O dia 12 de junho de 2014 foi histórico. Foi nesta data que começou a Copa do Mundo realizada no Brasil. Hoje, lembro com muita nostalgia sobre o quão incrível e intensa foi a maior competição do futebol mundial em nosso país. Foi um mês inteiro de jogos mágicos, gols incríveis, estádios lotados, e de façanhas inimagináveis ocorridas em nossas terras, sem contar também com a grande invasão de turistas de todas as partes do mundo.
A Copa começou com a estreia da Seleção Brasileira, que era favorita ao título. Um jogo tenso contra a Croácia, em que o Brasil começou perdendo com um gol contra, mas virou, e venceu por 3 a 1, em jogo comandado por Neymar, que marcou dois gols. Aquela partida em São Paulo já mostrava que a Copa do Mundo tinha tudo para ser incrível, e foi mesmo.
Nos dias que sucederam a abertura, vimos a então atual campeã Espanha cair ainda na primeira fase, e no "Grupo da Morte", a Costa Rica foi quem matou as poderosas seleções de Inglaterra e Itália, se classificando em primeiro e deixando o Uruguai em segundo. O Brasil também viu uma imensa invasão de estrangeiros, principalmente os sul-americanos do Chile, do Uruguai e da Argentina, que vinham das mais variadas formas para o nosso país, mesmo que estivessem sem o ingresso para os jogos. Países como Holanda, França, Colômbia e Alemanha também tiveram destaque, apresentando um futebol de grande qualidade.
Houve também duelos sensacionais, com situações inimagináveis. Antes do torneio, parecia impossível crer que a semifinal entre Argentina e Holanda seria um jogo pior que uma partida da fase de grupos como Argélia e Coreia do Sul, a qual muita gente que não foi ao estádio desdenhou do duelo antes dele acontecer. Foram muitos jogos de grande qualidade, então é impossível descrever qual deles foi o melhor.
E tivemos gols, e quantos gols. Foram 171 no total, se igualando à Copa de 1998 com o maior número de gols em uma mesma edição. Vimos o voo do holandês Van Persie contra a Espanha, a pintura do colombiano James Rodríguez contra o Uruguai, Messi fazendo gols no seu estilo e decidindo para a Argentina, e Cahill marcando um golaço contra a Holanda no Beira-Rio, gol este que tive a sorte de assistir de dentro do estádio. São só alguns exemplos de golaços ocorridos em nossos estádios na competição.
Teve a mordida do Suárez em Chiellini, os jogadores de Gana recebendo seu pagamento em dinheiro vindo de avião do país africano, e Cristiano Ronaldo decepcionando na competição, mesmo sendo escolhido o melhor jogador do mundo pela FIFA no ano anterior. Aconteceu também o primeiro gol com a ajuda da tecnologia, em França e Honduras. E também houveram situações improváveis, como a ousada ideia do técnico holandês Louis Van Gaal, ao trocar o goleiro Cillessen por Krul no último minuto da prorrogação contra a Costa Rica, fazendo o goleiro reserva se consagrar na decisão por pênaltis. Entre as lesões, Falcão García e Ribéry se ausentaram da Copa, e Neymar fraturou a vértebra ao ser atingido por Zuñiga, da Colômbia, em um momento de pleno drama para todos os brasileiros.
Houve também o 7 a 1. Um ano depois daquela derrota, ainda é duro aceitar que o Brasil tomou aquela surra da Alemanha em uma semifinal, jogando em casa. Um resultado que até hoje é sentido por milhões de brasileiros. Ainda é triste lembrar daqueles gols, mas a ferida está sendo estancada. Aos poucos, isso vai passar. Pelo menos a Seleção apresentou leve melhora agora, com Dunga como treinador, vencendo todos os 10 amistosos após a Copa do Mundo, apesar de não estar conquistando o público brasileiro, mesmo nos recentes jogos em casa contra México e Honduras.
Não somente pela goleada na semifinal, a Alemanha foi a grande merecedora do título. Jogaram bem a Copa inteira, com um elenco de qualidade, ganhando no campo e no carisma, com atletas como Schweinsteiger e Podolski tirando fotos com camisas de clubes brasileiros e conquistando a todos nós pelo Twitter e Instagram. A final contra a Argentina foi justa, e o tetracampeonato mais do que merecido.
Hoje, um ano depois do início, o futebol brasileiro não compensa a qualidade vista na Copa. Grande parte dos jogos são ruins, muitos estádios do Mundial vivem com público baixo, muito por conta dos ingressos caros, sem contar que algumas das arenas estão sem uso para o futebol, como em Brasília e Manaus. Além disso, tem toda a corrupção no esporte, escancarada com o recente escândalo da FIFA, que prendeu dirigentes como o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, e que fez até Joseph Blatter anunciar que deixará o cargo de presidente da FIFA, três dias após vencer as eleições. É um período difícil na organização do esporte, e espero que encerre com a condenação dos culpados, com uma gestão melhor do futebol no futuro.
É triste saber que não estamos mais convivendo atualmente com a Copa do Mundo no Brasil. Fica a sensação nostálgica de que foi a melhor Copa de todos os tempos, evento que vivi com intensidade plena, curtindo todos os jogos, todos os lances, do início ao fim. E até depois do fim ainda consegui curtir, já que o meu Trabalho de Conclusão de Curso da faculdade (o TCC) foi sobre esta edição do Mundial. A Copa do Mundo deixa saudades até hoje, mas estará eternamente nos corações de milhões de pessoas.
Abaixo, o melhor vídeo para reviver a Copa de 2014.
É triste saber que não estamos mais convivendo atualmente com a Copa do Mundo no Brasil. Fica a sensação nostálgica de que foi a melhor Copa de todos os tempos, evento que vivi com intensidade plena, curtindo todos os jogos, todos os lances, do início ao fim. E até depois do fim ainda consegui curtir, já que o meu Trabalho de Conclusão de Curso da faculdade (o TCC) foi sobre esta edição do Mundial. A Copa do Mundo deixa saudades até hoje, mas estará eternamente nos corações de milhões de pessoas.
Abaixo, o melhor vídeo para reviver a Copa de 2014.







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