) de equipes menos expressivas, e muitos gols.

Já são 83 gols até agora. A média de gols é 2,9 por partida, superior às recentes Copas do Mundo, onde víamos muitos jogos em que o placar era 0 a 0 ou 1 a 0. Fora que resultados surpreendentes acontecem diariamente. Quem imaginaria que a Costa Rica, por exemplo, teria duas vitórias e estaria classificada para as oitavas de final no grupo da morte, com Itália, Uruguai e Inglaterra? Além disso, vimos a atual campeã do mundo, a Espanha, ser humilhada pela Holanda, e perder melancolicamente para o Chile, e também ser eliminada.
Espanha de Casillas foi eliminada na primeira fase. Holanda é outra surpresa desta Copa

Não bastasse as eliminações precoces de Espanha, Inglaterra e Itália ou Uruguai (os dois últimos farão um duelo mortal na terça-feira. Quem perder, cai fora), estamos vendo também as equipes favoritas ao título sofrerem em seus jogos. O Brasil teve muitas dificuldades para vencer a Croácia, e não conseguiu marcar contra o México. A Alemanha até goleou Portugal na estreia, mas o empate neste sábado contra Gana mostrou que a equipe não é imbatível. A Argentina é outra decepção, mesmo com duas vitórias e com sua vaga para as oitavas já assegurada. Contra a Bósnia, foi um 2 a 1 sem muitas emoções, e com grandes falhas defensivas. Diante do Irã, sofreu até os acréscimos para conseguir uma vitória por 1 a 0, que aliás, foi polêmica, já que a arbitragem não assinalou um pênalti claro para os iranianos.
Considerado favorito da Copa, Brasil encontrou dificuldades para vencer a Croácia, e empatou com o México
Das zebras, sem dúvidas a Costa Rica é a maior surpresa desta Copa, talvez até de todas as outras Copas. O time de Keylor Navas, Bryan Ruiz e Joel Campbell já supera a Croácia de 98, a Romênia e a Bulgária de 94, a Bélgica de 86, entre tantas outras zebras. Os times anteriores também eliminaram campeões mundiais, mas o feito costarriquenho é mais surpreendente, pois a equipe treinada por Jorge Luis Pinto conseguir ganhar de campeões mundiais como Itália e Uruguai, e forçar ambos a um duelo que eliminará uma destas equipes, já é um feito para ficar marcado na história das Copas.

Ainda há muitas surpresas por vir. Não creio que Brasil e Alemanha caiam na primeira fase. Mas o que é possível acreditar é que mais times de menor expressão possam assustar adversários grandes. Colômbia, Chile, Nigéria, Estados Unidos e Bélgica são algumas das equipes que podem surpreender. Se vão surgir outras, não faço a menor ideia. O que resta é curtir esta Copa, que para muita gente, e para mim também, está sendo a melhor Copa de todos os tempos. Que venham mais surpresas, mais goleadas, e mais nomes estranhos brigando pela artilharia, porque a festa precisa continuar.

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